terça-feira, 9 de janeiro de 2007

A Lei do Amor VI


“Uma pessoa com problemas de ego quererá ter a seu lado um parceiro que seja um objecto apreciado e valorizado por todos os outros. O mais belo, o mais inteligente, etc. Um objecto que só ele possua, porque se toda a gente o tivesse perderia o seu valor. Já que o obtém, protegerá enormemente a sua propriedade para que ninguém lhe toque, para que ninguém lho tire, porque se o perder o seu Ego ver-se-á diminuído. O parceiro converter-se-á numa propriedade que dá estatuto e provoca admiração. Nunca se interrogará se esse parceiro era o que lhe corresponderia ter naquela vida de acordo com o Plano Divino. Talvez o parceiro adequado tenha passado à frente dos seus olhos e nem sequer o tenha visto por não ter suficiente talento e não ter acumulado os músculos, a beleza ou a inteligência que esperava. A sua incapacidade de ver no fundo da alma humana impediu que o reconhecesse, e em contrapartida, a voz do Ego fez com que se juntasse a outra pessoa que não lhe correspondia.
A única forma de resolver estes problemas é transformando o Ego negativo em positivo através do conhecimento. Quando uma pessoa realmente se conhece em profundidade aprende a amar-se e valoriza-se então pelo que é e não pela pessoa que o acompanha. Este amor por nós mudará a polaridade negativa da nossa aura em positiva e, graças à Lei da Correspondência, atrairemos a pessoa indicada à nossa vida. Deixaremos de nos sentir infelizes se alguém nos rejeitar porque compreenderemos que as atracções e as rejeições têm a ver com a Lei do Carma e não com o nosso valor como seres humanos. O Ego sofre se alguém nos rejeitar, mas se ultrapassarmos isso através do conhecimento aperceber-se-á de que essa rejeição foi provocada por nós próprios ao infringir a Lei do Amor, e que a única forma de restabelecer o equilíbrio é através do Amor.”

Laura Esquível In A Lei do Amor


Páro e observo...A janela do meu olhar apercebe-se de uma diversidade humana com problemas de ego fruto do desejo por objectos assediados pela maioria, objectos cobertos de luxuria material e/ou ingredientes físicos dignos de uma magnífica receita no mundo da futilidade...

Efectivamente, o bálsamo do ego torna-se o objecto admirado, ignorando a diferença dos objectos menos valorizados, sendo recompensados por essa indiferença quando o bálsamo desvanece-se, tornando o Ego vazio de valores pessoais, tanto por si como pelo próximo.

A solução passa pela Lei do Amor, libertando-se das energias negativas do Ego e substituindo-as por positivas, através de uma reflexão reconhecedora do real valor pessoal, do real sentido da existência e do real amor pelo próximo.

Dessa forma, o Amor estará mais próximo de acordo com a Lei da Correspondência, mantendo a auto-confiança como a garantia de uma maior estabilidade numa situação de rejeição, uma vez que o amor por si e pelos outros será uma constante.

A maior felicidade está dentro de nós, não nos deixemos subjugar no mundo da futilidade e das relações fáceis, rejeitemos as terminologias sexuais relacionadas com apetites vorazes, e aceitemos a condição de cada um, amando-nos uns aos outros como Deus nos ama...

4 comentários:

Anónimo disse...

Boa noite maninho! Depois de um dia tão atribulado, nada melhor que vir ver o teu cantinho e ler as lindas palavras que tu escreves. Pergunto-me o porque de não escreveres um livro... a sério, tens bastante jeito. É bom sentir o abraço da pessoa que amamos a envolver-nos, e mais ainda que esse abraço nos cobre de beijos... É bom sentir que esse abraço faz milagres, e nos deixa diferentes, ao ponto de não imaginarmos mais nada ao largo desse abraço que nos conforta tanto. Sabes o que eu imagino quando me abraço a ti? É como se tivesses umas asinhas e me proteges.) Alias, tu toda a vida serás a minha estrela guia que me dá protecção. Posso ter crescido, mas és na mesma aquele a quem eu recorro a meio da noite quando tenho medo!

Adoro-te

Anónimo disse...

A mente humana sofre constantes oscilações, como um movimento da roda gigante, hora está em alta e hora está em baixa; sendo assim, os problemas ocasionados em função do momento vivido repercurtirá em sua estrutura mental provocando diferentes sensações e consequentemente afetando diretamente a personalidade do indivíduo.Desta forma, a probabilidade de existir equilíbrio em condutas mentais só é possível através de constante alimentação espiritual e física tendo em vista que somos aquilo que acreditamos ser através das nossas ações e reflexões (positivas ou negativas). Esta ação só dependerá único e exclusivo de cada um através da interação com o meio em que vive, por isto as diferentes experiências vivenciadas será o ponto fundamental para cada um crescer/desenvolver enquanto autor(a) de sua própria vida. "O que somos e o que queremos ser" perpassa por estes caminhos.
Entretanto, há pessoas que deixam passar despercebido grandes momentos de crescimento pessoal e depois de alguns desgastes emocionais se perguntam "Por que a minha vida é assim?" a esta e outras indagações a resposta será encontrada através de seus atos e com isto será possível entender melhor a vida que cultiva...TU SERÁS ETERNAMENTE RESPONSÁVEL POR TUDO AQUILO QUE CATIVAS.
*Valorize cada momento, agradeça a Deus sempre e se entregue de verdade a assumir a sua vida em tudo aquilo que você almeja pois seus atos são pedras preciosas em suas buscas . Acredite, lute, liberte ... a Lei do Amor existe para todos, basta descobri-la em seu interior ;)
Excelente matéria publicada, parabéns e sucesso em tua vida.

Maria disse...

Este texto que escolheu é muito bom! E esclarece algumas coisas fundamentais,no "Amor"! Não sou Brasileira! Sou Algarvia!Perto do Alentejo. Agradeço a sua visita e comentário! Volte sempre! Beijinhos.

Sofia Cunha disse...

Vincadamente marcado por aquilo que se lhe apresenta como interior problemático de um ego, o Ser Humano deseja incessantemente ter a seu lado, como companheiro, um outro que seja estimado e valorizado por ele e pelos outros. Ele deseja alguém com as capacidades bélicas interiores e exteriores. Ele deseja-o assim, mas apenas para ele, porque aos olhos do mesmo, se mais alguém o possuir perto de si, ele deixará de ser valorizado. Na verdade até mesmo se o perder, o seu espírito, a sua alma, o seu Ego ficará mais debilitado, mais pequeno e reduzido. Daí, ele preferir considerar esse Ser um objecto dele, uma propriedade inteiramente sua. Por isso luta e vive querendo ter a certeza de que ninguém lhe tocará e de ele não se irá. O Ser Humano protege-o assim como se de uma parte dele se tratasse. Perdê-lo seria, então, perder parte de si, deixando desolado o espírito e o Ego. Como propriedade sua, a pessoa que o acompanha passa assim a ser propriedade inteiramente sua, algo que apenas a ele pertence, tornando-se alguém admirável. E o Ser que o possui nem se questionará se aquela propriedade que agora lhe pertence seria aquela que o Plano Divino lhe havia reservado como companheiro para a vida. Essa pessoa que lhe estaria designada e atribuída por tal Plano podia até mesmo já ter passado em frente ao seu rosto, à sua face, ao seu olhar, mas o facto de essa pessoa não ter aquela beleza interior e exterior que ele desejava pode mesmo o ter tornado “cego”, ou ele simplesmente não o quis ver. Na verdade, o Ser Humano não foi capaz de olhar para o fundo da sua alma e reconhecer que aquela pessoa era a que lhe estava destinada como companhia. Neste sentido, ele preferiu juntar-se à pessoa, sua propriedade, que não lhe pertencia segundo Plano Divino. Tudo isto porque ele preferiu escutar a voz do seu ego negativo. Claro que isto não pode ser assim e torna-se necessário o aparecimento de alterações possíveis de forma a fazer com que este negativismo no seu Ego se transforme ao ponto de se tornar o oposto, ao ponto de se tornar um Ego positivista através do conhecimento. O Ser Humano deve conhecer-se profundamente, porque se assim for, ele será capaz de se amar e de se valorizar por aquilo que ele verdadeiramente é e não pela pessoa que caminha a seu lado. Disto derivará o positivismo do seu Ego que agora pelo amor a si próprio se transforma. Por outro lado, a Lei da Correspondência fará com que ele se torne capaz de atrair para a sua vida, o Ser que realmente lhe corresponde, aquele que lhe é indicado. Isto será o ponto de partida para deixarmos de nos sentirmos infelizes quando a rejeição de nós se aproximar, isto porque saberemos que esta mesma rejeição foi fruto de uma outra Lei – a do Carma e que nada tem a ver com o verdadeiro valor do Ser Humano. Sofreremos se a rejeição de nós se aproximar e se a vivermos, mas aí, se optarmos por ultrapassar tudo isto pelo conhecimento, compreenderemos que o acontecido se deveu exactamente ao facto de termos rompido e desobedecido à Lei do Amor e que a única forma de voltarmos a ter o equilíbrio desejado será amando, vivendo o Amor.

Esta foi a visão que tive e a conclusão que tirei depois de ler este excerto várias vezes, quando tive a oportunidade de ler a bela obra de que nos falas e agora que o li repetidamente aqui, no teu Blog.

Realmente vivemos mesmo num Mundo onde as pessoas se interessam cada vez mais por aquilo que considero e que chamo de “prioridades absurdas”. É de notar a existência de sociedades mergulhadas pelo desejo constante de consumir aquilo que os nossos olhos vêm e o mesmo acontece no que às relações inter-pessoais diz respeito. Valoriza-se aquilo que menos valor deve ter nas relações. É incrível a capacidade que temos de colocar de parte uma pessoa que não nos é semelhante, que não tenhas as capacidades que gostávamos que ela tivesse e a beleza que a nossos olhos a tornaria mais valorizável. Este é o Mundo injusto em que vivemos: o mesmo em que dias a fio se vêm as pessoas a quererem mais e mais sem olhar para aquilo que os rodeia. A sociedade tem-se tornado fútil, ao ponto de se notar que a luxúria e os bens materiais se vão tornando propriedade de bem e beleza cada vez mais notório e em que o Ser, enquanto vigente e dominado pode mas não é capaz de alterar a situação. Parece que gostamos de viver no Mundo da luxúria, da futilidade e do materialismo! Quando é que isto vai mudar?
Bem, mas não entremos por ai. Não me quero afastar da temática.
Na verdade penso que este excerto mostra o que realmente referes e de facto, estamos perante “uma diversidade humana com problemas de Ego fruto do desejo por objectos assediados pela maioria, objectos cobertos de luxúria material e/ou ingredientes físicos dignos de uma magnífica receita no mundo da futilidade...”. Mas parece que gostamos das coisas assim neste estado de futilidade. E como tu mesmo referes, “o bálsamo do Ego torna-se o objecto admirado”, sendo que a diferença dos objectos menos valorizados é ignorada e colocada de parte por completo. Depois surge realmente a recompensa por essa indiferença, quando o bálsamo se desvanece, tornado o Ego liberto de valores pessoais. Neste sentido, torna-se desejável uma reflexão: como alterar tudo isto? Pois, a solução passa mesmo pela aplicação da Lei do Amor, que enquanto Lei Universal, fará com que o negativismo do Ego se transforme e positiviste. Para isto, é indispensável que tenhamos o profundo conhecimento de nós mesmos e saibamos qual o verdadeiro sentido da existência Humana e o valor do amor pelo próximo. Assim, o Amor estará acente e de acordo com a Lei da Correspondência referida no excerto, em que se verifica a possibilidade da se ter uma maior estabilidade pessoal no caso de se verificar a rekeição de qualquer de nós pelos outros. Será assim porque o Amor estará presentemente notório em nós e nos outros, tornando-se uma constante da vida de cada um de nós. E realmente, é assim que deve ser. Devemos então, libertar-nos daquilo que nos aparece como fútil, dos gostos vorazes e momentâneos, sejam de que nível for e assim, aceitar o que realmente somos e são os outros, amando-nos e amando o próximo. Desta forma seremos felizes!

Beijinho grande para ti Amigo e o desejo de uma Lei do Amor VII…..:)