quarta-feira, 28 de junho de 2006

Silêncio


Silêncio é:

Dádiva para os ouvidos num período agitado...
Dor aguda num momento de indiferença...
O desconhecido...
O respeito pelo próximo...
Expressão de sentimentos...
Um arrepio numa noite de solidão...
Paz entre gritos...
Mal-estar e impaciência...


A dualidade do silêncio tem-me mostrado...o seu sabor doce, num momento de reflexão, num período de descanso após um extenuante trabalho, numa circunstância em que preciso de me reencontrar...e o seu sabor amargo, num momento de indiferença, numa noite medonha de inverno, num período de afastamento...
Ultimamente os momentos de silêncio lembram-me que a perda, mesmo que momentânea, é dolorosa, fria e proporcional à distância física que separa esse silêncio...Assemelha-se a um nó na garganta que nos impede de exprimir tudo o que sentimos, a uma mão que se contém em respeito pelo próximo, a um sorriso que fica por dar...Apesar de considerar o silêncio benéfico em determinadas situações, a ausência de algum sinal provoca-me uma enorme ansiedade, esperando por uma palavra que não chega como sinónimo de admiração e carinho...
E vocês, como lidam com o silêncio?

sexta-feira, 9 de junho de 2006

A Idade do Amor


Sempre fui um defensor da imunidade do amor à raça, etnia, classe sócio-económica, idade e, mais recentemente, à distância física...No entanto, factos da vida mostraram-me que o amor tem pelo menos um limite: a idade. Talvez esteja a ser preconceituoso relativamente à idade, mas mesmo acreditando no amor sem impossíveis, aprendi que a idade pode revelar-se como obstáculo importante na vida de duas pessoas que se amam...
Acredito que a diferença de gerações incutirá gostos e disposições diferentes num determinado momento inevitável, incompatibilizando uma relação independentemente da intensidade do amor e da compreensão...Custa-me emitir esta opinião, sendo eu um defensor do amor sem limites, mas a vida ensinou-me esta lição...Será que estive desatento a esta lição? Será que ainda terei de descobrir a verdadeira lição? E qual é a vossa lição para mim? Espero que mais uma vez me ajudem a aproximar-me da verdade e reflictam um pouco sobre as (im)possibilidades amorosas...
De qualquer das maneiras, envio um beijinho especial para a pessoa que um dia me abriu os olhos e me ensinou esta lição de vida...Obrigado querida;)

sábado, 3 de junho de 2006

Momentos infelizes


Há momentos da nossa vida que se o arrependimento matasse já não existiriamos...há momentos em que por mais inocentes que sejamos acabamos sempre por em qualquer altura magoarmos alguém...há momentos em que nos sentimos tão pequeninos que nem o facto de assumirmos a plena culpa nos deixa mais descansados...há momentos em que mais vale estar calados...
Hoje sinto-me assim e nada me faz demover dos pensamentos ruminantes por que estou a passar neste momento...Acho que já há muito tempo não fazia uma asneira tão grande numa relação interpessoal, e não acredito que a minha ingenuidade momentânea tenha feito sofrer alguém de que gosto tanto, alguém que não merece sofrer por tudo aquilo que já passou, que só merece momentos de felicidade e bem-estar...
Talvez já fossem horas de ir descansar mas não consegui antes de escrever e desabafar de qualquer forma, estava com um nó na garganta e tinha de o desfazer de qualquer jeito...Ainda não me sinto aliviado, mas pelo menos já escrevi tudo o que sentia, mostrando neste post o meu sincero arrependimento sobre um comportamento pouco digno e pouco natural para mim...Desculpa amiga, espero que o tempo cure este momento menos feliz que tive...

sexta-feira, 2 de junho de 2006

"O" dia da criança...


Ouvi ontem à noite que hoje era o dia dos filhos, uma vez que se celebra o dia 1 de Junho, Dia Mundial das Crianças...Julgo que é redutor atribuir este dia aos filhos, e antes disso, acredito que este é o dia dos filhos, dos pais, dos avós, porque cada pessoa tem uma criança, escondida ou não, dentro de si...
Por sua vez, hoje ao percorrer um centro comercial de grande afluência em Coimbra, constatei que nunca tinha saído à noite com tanta criança à minha volta, o ambiente infantil apoderou-se do ambiente romântico que aquele espaço reserva a determinada hora...Muitos eram os pais que satisfaziam a vontade dos filhos com a comida de plástico que estes tanto gostam...Muitos eram aqueles que os deixavam gozar este dia, mesmo que mantivessem um mal disfarçado afastamento...Muitos eram aqueles que se lembravam dos filhos apenas um dia por ano...
Talvez esta opinião seja polémica e fira suspectibilidades, principalmente de quem é pai/mãe, mas foi o que senti...parece que só se lembram dos filhos uma vez por ano, raros são os casais que se observam a passear nestes espaços com orgulho dos seus filhos nos restantes dias do ano, quando o dia da criança devia ser todos os dias...Sinto-me algo apreensivo por pressentir que o futuro seja marcado pela frieza do ser humano, desenvolvida pela falta de amor e carinho demonstrada pelos pais, conjugada por um ecrã à frente dos olhos inocentes de uma criança...E não há bem material que compense o amor e carinho da família...
O amanhã será o reflexo do presente...As crianças de hoje serão os adultos do futuro...Cultivem o amor e o carinho nestas crianças em prol de uma sociedade mais humanista...Pensem nisto;)

sábado, 27 de maio de 2006

Por um mundo melhor


John Lennon

Imagine
by John Lennon

Imagine there's no heaven
It's easy if you try
No hell below us
Above us only sky
Imagine all the people
Living for today
Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people
Living life in peace
You may say,I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope some dayYou'll join us
And the world will be as one
Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man
Imagine all the people
Sharing all the world
You may say,I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope some day
You'll join us
And the world will be as one


Ontem foi a abertura do Rock in Rio, um dos eventos mais simbólicos do mundo, que conjuga duas paixões da minha vida: a música e a solidariedade. Entre uma música e outra, um minuto de silêncio ou uma palavra de esperança, o festival permite a reflexão na procura de um mundo melhor...Identifico-me com a perspectiva de John Lennon que um dia imaginou um mundo belo e harmonioso marcado pelo sonho e a utopia...Utopia, porquê? Porque todos os festivais de solidariedade são poucos para que o sonho se torne realidade...porque os minutos de silêncio não têm continuidade nos momentos seguintes...porque o Homem muitas vezes rejeita o paraíso pelo inferno...
Recordem-se das grandes manifestações humanitárias em que o apelo individual de cada um provoca um efeito sinérgico intenso e com resultados magníficos...nessa altura a pobreza desvanece-se, a fome diminui, o equilíbrio surge, a justiça prevalece e um sorriso de esperança surge como a maior recompensa...
Procuraremos dar continuidade a esses momentos, apelando à individualidade e autonomia de cada um para darmos as mãos ao próximo, independentemente da cor, raça, etnia ou religião...Não esperemos pelos momentos de solidariedade para, numa atitude de piedade e imitação, angariar os fundos necessários às diversas iniciativas...criemos os nossos próprios momentos de ajuda humanitária, considerando que o amor e o carinho valem mais do que qualquer bem material...
E o mundo será só um...

quarta-feira, 24 de maio de 2006

A voz...


Um dia ouvi dizer que a voz é o segundo elemento sexual no ser humano, sendo que a comunicação e a sensualidade passa muito pela vibração ocorrida entre as cordas vocais...A prova está no carinho que sentimos de uma voz calorosa surgida nos momentos mais oportunos e que nos fazem recordar para sempre, na voz cantada de uma música que nos aquece o coração, nas palavras sentidas bem perto do ouvido e que nos fazem acreditar na verdadeira relação amorosa...
A voz também pode transmitir a personalidade do ser humano, revelando as diferenças entre a passividade, agressividade, manipulação ou assertividade típicas da individualidade humana...ou revelar mesmo o estado de espírito momentâneo, sentindo a tranquilidade ou a ansiedade próprias de cada momento, através de uma voz segura e contínua ou, pelo contrário, de uma vez trémula e com diversas pausas desconexas...
Há vozes frias ou calorosas, doces ou agressivas, expressivas ou não, mas o que importa é a expressão de sentimentos reveladoras e proporcionadoras de bem-estar a nós próprios e aos outros...
Hoje ouvi, pela primeira vez, a voz de uma pessoa muito especial para mim, uma pessoa que se foi revelando aos poucos, através da expressão de sentimentos que requerem uma enorme sensibilidade própria, exigindo de mim uma receptividade extra-sensorial...Inesperadamente, o sentido auditivo identificou e reconheceu a voz dessa pessoa tal qual como eu a imaginava, provando as características da voz anteriormente referidas relativamente à personalidade, estado de espírito e sensualidade...Uma voz meiga, cuidada e sensual tornou-se o seu reflexo pessoal, revelando-se a ponte entre o interior e o exterior...
Pensem nisto e estejam mais atentos às vozes...

sábado, 20 de maio de 2006

Pensamentos Soltos


Se a lua cheia brilha numa noite escura, porque não poderemos brilhar num dia cinzento? (Gonçalo Cardoso, 2005)

São quase duas da manhã, a cabeça já pede descanso, foram dois turnos da tarde trabalhosos em dois dias seguidos, preocupações relativamente ao trabalho de investigação, um encontro nacional de estudantes de enfermagem que não terei possibilidade de participar na próxima semana...No fundo, a coloração cinzenta deste momento poderia ser o início de alguma desmotivação e desânimo...Mas, tal como diz a frase em cima, porque não poderemos brilhar num dia cinzento? Será só a lua cheia que brilha num momento descolorido? Claro que não, a vida somos nós que a pintamos, a diferença está na escolha das cores com que pintamos os nossos momentos...O momento será tanto mais colorido quanto maior for a extracção de contributos positivos do momento que estamos a viver...
Basta juntarmos um pedaço de amor, outro tanto de carinho, uma chávena de missão pessoal, um pacote de fé e sorte q.b., para obtermos a receita do prazer e satisfação momentânea, acompanhada com um arco-íris sorridente todos os dias...
O brilho da nossa vida será o brilho dos outros e vice-versa, portanto, façam o favor de brilhar;)

quinta-feira, 11 de maio de 2006

Teoria da Felicidade: Saúde ou Amor?


Há uns meses atrás, durante um rigoroso estudo de Gestão em Enfermagem, recheado de esquemas e modelos de bem gerir, caiu em mim a teoria da felicidade sob a forma de uma luz espiritual...
Assim, num abrir e fechar de olhos, desenhei um grande quadrado que simbolizava o ambiente externo, constituído por factores como a sociedade, a sua cultura e costumes...Bem no centro desse quadrado, coloquei um circulo com a palavra Saúde, e à sua volta três círculos, dependentes entre si e dependentes do circulo central, com as respectivas designações: Amor, Família/Amigos e Sucesso Profissional...
Algo que me fez pensar foi o facto da base da felicidade ser a Saúde em vez do Amor, ao contrário do que eu defendia...Mas será que há amor sem saúde? E saúde sem amor? De facto é uma questão algo polémica e que ainda não encontrei uma resposta consensual, porque se o amor é a fonte da felicidade, porque razão crianças em África continuam a nascer, crescer e morrer sem alimento que lhes console o corpo e a alma? Neste caso, de nada serve o amor se não temos o alimento que nos dê a saúde necessária para amar...E haverá alguém que, estando doente, sentindo-se desequilibrado consigo e com os outros, tenha condições para amar e ser feliz?
Apesar de tudo, acredito que o amor sem saúde pode causar felicidade, basta imaginar o caso de doentes terminais que finalizam a sua caminhada com um sorriso e paz de espírito espelhados no rosto, como prova do amor e carinho transmitido pelos seus entes mais queridos...E muitas vezes é esse amor que lhes dá uma réstia de esperança na recuperação, para continuar a amar a vida...Amor que também poderá escassear e desequilibrar o ser humano para a doença...
Espero que se divirtam a desenhar mentalmente a felicidade como eu a imaginei, e que ajudem-me a encontrar resposta a esta questão, principalmente quem já esteve doente e quem já amou...Já agora, sejam felizes de que maneira fôr;)

segunda-feira, 8 de maio de 2006

Mãe


A vida é uma constante agitação, andamos muitas vezes a correr sem saber para onde, perdidos num mundo cruel onde o amor é superado pelo individualismo, descrentes no paraíso que idealizamos, acreditando que a inocência de uma criança ainda é possível...Quando este mundo se torna insuportável, uma luz ao fundo do túnel acende-se para nós, a esperança de poder encontrar de novo o amor e ser de novo criança, a certeza de ter a nossa mãe a proteger-nos como se ainda estivéssemos no seu ventre...Felizmente, a luz ao fundo do túnel está sempre acesa para mim, a constante de ter a pessoa mais bonita do mundo bem junto a mim, sorrindo para mim ao acordar, aconchegando-me como se fosse uma flor delicada, recriando-se e recordando os meus tempos de infância, celebrando a maternidade como se fosse o primeiro dia, adormecendo a pensar em mim...
O dicionário é curto quando queremos procurar um sinónimo para a palavra mãe, pois apesar de ter apenas três letras, tem uma carga simbólica e intensidade que a tornam enorme e difícil de descrever...Não conseguindo encontrar um sinónimo à altura, confesso que a minha mãe é a pessoa mais bonita do mundo, a pessoa que me faz sorrir logo pela manhã, a pessoa que me ensina a ser solidário e amigo para os outros, a pessoa que me faz acreditar no verdadeiro significado da palavra amor...
Este é um tributo que faço a todas as mães do mundo, especialmente à minha, esperando devolver o brilho no olhar que marca o nascimento de um filho...
Mamã, obrigado por existires e por fazeres de mim o que sou hoje...

sexta-feira, 5 de maio de 2006

O princípio do fim


Melanie C
First Day Of My Life

So I found a reason to stay alive
Try a little harder see the other side
Talking to myself
Too many sleepless nights
Trying to find a meaning to this stupid life
I don’t want your sympathy
Sometimes I don’t know who to be

Hey what you looking for
No one has the answer
They just want more
Hey who’s gonna make it right
This could be the first
Day of my life

So I found a reason
To let it go
Tell you that I’m smilingBut
I still need to grow
Will I find salvation in the arms of love
Will it stop me searching
Will it be enough

I don’t want your sympathy
Sometimes I don’t know who to be

Hey what you looking for
No one has the answer but you just want more
Hey who’s gonna make it right
This could be the first day of my life

The first time to really feel alive
The first time to break the chain
The first time to walk away from pain

Hey what you looking for
No one has the answer we just want more
Hey who’s gonna make it right
This could be the first day of your life
Hey what you looking for
No one has the answer they just want more

Hey who’s gonna shine alight?
This could be the first day of my life

Este pode ser o primeiro dia do resto da minha vida...pelo menos será o primeiro dia do resto da minha vida académica...foram quatro anos de tradições académicas, de jantares de turma, de festas com colegas, de latadas e queimas até ser dia...
Hoje é o primeiro dia da minha última queima das fitas como estudante, se tudo correr bem como eu o espero...Começo a sentir a lágrima da despedida, a triste sensação que tudo o que começa tem um fim, e esse fim está próximo de chegar...Noites de aventura, noites de emoção, noites de loucura, passarão a ser noites de trabalho, noites mal dormidas, noites de responsabilidade...e nada será como dantes...
Felizmente, para abrilhantar a noite, terei o prazer de assistir a um dos concertos da cantora nº1 nos tops, nada mais nada menos que Melanie C...e o tema “First day of my life” simbolizará a música da nova etapa da minha vida e será sentida de forma especial, pensando em mim e nas pessoas especiais que acompanharam a minha vida e fizeram de mim o que sou hoje...
Hoje é o primeiro dia do resto da minha vida...

segunda-feira, 1 de maio de 2006

A indiferença à diferença


Vivemos no mundo do materialismo, de valores físicos e princípios fúteis...no mundo da casca, em que as estrelas do cinema e da televisão são mais idolatradas do que os nossos entes queridos, ou seja, do que as pessoas que não se escondem por detrás da maquilhagem e não ostentam o modelo corporal perfeito, se é que isso existe...Valoriza-se o corpo em vez do espiritual, a física em vez da química, a luxúria em vez da humildade, o instante em vez da eternidade...Desvaloriza-se a diferença, a incapacidade, o ser humano...Esta é a visão do mundo actual que não me identifico...
O mundo não é nem pode ser um conjunto de corpos físicos à face da terra, sem uma missão nem um rumo espiritual que lhes permita a realização pessoal...Temos de encontrar esse rumo, a missão individual que cada um tem de cumprir, e acredito que essa missão não passa pelo simples desejo físico e carnal que vivemos nos dia de hoje...Temos de valorizar mais aspectos humanos como o respeito, a compreensão, o amor pelo próximo, porque cada pessoa é composta de qualidades e defeitos, uns mais visíveis que outros, que poderão tornar cada um de nós num ser especial...Com esta perspectiva de vida, abriremos novos horizontes, estaremos mais próximos das pessoas, encontraremos mais pessoas especiais, prolongaremos sentimentos por muito mais tempo...e, quando se aperceberem, a valorização humana da pessoa descobrirá os seus valores físicos, que de outro modo não seriam reconhecidos...
Pensem nisto...

domingo, 30 de abril de 2006

Mar e (A)mar


Há uns dias atrás fui confrontado com a seguinte questão: Porque o mar é tão grande, imenso, poderoso?
Na altura fiquei surpreendido com a pergunta, porque nunca tinha pensado nisso e naquele momento não tinha resposta.
Após uns dias de reflexão, uma das possíveis respostas surgiu num momento de iluminação...
Assim, identifiquei como denominador comum do mar a simples e rica palavra amor...Se repararem, desde os tempos mais remotos, o mar foi sinónimo de amor...O amor que uniu os povos, o amor que trazia a esperança dum mundo maior, o amor que se perdeu durante uma tempestade, o amor que fez sonhar...Ainda hoje, o mar, como melhor confidente da natureza, faz-nos recordar o amor das pessoas que perdemos, o amor que sentimos por alguém especial, o amor que desejamos...
Mar e (A)mar, palavras muito próximas, separadas por um A, mas juntas pelo amor...E o mar, tal como o amor, é grande, é imenso e é poderoso...

quarta-feira, 26 de abril de 2006

Revolução da liberdade ou liberdade da revolução?


Hoje celebram-se as comemorações do 25 de Abril, marco histórico na vida de Portugal, representado por vantagens e inconvenientes...
25 de Abril, momento em que se celebra a liberdade política, a liberdade humana, a liberdade de expressão...momento que derrota o autoritarismo e elege a democracia como a sua bandeira política, momento em que a liberdade vence a opressão, momento em que a expressão vence a censura, de tal forma que me permite fazer este comentário neste momento...
Mas liberdade, liberdade, liberdade...não será liberdade a mais? Não terá sido esta excessiva liberdade que tenha permitido o aumento do despesismo, a desconfiança na nossa economia, o aumento da criminalidade, os rumores da corrupção com dinheiros públicos? Será que é necessária outra revolução? Penso que sim, essa revolução é mais que necessária, mas uma revolução de mentalidades, uma revolução na forma de ser e de estar de cada um, uma revolução que permita o rumo do país no mesmo sentido, que diminua as assimetrias e actue em função do equilíbrio que este país precisa para sair da cauda da Europa...
Que essa revolução de mentalidades surja o mais depressa possivel, porque não é com cravos que se resolvem os totais problemas do país...

segunda-feira, 24 de abril de 2006

Fátima sinónimo de Fé


Ontem visitei a bela localidade de Fátima, um espaço de culto muito querido para mim, dado ser a terra da minha mãe e de caracterizar-se por um ambiente muito especial.
Fátima é um local sem classes sociais, sem nacionalidades, sem raças, sem preconceitos, um local onde a diferença convive em torno de uma única direcção: a fé. A fé que domina aquele ambiente e que o torna tão especial, proporcionando uma paz interior e bem-estar indescritíveis, algo que não se explica, sente-se. As vozes em uníssono em torno da fé, o sacrifício de alguém que acreditou, o poder físico e espiritual do Santuário...Tudo o que me ajuda a acreditar na protecção por parte de uma entidade superior e divina, que me tem acompanhado durante estes anos, e a quem lhe devia uma sincera e especial homenagem, que espero que seja o caso...Obrigado Nossa Senhora de Fátima por tudo o que tem feito por mim e pelos meus, e pelo que acredito que continuará a fazer...
Que a minha fé se espalhe e multiplique pelos leitores desta crónica, principalmente por aqueles que mais precisarem...

sábado, 22 de abril de 2006

Porto Cãopeão


Apesar do meu reconhecido sportinguismo, apresento uma justa e sincera homenagem ao Futebol Clube do Porto que hoje sagrou-se campeão Nacional 2005/2006. Era a equipa com melhor qualidade individual que ao longo do campeonato demonstrou também o ser ao nível colectivo, com exibições e resultados muito regulares. A estocada final foi dada em Alvalade, numa altura em que o Sporting, a dois pontos do primeiro, e a jogar em casa, não conseguiu superar esta difícil máquina portista, sujeitando-se à derrota no jogo e no campeonato.
Aos meus amigos portistas endereço os meus sinceros parabéns, aos meus amigos benfiquistas desejo-lhes muita paciência para aguentarem, no mínimo mais 10 anos, até à conquista do próximo titulo, e aos meus queridos amigos sportinguistas marco já a minha presença na festa verde e branca a realizar no próximo ano, mais ou menos nesta altura;)
Até lá sejam todos muito felizes...

sexta-feira, 21 de abril de 2006

Quero é viver...

Podemos dividir a nossa vida em dois períodos: o período pré-laboral e o período pós-laboral...
O período pré-laboral vive-se nos primeiros momentos da infância, em que a responsabilidade é diminuta e as preocupações passam pela aquisição da última novidade no mundo dos brinquedos...
O período pós-laboral vive-se a partir do momento em que pisamos pela primeira vez a escola primária...ainda somos tão inocentes e nem sabemos que a partir desse momento nada mais será como dantes, deixamos a Eurodisney e passamos para a oficina...E nessa oficina celebramos o casamento com o trabalho, “até que a morte nos separe”...
Hoje estou a sentir em demasia o peso do trabalho e da responsabilidade, o relógio não corre a meu favor e os trabalhos têm de ser apresentados nos prazos estipulados...começo a pensar que a vida, além dos tempos de espera, é recheado de momentos de trabalho, mesmo em tempo de férias como é o caso...Mas, afinal de contas, onde estão os tempos de lazer? A resposta para mim é simples: estão nos tempos de espera, nos tempos de trabalho e nos tempos de lazer propriamente ditos...Para isso basta tornar cada momento num momento prazeroso, esperar com qualidade, trabalhar com gosto e divertir com liberdade...Se enquadramos todos esses momentos numa missão de vida que tem de ser cumprida, então os diversos momentos terão mais sentido e serão vividos com maior descontracção...
Da próxima vez que faltar a paciência para algum destes momentos, lembrem-se desta mensagem e vivam com equilíbrio...

quinta-feira, 20 de abril de 2006

(Des)Espera

Nunca gostei muito de esperar...Talvez seja um trauma de infância por esperar tantas vezes e durante imenso tempo pela minha irmã...Para verem, saía da escola às 16h e ficava muitas vezes, até à hora de jantar, no carro com o meu pai, à espera da minha irmã que estava na escola ou na explicação... Nunca lidei bem com essa situação, chegava mesmo a deseperar...Lembrei-me agora desta história porque encontro-me presente numa sala de espera, sendo que já passa meia-hora e ainda não fui atendido, nem vejo sinais que isso venha a acontecer...e pergunto-me, afinal de contas esperamos para quê? Será que não ocupamos demasiado tempo da nossa vida a esperar? Julgo que sim, por isso começo a pensar em rentabilizar melhor esses tempos porque, passar esse tempo a olhar para o relógio e a ansiarmos pela nossa vez é muito redutor...de certeza que há melhores coisas em que pensar, não acham? Por exemplo, aproveito este momento para, com um papel e uma caneta na mão, dar voz ao meu coração...Mas também podem fazer como o senhor que está ao meu lado que, de olhos fechados, aproveita para descansar...Ou então aproveitem para sonhar, sonhem com a família, com os amigos, com o amor, com a vossa felicidade...E vocês, como aproveitam o vosso tempo de espera? Que sugestões têm para me dar? Bem, o senhor que estava ao meu lado acabou de entrar, aproxima-se a minha vez, passados quase 45 minutos de espera...Português sofre...ou nem por isso, se aproveitar todos os momentos da vida para o seu bem-estar, mesmo os mais enfadonhos...Por sinal, chegou a minha vez de ser atendido...Tenho de ir mas, já agora, boas esperas...

quarta-feira, 19 de abril de 2006

O mundo gira quando o Homem quiser;)

Pólo norte
Deixa o mundo girar

Quantas vezes vais olhar para trás
Estas preso a um passado que pesou
Quantas vezes vais ser tu capaz
Fazer sair quem por engano entrou

Abre a tua porta
Não tenhas medo
Tens o mundo inteiro A espera para entrar
De sorriso no rosto
Talvez o segredo
Alguém te quer falar

Olha em frente e diz-me
Aquilo que vês
Reflexos de quem conheces bem
Ouve essa voz, é a tua voz
Atenção e a razão que tens

Abre a tua porta
Não tenhas medo
Tens o mundo inteiro
A espera para entrar
De sorriso no rosto
Talvez o segredo
Alguém te quer falar

Deixa o mundo girar para o lado que quer
Não podes parar nem tens nada a perder
Estas de passagem,
Não leves a mal se te manda avançar
Talvez seja o sinal que não podes parar
Estas de passagem

Vai aonde queres
Ser quem tu quiseres
Estende a tua mão
De quem vier por bem,

Abre a tua porta
Não tenhas medo
Tens o mundo inteiro
A espera para entrar
De sorriso no rosto
Talvez o segredo
Alguém te quer falar

Deixa o mundo girar para o lado que quer
Não podes parar nem tens nada a perder
Estas de passagem,
Não leves a mal se te manda avançar
Talvez seja o sinal que não podes parar
Estas de passagem

so de passagem
estou de passagem para outro lugar



22 anos se passaram, 22 anos que serviram para ouvir esta música agora e perceber o que os Pólo Norte querem dizer com “Deixa o mundo girar”...talvez não tenha aproveitado convenientemente estes 22 anos ou se calhar até aproveitei, porque é com os erros que aprendemos, se tivermos a humildade e capacidade reflexiva necessárias para aproveitar um erro para evoluir...
Um dos meus erros nestes 22 anos foi o facto de acreditar em demasia no destino, na fatalidade dos acontecimentos, e dessa forma ter investido pouco no meu futuro, mais propriamente nas relações humanas...é claro que continuo a acreditar no destino, a vida tem-me levado a acreditar nele, a mesma vida que também me tem ensinado a viver com o destino e para o destino...julgo que há algo premeditado na nossa vida, mas se não formos à procura desse destino, se não decifrarmos as mensagens que ele nos transmite, a felicidade não surgirá, o mundo não girará...
É esta a interpretação que faço desta música, é esta a mensagem que levo para a minha vida presente e futura, porque, como diz a música não quero mais olhar para trás, estar preso a um passado que pesou...em vez disso vou abrir a minha porta sem medo, com um sorriso no rosto, porque tenho um mundo inteiro à espera para entrar e sei que alguém me quer falar...vou deixar o mundo girar para o lado que quer, quem sou eu para o parar se ainda por cima não tenho nada a perder? Se ainda por cima estou de passagem? Este é o sinal que me diz que não posso parar e que tenho de avançar...ir para aonde eu quero, ser quem eu quero ser, ser eu próprio e estender a mão a quem vier por bem...é este o meu futuro, é esta a minha felicidade, porque razão não será a tua também?

A lágrima da saudade...


Há algum tempo que não edito nada para este jornal, já há algum tempo que “A minha mensagem de Natal” figura na minha página...talvez não seja por acaso, talvez porque essa é uma mensagem intemporal, que dura o ano todo se cada um de nós assim o quiser...
Na verdade, o motivo da minha ausência passa também pela vila representada na imagem em cima, nada mais nada menos que Arganil...aqui passei dez semanas da minha vida, dez semanas da minha aprendizagem enquanto futuro enfermeiro, dez semanas de muito crescimento, dez semanas que deixaram o sabor agridoce da saudade...momentos que passei e que me tornaram uma pessoa mais madura, experiências que provaram que a diferença é um elemento de crescimento pessoal, o ponto de partida para a comunhão entre diferentes formas de pensar e agir...a isto devo-o às minhas colegas de estágio e casa que, após alguns períodos conturbados e com alguma mágoa interior, ensinaram-me a saber viver com a diferença, a adaptar-me melhor às pessoas e a rever algumas das minhas atitudes...Mas a vida não é só diferença, há muitas semelhanças com o nosso mundo, basta procurá-las...e eu tive a felicidade de as encontrar em Arganil, numa vila pequena demais para tanto amor...pessoas que nunca esquecerei, que me marcaram com o seu sorriso logo pela manhã, pelo seu carinho em acolher-me de braços abertos, pela sua palavra amiga ao final do dia...
Esta foi uma das formas que encontrei para homenagear Arganil, uma vila que guardarei com carinho no meu coração, tanto pela sua beleza, como principalmente pelas pessoas que a compõem...porque, afinal de contas, são as pessoas que fazem o seu pequeno mundo...
Até sempre Arganil...

sábado, 24 de dezembro de 2005

A minha mensagem de Natal


Olá amiguinhos!
Pois é...chegámos ao Natal, a época do ano que mais gosto...Como é bonito passear pelas ruas e ser envolvido por milhares de luzinhas cintilantes representando imagens natalícias atractivas...Como é agradável passear pelos Centros Comerciais e ouvir as músicas da época que me fazem tanto recordar o passado e sonhar com o futuro...Como é especial unir a família e mostrarmos os nossos sentimentos a quem mais gostamos...Como é bom dar...
O problema é que o Natal nem sempre é colorido como eu o represento...Muitas vezes as luzes são vistas acompanhadas de frio para os mais desfavorecidos...é difícil encontrar uma pessoa carenciada a partilhar, tal como eu, o gosto pelas músicas de Natal nos Centros Comerciais...muitos deles talvez já não estejam com a família e já não lhes possam dizer a simples palavra “amo-vos”...
Por isso, deixo aqui a minha mensagem de Natal aos meus amigos, a vocês que me permitem continuar a sonhar e sorrir a cada dia que passa, a vocês que me continuam a fazer acreditar na beleza da vida, a vocês que me fazem muito feliz...Assim, aproveito para vos desejar um Natal muito feliz, junto das pessoas que mais gostam e com uma prenda muito especial nos vossos sapatinhos: um ano novo cheio de momentos felizes e que vos permita concretizar muitos dos vossos sonhos...
Já agora, peço-vos para eternizar esta época, que o Natal se prolongue pelos restantes dias do ano, celebrando os valores da amizade, do amor, do carinho, da solidariedade, do bem...juntos poderemos fazer um mundo melhor...
Obrigado por serem assim e muitas felicidades ;)

Do vosso amigo Gonçalo