terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Swing: Prova de Amor ou Infidelidade?


“O swing ou troca de casais é uma troca de parceiros sexuais entre dois casais estáveis que praticam sexo grupal. Existem correntes que consideram o swing quando um casal adiciona um ou mais elementos numa relação sexual.”
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O Swing é uma prática comum em países como o Brasil, onde a expansão de clubes tem aumentado, e ao qual Portugal começa a aderir através da opinião pública, fóruns, livros, novelas, entre outros meios de comunicação.

A questão que aqui coloco é esclarecida, à partida, pela definição que encontrei, uma vez que refere a existência desta prática “entre dois casais estáveis”, o que sendo assim seria uma prova de amor. A perspectiva do swinger entronca na poligamia do ser humano e na necessidade de alimentar a vida do casal através da separação entre sexo e amor. Assim, o facto de partilhar desejos sexuais com outro casal, iria colmatar a lacuna sexual que cada elemento do casal sente quando há atracção física diversa pelo sexo oposto (ou não, caso haja uma relação homosexual), vivendo numa sociedade monogâmica.

Desta forma, iria passar-se de uma infidelidade oculta para uma prova de amor, compreensão e partilha, em que o sexo e as fantasias associadas seriam permitidas ao parceiro numa aceitação mútua, satisfazendo a criatividade e a vontade sexual ao mesmo tempo que se alimentaria o amor do casal. Seria uma prova de amor no sentido em que o sacrifício seria feito em prol da felicidade do companheiro, e da estabilidade e abertura da relação amorosa.

Mas será que quando alguém ama consegue partilhar o que ama, dissociando o amor do sexo?

Sem entrar no argumento religioso que defende a monogamia, mas que não será um argumento válido para a maioria, acredito que o ser humano é um ser instintivamente sexual, sendo natural o desejo sexual estimulado por uma palavra ou imagem, mesmo que o amor seja sentido por outra pessoa. No entanto, além do ser humano ser instintivo, é um ser que rege-se (ou deveria reger-se) de princípios, e o princípio da fidelidade terá ser mais forte que os impulsos, porque o amor a si e ao próximo implica cuidar de si e do próximo, acima de qualquer libertação hormonal.

E porque quem ama tem desejo sexual, não compreendo a separação entre sexo e amor realizado pelos swingers, nem numa perspectiva religiosa, nem numa perspectiva pessoal.

Contudo, sendo uma pessoa aberta, respeitadora e compreensiva do próximo, desde já peço desculpa por alguma perspectiva mais ofensiva que tenha transmitido, e aguardo pela diversidade de opiniões para melhor compreender esta nova perspectiva relacional.

E vocês, seriam capazes de aderir ao Swing?

12 comentários:

Sonia disse...

Parabens pela pertinente questão. Gostei muito do teu blog. Continua.

Sónia disse...

Esqueci de dizer...não tenho resposta para a tua questão, mas penso que cada caso será UM CASO.

Anónimo disse...

Parabéns...Adorei a forma cm abordas o tema..eu n tenho mt a dizer... eu nunca seria capaz de aderir ao Swing....tb não vejo provas de Amor no Swing....e muito menos acredito que quem Ame partilhe o seu corpo. Sou muito egoista nesse aspecto Gonçalo...o que é meu não é para dividir com ninguém...e ponto final.lol

beijocas Amorzinho

Anónimo disse...

Gon, andas a ver muito “Tempo De Viver”..;)…

Bem… a abordagem que fazes ao tema é excelente! Não podia ser melhor trabalhado!

Sinceramente eu não seria capaz de enveredar por tais caminhos. Não me vejo envolvida com uma pessoa que não a que amo… ou amarei…;)
Não me parece que o Swing se transforme numa prova de amor… e também não adiro ao sentido que muitas pessoas escolham de trocar o corpo da pessoa que amam por um momento de prazer com outro Ser. Simplesmente não me sinto capaz de, amando uma pessoa, a trocar por outra.
Obviamente que também não gostaria de ver a pessoa que amo envolvida como outro Ser que não Eu. ;) ninguém me tira da cabeça que isto me soa a traição reconhecida pelo companheiro…;)

Beijinho grande e fofo para ti Tesouro…;)

Miss Poetry disse...

Amigo Gonçalo:

Há vertentes nas relações entre as pessoas, que nos podem surpreender. Será o swing uma prova de amor e entrega ou uma forma de quebrar a monotonia que naturalmente tende a instalar-se nas relações afectivas? É uma nova expressão afectiva das sociedades monogâmicas, já que, no Oriente, a poligamia masculina está perfeitamente integrada na cultura vigente. Se considerarmos que são as regras morais que nos orientam nas relações com os outros, propiciando, neste caso, a monogamia, e se para o casal em questão, a moralidade e a identidade, não forem abaladas por um modelo de relação diverso, o swing, ou outra prática aceite/tolerada/comunicada pelo casal, pode integrar-se no seu reportório comportamental. Claro que tal implica a plena consciência das consequências do "dia seguinte", bem como uma flexibilidade moral e integridade afectiva que uma boa parte dos casais portugueses não terá...
Gonçalo, adorei esta tua ideia ;)

maria disse...

Tem graça que se eu escrevesse um artigo sobre o"Swing" seria tão semelhente ao seu, pois a minha opinião é essa! Beijinho.

Margarida disse...

Mas uma vez abordas um tema complexo da maneira que só tu o sabes fazer, com os vários lados das questões sexo amor e igreja e ainda terminas com uma questão que envolve o nosso lado pessoal.
Eu no meu ponto de vista, acho que para praticar swing terão de ser pessoas com uma mente muita aberta, para o casal puder partilhar o outro com outra pessoa sem sentir ciúmes, e dizer que é uma forma de manter o amor, mas que realmente até na televisão já vi programas sobre isso e dizem que essa pratica está a aumentar.
Sinal esse que as mentalidades estão a mudar, se esses casais se sentem bem e se essa prática os faz mais felizes, ninguém tem que de os sençurar, isto é o que penso em relação a esta forma de amar.
Agora pessoalmente seria incapaz de o fazer, pois neste aspecto sou mt gulosa não repartiria com ninguém aquilo que é meu.
Agora falando a sério eu nunca seria capaz de o fazer, pois para mim amor é feito a dois.
Beijinho

Cristina Guerra disse...

Eu jamais seria capaz de aderir a uma coisa destas! Mas não acho, de todo, que seja imoral ou incorrecto! Eu sei que nunca iria conseguir nem consentir que o meu companheiro fizesse algo do género, mas se há quem goste...porque não? Creio é que é necessário uma enorme estabilidade entre o casal, porque se não, o swing pode acabar com a relação de muita gente. Para um casal aderir a esta prática, terá de ter muita confiança e amor.

Anónimo disse...

eu tai o meu namorado fazendo sexo com outro estou muito arrependida nao como mostrar a ele para ele me perdoar

Gonçalo disse...

Anónimo:

Se possível, gostaria que me explicasses melhor a situação para te poder ajudar.
Obrigado e volta sempre:)
Beijinhos**

Maria disse...

olá

parabéns pelo blog.

em relação ao swing e à pergunta q colocas....
nós já aderimos ao swing. Np nosso caso têm sido anos fantásticos

vê o nosso blog:
http://prazeresprivados.blogspot.com/

Maria José disse...

Quando um casal se ama de verdade e sabe separar o amor do prazer, não vejo que seja traição uma troca de parceiros no momento de praticar sexo. Se ambos sentem também prazer em apreciar o goso que cada um obtem com outra pessoa, é uma forma de mutuamente atingirem um duplo prazer. Eu tenho praticado swing com o meu marido, sempre na presença um do outro e adoramos ver o envolvimento sexual que existe com os parceiros de ocasião, porque compreendemos que tudo o que rola naquele momento é apenas sexo e não amor. Amor é depois na nossa cama conjugal.