terça-feira, 15 de julho de 2014

Teorias do Abstracto

Qual a causa do primeiro contacto com alguém especial?

Uns poderão atribuir o primeiro encontro à inevitabilidade do destino. Encontramos alguém porque já estava definido. Havia mil e uma possibilidades de conhecer alguém naquele contexto mas teria que ser aquela pessoa. Não havia volta a dar, precisávamos daquela pessoa por alguma razão ou sentido de vida. Apareceu no momento certo e tinha que aparecer. Nada fizémos para que aparecesse, apenas aceitá-la porque era a dádiva que precisávamos.

Outros poderão considerar que tudo passa por uma questão de sorte. Pode-se procurar e lutar por um objectivo pessoal, o objectivo de ter uma pessoa com aquelas características num determinado contexto mas que, sem sorte, nunca será encontrada. Todas as pessoas especiais que encontramos são resultado de uma combinação de factores num momento feliz, porque estávamos ali e encontrámos, porque se assim não fosse nunca teria sido possível. Uns acham-se sortudos, mas que rica gente que as une! Outros acham o seu fado mais triste que o fado das calçadas portuguesas!

Ainda há uma variante intermédia que acha que é preciso sorte para encontrar os "inevitáveis". Eles existem mas é preciso sorte para os encontrar. Se não existir, eles também não existirão. mas neste caso deixam de ser inevitáveis.

No meu caso, não acho que haja fatalismos na existência, sinto que há um semi-destino que nos permite mover com determinados dados pré-existentes mas com o livre-arbítrio para decidir. Os caminhos existem e alguns bastante tentadores, mas um caminho será diferente do outro consoante a nossa vontade. No entanto, no caso do primeiro encontro numa relação especial, há uma inevitabilidade independente da sorte. As pessoas surgem porque tinham que surgir. Precisava mesmo daquela pessoa e ela apareceu porque a vida a proporcionou. E porque estava atento. E se virmos bem, há azarados que encontram pessoas bem especiais. Portanto, esqueçam a sorte e estejam atentos, as pessoas surgem no momento certo!

Música: Coldplay - A Sky Full of Stars

12 comentários:

ana disse...

Eu não acho que o ser aquela pessoa seja algo tão absoluto quanto isso.Acho que leva sempre uma relatividade porque não conhecemos toda a gente do mundo para poder classificar aquela como A pessoa. Foi a que se cruzou connosco e que mais nos disse e a quem mais dissemos, um encontro de duas forças que não sei se deva ao acaso ou a algum destino. Mas a verdade é que olhando para trás, para muitas histórias, consigo perceber que seja acaso ou destino há fracções de segundo que mudam tanta coisa e parece que tornam tudo numa fragilidade que ainda nos faz mais felizes por ter acontecido.

Mais que pensar, acho que o melhor de tudo é viver!

Daniel C.da Silva (Lobinho) disse...

Olá Gon!

Penso, na realidade, que muito embora existam pessoas que "tinham" de aparecer na nossa vida, elas não terão aparecido por um qualquer desígnio superior, mas tão-só porque nos calhou acontecer...

Todavia, não é despiciendo (muito pelo contrário), o que referes para o final, i.e., que devemos estar atentos, porque, na verdade, muitas coisas não acontecem precisamente pela nossa desatenção...

Interpretar sinais, saber lê-los, saber onde está a vida, valorizar as coisas simples, e em suma estarmos atentos à vida, às coisas e às pessoas, pode muitíssimo bem fazer acontecer o que, muito provavelmente não aconteceria, já que a vida sendo um sucedâneo de situações, e com isso de enésimas oportunidades inesperadas, ela não é, porém, uma mão invisível que necessariamente nos levará ao que precisamos (tanta vez o que contrário), pelo que é essencialmente nesse plano da atenção de que falas, que devemos estar atentos, porquer tudo o que a vida nos trouxer será uma dádiva, um bónus, um acrescento, mas não devemos fazer desse "apêndice" a amior necessidade, pelo simples facto de que pode não acontecer...

Abraços

açoriana disse...

Este post fez-me lembrar as ondas de impacto... Os momentos acontecem por uma combinação de variáveis... Estou certa que os momentos perfeitos acontecem quando estamos no sítio certo, à hora certa com as pessoas certas (diz o povo e com razão!)....

Mas para isso acontecer é preciso que nós façamos a nossa parte, ou seja, é preciso estar lá, não chegar atrasado e dar a oportunidade que essas pessoas estejam em nossa companhia.... Se falhar uma dessas variáveis não há sorte que nos valha...:)

O destino conspirará sempre a nosso favor... Cabe-nos a nós agarrar essas oportunidades! :)

Beijinhos

Raven disse...

Como nós! ;)

Gonçalo disse...

Ana:

Não falei naquela pessoa, falei nas pessoas especiais que fazem parte da nossa vida, sejam amigos, amores ou mesmo bons conhecidos que de alguma maneira são tão especiais para nós. Acima de tudo temos que viver, como dizes, isto foi apenas uma mera reflexão em tempos de sesta! :)

Beijinhos grandes.

Gonçalo disse...

Daniel:

Na tua teoria a sorte tem preponderância, eu acrescentaria que na questão da atenção, há gente distraída que pode bem queixar-se do azar, muitas vezes por culpa própria. Sendo assim, admito que a sorte é necessária para os mais distraídos (e também força de vontade!)

Um abraço :)

Gonçalo disse...

Açoriana:

Admites que o destino existe e que é nosso, mas para isso precisamos de agarrar as oportunidades. Será uma questão de sorte ou força de vontade?

Gonçalo disse...

Raven:

A nossa combinação de astros é mais uma razão para acreditar na inevitabilidade. Longe ou perto, o conhecimento teria que ser uma realidade. Estou tão orgulhoso desse momento!

Beijinhos :)

Eli disse...

Talvez eu me esbarrei, talvez eu procure, mas será que me irá encontrar se eu não buscar...?

Anónimo disse...

Olá menino charmoso! :)

Veja só que bela mensagem:

"Se duas pessoas anseiam se encontrar, elas jamais se distanciarão. Se uma pessoa deseja isso fortemente, mas a outra não alimenta o mesmo desejo, elas se encontrarão apenas algumas vezes." (Escritos de Nitiren vol.5).
Que achas?
Concordo inteiramente com o Nitiren ;)

Beijo grande...fique com Deus :)

Gonçalo disse...

Eli:

O que será teu a ti virá! E existe!

Um beijo grande :)

Gonçalo disse...

Flávia:

A frase tem toda a razão e tem toda a lógica. Quando a força é unilateral a corrente será menos forte.

Beijo grande e fica com Deus :)