quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Palavra Puxa Palavra: Confissões de Paulo Coelho

“Paulo Coelho foi sempre um inconformista, procurando novos caminhos, o que o levou a provar o “bom” e o “mau”. No final da década de 60 nascem os movimentos guerrilheiros e hippie e o futuro escritor enamora-se dos autores marxistas e de Guevara, participa de comícios e manifestações e integra-se na geração do Paz e Amor. Depois, vem o fascínio por Castañeda. Nestas confissões, o consagrado autor “contou tudo sem que eu necessitasse quase de lhe fazer perguntas, como se estivesse a falar consigo próprio, recordando velhas feridas da sua alma. (...)
Quis manter no livro o carácter informal das nossas conversas amistosas com o escritor. Conversas que, por vezes, tiveram a sua ponta de polémica e outras de confissão pelo clima de intimidade que se tinha criado. (...) Pergunto-lhe se ele se considera um mago, para além de escritor e responde-me: “Sim, também sou mago, mas como o são todos os que sabem ler a linguagem oculta das coisas em busca do seu destino pessoal.””

In Confissões de Paulo Coelho


Um livro diferente de todos os que já li até à data, uma obra biográfica através de várias entrevistas de Juan Arias, que retrata o percurso de vida de Paulo Coelho, desde as dificuldades da juventude até ao sucesso actual.
O meu destaque para a forma frontal, autêntica e enriquecedora com que Paulo Coelho responde às diferentes questões, transmitindo uma maturidade própria de um génio, ou como ele próprio refere, de um mago que “lê a linguagem oculta das coisas em busca do seu destino pessoal”. Um bom livro para quem procura compreender melhor o sentido da vida e deseje desenvolver a sua espiritualidade.

1 comentário:

Lifepassenger disse...

O Paulo Coelho tem uma filosofia e uma saber de vida, espectacular!

Aproveito para dizer que no Cogitare atribuimos um premio, passe por lá para ver as regras e responder ao desafio!

Boa Semana