sexta-feira, 2 de março de 2007

Sugestão Cinematográfica: "Em Busca da Felicidade"


“Chris Gardner (Will Smith) é inteligente e talentoso mas não consegue encontrar um emprego que sustente a família. Sem conseguir suportar a pressão constante da falta de dinheiro, a mulher abandona-o e Chris fica sozinho com o filho de cinco anos. Pai solteiro, Chris continua a lutar por um emprego melhor mas acaba por aceitar um estágio não remunerado na esperança de vir a ser contratado no final por essa empresa promissora. No entanto, sem dinheiro, acaba por ser despejado do apartamento em que vive com o filho e os dois são obrigados a dormir em abrigos, estações de autocarros ou qualquer local que possa servir de refúgio para a noite. Mas, apesar de todos os problemas, Chris continua a ser um pai afectuoso e dedicado, encarando o amor do filho como a força necessária para ultrapassar todos os obstáculos.”

Fonte: http://cinecartaz.publico.clix.pt/filme.asp?id=166269

Um filme baseado numa história verídica que arrepia qualquer coração mais sensível. Acabei de o ver agora e ainda sinto o meu corpo a tremer de emoção e as lágrimas a quererem cair sobre o meu rosto, porque mais difícil que ver este filme a chorar é querer chorar e não conseguir, ficando com as emoções presas por um nó na garganta.

Este filme constituiu uma retrospectiva à minha vida familiar em que os meus pais, vindos de famílias humildes, uniram-se por amor e reflectiram esse amor pelos seus filhos, ultrapassando os sacrifícios de uma vida dura e por vezes cruel para que a felicidade familiar fosse uma realidade.

Acredito nas dificuldades que os meus pais tiveram para criar as condições de vida onde cresci e desenvolvi-me, afinal de contas os meus pais vinham de famílias simples e trabalhadoras e apenas com muito suor e noites mal dormidas conseguiram educar-me num lar com tanto amor, carinho e bem-estar.

Recordo-me das palavras da minha mãe ao dizer-me que passava turnos de enfermagem fatigantes, mas ainda assim apanhava o autocarro para casa, por vezes em dias de calor sufocante, e subia uma enorme ladeira íngreme até nossa casa com os filhos num braço e os sacos pesados no outro. E, quando chegava a casa, imagino que ainda teria de ganhar forças para educar-nos com o maior carinho possível, para que pudéssemos crescer felizes e com o maior conforto possível. Chegou mesmo ao ponto de ter de trabalhar, educar os filhos e ainda estudar ao mesmo tempo, para que o crescimento profissional pudesse funcionar como crescimento familiar.

O meu pai também trabalhava por turnos e revezava-se com a minha mãe para manter os filhos felizes, trocando por vezes benefícios profissionais pelo conforto da família, deixando de dormir para levar os filhos à escola ou, simplesmente, passar manhãs sem descanso com os filhos nas consultas médicas. Foi o meu pai que soube esperar pelos filhos horas e horas a fio no carro, muitas vezes nas noites frias, escuras e chuvosas de Inverno, apenas para que pudéssemos gozar de explicações escolares que nos permitissem um futuro risonho.

Poderia contar-vos imensas histórias de amor familiar por mim vividas, mas julgo que as melhores ficarão guardadas no meu coração até serem verdadeiramente retribuídas com amor e carinho à minha futura família. Apenas posso agradecer aos meus pais aquilo que sou hoje e, estando a um dia de completar 23 primaveras, acredito que estou no caminho correcto para a estabilidade pessoal e profissional, tendo o amor dos meus pais para transmitir e a profissão que julgo cumprir a minha missão de vida para ser feliz.

Assim, “Em busca de felicidade” constituiu a redescoberta de uma lição de vida de amor, carinho e sacrifícios em prol da estabilidade familiar, por isso espero que aproveitem tão bem ou melhor do que eu aproveitei.

Para terminar deixo-vos uma frase que resume o filme e a educação que tive: será preferível ter um pão inteiro para dar ao meu filho do que parti-lo em metades para ambos.

P.S.: Obrigado “maninha” pelo momento que me proporcionaste.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Frase Do Dia


"As sondagens são como os bikinis, mostram muito mas não mostram tudo"
(Rui Rodrigues no Programa Curto Circuito)

Parafraseando o saudoso Fernando Pessa: "E esta, hein?"

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Vazio Perturbador


Não sei o que se passa, senti a magia do Carnaval no ar durante a última semana mesmo sem gostar do Carnaval, senti uma maior aproximação de algumas pessoas, consegui juntar algumas pessoas especiais da minha vida de uma forma original, mas neste momento a única coisa que sinto é um vazio interior que me incomoda e que não me deixa estar bem comigo mesmo.

Recentemente, as tempestades tem sido maiores que as bonanças e as discussões tem sido quase uma constante tanto com a família como com os amigos, revelando uma pessoa que eu acredito que não sou. Mesmo pensando agora a quente e a sentir a dor da ausência em mim, acredito que tenho mostrado ser uma pessoa arrogante, fria e sem uma ponta sentimental e que acabarei por afastar as pessoas que menos me conhecerem, e logo pelas piores razões, e a magoar as que melhor me conhecem. Se há razões que não admito para o afastamento de alguém é a minha frieza e arrogância porque conhecendo-me bem eu sei que não sou assim, eu apenas tenho por vezes o coração ao pé da boca e preciso de dizer o que sinto para não mostrar cinismo com as pessoas.

Ultimamente tem sido discussão atrás de discussão, afastamentos progressivos das pessoas, conflitos com pessoas que não merecem as minhas palavras infelizes, sendo assim eu peço desculpa se o meu discurso tornou-se mais ofensivo e por alguma razão fui a causa da mágoa de alguém.

Tentando compreender melhor as razões para tais comportamentos, julgo que a falta de novidades recentes na minha vida tem aumentado a futilidade da minha vida, deixando-me mais ansioso e com uma seriedade cruel.

Sou um lutador e conquistador da minha própria felicidade e como sei que a minha felicidade também depende da felicidade alheia, vou continuar na batalha dos desafios da vida, encontrar as surpresas agradáveis e continuar-me a mostrar em evolução pessoal para mim e com os outros.

Obrigado pela atenção e pela força que me têm prestado, sem vocês não conseguiria sentir a alavanca para ultrapassar este obstáculo, muito obrigado...

domingo, 18 de fevereiro de 2007

Concorrente Nº 5: Luís Miguel


O Luís Miguel é transmontano, admirador confesso de James Bond e mudou muito desde que foi apalpado por duas polacas no Metro de Lisboa. Trabalha numa salsicharia e ao almoço não resiste a uma alheira no pão, juntamente com um bagaço mal cheio com palhinha.
Esteve para não se inscrever até lhe dizermos que o prémio seria uma viagem para Cuba no Alentejo com uma Moldava e três Bielorussas, confirmando de imediato a sua inscrição.
Confessa ter sonhos molhados com a Odete Santos e nos tempos livros costuma ver televisão, ouvir música e praticar nudismo na praia do Meco. Fonte segura revelou-me que já foi visto a andar de bicicleta sem cuecas.
Sonha ter um Hi5 como o Cristiano Ronaldo.

Concorrente Nº 4: Luís


O Luís foi encontrado a dormir à sombra de uma azinheira e pelo sotaque não engana, é mesmo alentejano. Em pequeno foi apanhado pela mãe a ler revistas Gina na casa de banho, revela a sua admiração por Mário Soares e continua a ter pesadelos com José Castelo Branco.
Confessa-se um admirador da boa música portuguesa, deixando escapar os nomes de Nel Monteiro, Marante e Claudisabel como os seus artistas preferidos.
Costuma ser apanhado a vender tremoços na Feira da Ladra, mas más línguas dizem que já foi visto a bater palmas no programa do Goucha, mesmo atrás de uma velhinha sorridente.
Sonha conhecer o barbeiro de Paulo Bento.

Concorrente Nº 3: Margarida


A Margarida é de Gaia mas tem um fraquinho por Campo Maior. Trabalha na construção civil como servente de pedreiro, e nos tempos livres bebe finos com os amigos Ucranianos.
Já não bastava ter fantasias com homens carecas, acreditar nas previsões da Maya e ler regularmente a revista Maria, como agora pretende ser consultada pelo Professor Bambo.
O seu filme preferido foi “As longas tranças de um careca” e tem como maior sonho ser beijada por Paulo Portas.

Concorrente Nº 2: Sofia


A Sofia é loira e acredita que Paredes de Coura pode ser uma das sete maravilhas do mundo, mas mesmo assim ainda acreditamos na sua inteligência.
Estudante de Engenharia de Minas, tem uma fantasia com algemas e em off-record chega a confessar-nos as suas recentes loucuras com dois moçambicanos.
Para seu bem escusámo-nos a publicar a sua foto com bigode à Quim Barreiros, pêlos axilares à Rosa Mota e barriga à GNR. Neste momento encontra-se a escrever um livro intitulado “O sol a tremer de frio”.
Sonha tirar uma foto com o Emplastro.

Concorrente Nº 1: Manuela


A Manuela vem de Guimarães, fã de José Cid e nas horas vagas chega a cantarolar Favas com Chouriço. Foto retirada à saída do Júlio de Matos, numa altura em que chega a responder a uma velhinha dizendo: “Estamos no Carnaval da Bahia”.
Defensora dos direitos de Merche Romero, deixou a promessa de fazer um penteado igual quando o seu periquito procriar. Nas horas vagas, diverte-se a retirar caroços das bananas e a andar no escorrega sem lingerie.
O seu maior sonho é conhecer Rute Marlene.

Prémio Folião do Ano


O que se pode fazer com um blog no Carnaval?

A resposta será dada nos textos seguintes, abrindo a votação para o Prémio Folião do Ano e acreditando na velha máxima: "No Carnaval ninguém leva a mal..."

Espero bem que assim seja, para bem da minha pele:)

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Dia de São Valentim


“Garrett contemplou os amores-perfeitos recentemente plantados ao lado da varanda. Sorriu. – Estão lindas, mas não achas que devias ter deixado alguma terra nos canteiros?
Ela limpou a testa com as costas da mão e levantou-se, olhando para ele com os olhos semicerrados por causa da luz brilhante do Sol. – Estou assim com tão mau aspecto?
Os joelhos dela estavam negros de se ajoelhar na terra, e uma linha de lama atravessava-lhe a face. O cabelo escapava-se de um rabo-de-cavalo desajeitado, e o rosto estava vermelho e a transpirar por causa do esforço.
- Estás perfeita.”


In As Palavras Que Nunca Te Direi, de Nicholas Sparks


O amor como conceito representa a subjectividade do seu autor, tornando-o representativo de inúmeras definições dignas de veracidade e complementaridade, às quais nos poderemos identificar com maior ou menor intensidade consoante a experiência individual.

Desta forma, o excerto referido anteriormente representa, na minha opinião, um conceito sublime do amor, revelando-nos a invisibilidade deste sentimento independentemente de melhor ou pior aspecto, traduzindo a capacidade do amor tornar a imperfeição na perfeição.

Assim, em Dia de São Valentim, desejo que o amor seja vivido pelos casais apaixonados segundo este conceito, devendo ser alimentado de forma semelhante nos restantes dias do ano.

Por sua vez, para as pessoas que não sentem actualmente o sabor da paixão, desejo que o amor seja uma constante da vida, representado no amor pela vida, pessoas e obras, acreditando que agindo com amor, encontraremos alguém que nos faça amar e que nos ame como nós amamos.

Tenham um Dia dos Namorados recheado de amor e carinho e sejam felizes:)

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Decisão Tímida


Sim – 59,25%
Não – 40,75%
Abstenção – 56,4%

Perante estes resultados, admito que a vitória do “Sim” é clara dentro de uma minoria populacional, uma vez que 56,4% dos portugueses recenseados mostraram desinteresse pela alteração à lei vigente, exceptuando os casos de distância física significativa do local de recenseamento. Seja por falta de esclarecimento, indecisão ou desinteresse, os abstencionistas como grupo maioritário mostraram a indiferença à alteração da lei actual, aos quais acrescem os votantes do “Não”. Em suma, um referendo não vinculativo que infelizmente alterará a lei, apoiando-se num resultado minoritário mas que de qualquer das maneiras terá de ser aceite democraticamente, como pretendo fazê-lo.

No entanto, a minha aceitação democrática será aliada a uma desconfiança moral e humana nos efeitos perversos que esta mudança poderá acarretar. Continuo a defender um maior investimento num Planeamento Familiar precoce e contínuo na sociedade portuguesa e um maior apoio estatal e social à família, aguardando que o aborto não seja transformado num negócio oportunista, que sejam estabelecidos critérios precisos e claros no consentimento médico para a interrupção voluntária da gravidez, e que haja um maior controlo sobre o aborto clandestino tendo em vista a sua penalização.

No fundo, é um dia triste para mim como defensor da vida e da prevenção primária, aceitando os resultados eleitorais mas ficando atento às suas consequências. Fica o meu desejo, se é que ainda será possível: que seja defendida sempre a vida humana.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

Redes Sociais: uma perspectiva pessoal.


Mitos, estereótipos e preoconceitos à parte, verificamos que existem três tipo de pessoas nas nossas vidas: os desconhecidos, os conhecidos e os interessantes.

Assim, os desconhecidos são aquelas pessoas que passam sem qualquer tipo de contacto próximo, deixando-nos por vezes apenas o seu perfume no ar, deixando-nos quiçá atraídos por momentos mas que frequentemente não passarão ao estadio de conhecidos.

Por sua vez, os conhecidos pertencem provavelmente ao grupo mais numeroso do nosso ambiente social, podendo dividir-se em três sub-grupos: os conhecidos desprezíveis, os conhecidos educados ou falsos, e os conhecidos cordiais. Os conhecidos desprezíveis passam, olham e ignoram, deixando-nos por vezes com um olá debaixo da língua ou uma mão pendurada sem cumprimento recíproco. Os conhecidos educados ou falsos são aqueles que valorizam o príncipio moral do cumprimento ao próximo, mesmo que a identificação entre as partes seja uma miragem, o que por vezes pode ser sentido como cumprimento cínico, motivando-me um prurido mental incomodativo. Além destes, os conhecidos cordiais constituem as pessoas que proporcionam momentos agradáveis de convívio e/ou contacto formal útil, deixando-nos aquém de uma relação aberta e merecedora de uma amizade sentida. Julgo que as razões para estas constantes dificuldades passam fundamentalmente pelas diferentes personalidades, perspectivas distintas de amizade, e sobretudo pela pouca abertura, compreensão e altruísmo nas relações interpessoais.

Por final, o restrito grupo das pessoas interessantes, também designadas por mim por “Especiais”, representa as pessoas que marcam pela sua identidade apaixonante e simultaneamente verdadeira, fazendo-nos esquecer do individualismo e egoismo diário, e mostrando-nos o lado bom da vida. Por momentos conseguimos sentir interesse e altruísmo, a tal ponto que poderemos sentir, em alguns casos, uma insegurança geradora de possessividade, contrastante com os sentimentos quotidianos. A preferência será dada à possessividade em detrimento do individualismo, no entanto como é um sentimento perturbador para ambas as partes, realço o equilíbrio necessário à natureza e relação humana, tomando como princípio fundamental que quem gosta confia e sente-se valorizado mesmo na ausência momentânea.

Dedico este texto a todas as pessoas interessantes que fazem parte da minha vida e repito que as generalizações não são a melhor forma de ser e estar na vida, no entanto são moderadamente úteis na compreensão dos fenómenos da natureza humana, como espero que tenha sido esta simples e gratuita partilha.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

Os Meus Momentos "Bean"


Estava hoje em mais um curso de formação na área da Saúde quando me deparei com uma série de dificuldades imprevistas e dignas da minha personagem "Mr. Bean".

Primeira parte da aula? Sem problemas...

Intervalo? Digamos que podia ter corrido melhor se não existisse uma série de pessoas do sexo feminino danadinhas por entrar numa casa-de-banho (por sinal a única) e, como bom cavalheiro, ofereci o meu lugar às princesas. Pelo meio ainda entraram uns cavalheiros à minha frente, porque conversas de desempregado impossibilitavam-me de levantar o rabinho da cadeira e fazer o que mais ninguém pode fazer por mim.
A conversa terminou e interessei-me pela primeira brecha que surgisse na casa de banho, na altura em que os formadores regressavam à sala para dar seguimento ao curso, impedindo-me de qualquer investida.

Segunda parte? A entrada em acção do Mr. Bean que há em mim, deixando de ouvir por momentos os formadores e sentindo a minha bexiga a apertar cada vez mais, imaginando quanto tempo mais demoraria a urinar-me todinho pelas pernas abaixo...Tive de me levantar, interromper a sessão prática com a minha presença sempre despercebida e, quando estava à beira do alívio, não consegui rodar a maçaneta da porta e sair da sala. Mais sorrisos, menos sorrisos, uma alma caridosa ajudou-me e abriu caminho para a sanita mais desejada por mim naquele momento.

Ahhhhhh...que alívio...

De regresso à sala, apercebi-me que teria novos problemas com aquela porta, mas desta vez em fechá-la...Primeira tentativa...Segunda tentativa...e lá consegui fechar a porta sem incomodar muita gente, não conseguindo evitar ainda alguns sorrisos irónicos mas compreensíveis porque eu faria o mesmo.

E como é bom rirmo-nos de nós próprios:)

domingo, 14 de janeiro de 2007

NÃO!



Aproxima-se a época de novo referendo sobre a Despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez e as consciências agitam-se em busca da melhor decisão.

Por um lado, os movimentos pelo Sim apregoam melhores condições sanitárias para uma prática que, segundo eles, é inevitável. Por outro lado, os movimentos pelo Não salientam o direito à vida e uma aposta clara nas práticas conscientes e preventivas.

Efectivamente, a solução terá de se cingir à raíz do problema, em vez de se debater nas suas consequências nefastas, porque não é com um erro que solucionaremos outro erro.

Na sociedade de informação em que vivemos, a educação e informação dos cidadãos tem sido um direito progressivamente negligenciado, sendo prova disso a deficiente divulgação e debate sobre este tema a menos de um mês do referendo e a crescente passividade do Planeamento Familiar em Portugal. Recordo-me dos estágios de enfermagem realizados nos Centros de Saúde em que analisei e declarei em equipa o crescente desinteresse pela Educação para a Saúde, nomeadamente na área do Planeamento Familiar, sobrevalorizando-se a entrega de métodos contraceptivos em detrimento da comunicação aberta sobre a sexualidade. Como prova destas instaladas limitações, a poucos dias do referendo, o debate informativo e esclarecedor promovido por entidades públicas de saúde escasseia ou não atinge a maioria da população, a divulgação dos encontros promovidos por ambos os Movimentos é deficiente, e os media continuam a destacar fait-divers em prejuízo de questões de vida ou de morte.

Além disso, na sociedade Cristã em que vivemos, teremos de saber respeitar e cumprir os Mandamentos de Deus, incluindo o seguinte mandamento: “Não matar, nem causar outro dano, no corpo ou na alma, a si mesmo ou ao próximo”. Como verdadeiros católicos, independentemente dos interesses pessoais ou sociais, destacaremos o valor da vida e do bem, abdicando da aceitação de um pecado consciente.

Assim, diagnosticada a raíz do problema, lanço como alternativa o planeamento e implementação de um Programa Nacional de Planeamento Familiar concretizável e mensurável junto do indivíduo, família e comunidade (instituições de saúde, escolas, associações, etc), e por um maior apoio estatal e social nas situações de falibilidade deste Programa. Com uma sociedade mais informada e apoiada, a sexualidade será mais consciente e a existência de “vidas indesejadas” será compensada pelo apoio estatal e comunitário.

Reafirmo o meu NÃO à aceitação da inevitabilidade do homicídio, o meu NÃO a um crime com melhoria de condições, o meu NÃO ao fim indiscriminado de uma vida, o meu NÃO ao sofrimento da mulher pós-aborto, e o meu rotundo NÃO à despenalização da interrupção voluntária da gravidez.

Independentemente das posições por mim tomadas, respeito a diferença de opiniões, e desejo a adesão significativa ao referendo e a decisão por um voto consciente e responsável, como o problema assim o exige.

Obrigado pela vossa atenção.

sábado, 13 de janeiro de 2007

A Lei do Amor: o verdadeiro conceito.


“Toda a acção que realizamos repercute-se no Cosmos. Seria uma arrogância tremenda pensar que somos o todo e que podemos fazer o que nos apetecer. Somos o todo, mas somos um todo que vibra com o Sol, com a Lua, com o vento, com a água, com o fogo, com a terra, com tudo o que se vê e o que não se vê. E tal como o que está fora determina o que somos, assim também tudo o que pensamos e sentimos se repercute no exterior. Quando uma pessoa acumula no seu interior ódio, ressentimento, inveja, raiva, a aura que o rodeia torna-se negra, densa, pesada. Ao perder a possibilidade de captar a Luz Divina, a sua energia pessoal diminui e, logicamente, a que a rodeia também. Para aumentar o seu nível energético, e com ele o nível de vida, é necessário libertar essa energia negativa. Como? É muito simples. A energia do Universo é una. Está em constante movimento e transformação. O movimento de uma energia produz um deslocamento de outra. Por exemplo, quando uma ideia sai da mente, a sua passagem abre um caminho no Éter e deixa atrás de si um espaço vazio que será necessariamente ocupado, segundo a Lei da Correspondência, por uma energia de qualidade idêntica à que saiu, pois foi deslocada no mesmo nível. Isto é: se uma pessoa lançar uma ideia de onda curta, receberá energia de onda curta, porque foi nesse nível de vibração que se lançou a ideia original(...)Portanto, se uma pessoa enviar ondas de energia negativa, receberá ondas negativas.
Ora bem, existe outra lei que diz que a energia que permanece estática perde força e a energia que flui aumenta. O melhor exemplo é dado pela água do rio e pela água do lago. A do lago está estática e portanto tem a sua capacidade de crescimento restrita. A do rio circula e aumenta na medida em que se nutre dos ribeiros que encontra no seu caminho. Vai crescendo e crescendo até chegar ao mar. A água do lago nunca poderá converter-se em mar. A do rio, sim. O mar nunca caberá num lago. Mas o lago no mar, sim. A água estagnada apodrece, a que flui purifica-se. O mesmo acontece com uma ideia que sai da nossa mente. Por isso se diz que, se uma pessoa fizer o bem, este voltará a ele ampliado sete vezes. A razão é que no caminho ele vai nutrir-se de energia da mesma afinidade. Por isso se deve ter cuidado com os pensamentos negativos, pois correm com a mesma sorte.
Se as pessoas soubessem como funciona esta lei, não estariam tão empenhadas em acumular pertences materiais. Vou-te dar um exemplo muito grosseiro. Se uma senhora tiver o seu armário cheio de roupa e quiser mudar o seu vestuário, tem de deitar fora a roupa velha, pô-la em circulação para que a nova venha. De outra forma é impossível, pois todos os cabides estão ocupados e não há forma de aumentar o espaço dentro do armário. Tem um espaço limitado. O mesmo acontece com o Universo. Não aumenta. A energia que se move dentro dele é a mesma, mas está em constante movimento. De cada um depende o tipo de energia que vai entrar em circulação dentro do corpo. Se mantivermos o ódio dentro do corpo, como a roupa velha, não deixará espaço para o amor. Se se quiser que o amor chegue à vida, será preciso livrarmo-nos do ódio seja como for. O problema é que, segundo a Lei da Afinidade, ao deslocar ódio recebe-se ódio. A única solução é transformar a energia do ódio em amor antes que saia do corpo. A encarregada destas tarefas era a Pirâmide do Amor. Por isso é muito importante que a ponhas novamente a funcionar. Sei que te estamos a confiar uma missão quase, quase, impossível, mas também sei que podes perfeitamente com ela.”

Laura Esquível In A Lei do Amor


A energia universal é única e está criada de forma a que seja transformada de acordo com as Leis que regem a vida humana.

Uma vez que o ser humano é ele próprio e a sua circunstância, há uma interacção mútua pessoa-ambiente que determina os diferentes estados de ambos os factores, através de um condicionamento energético de parte a parte. Se alimentarmos energias negativas interiores, reflectiremos essas energias para o ambiente que, por sua vez, limitarão progressivamente a acção humana. Caso seja o ambiente a reflectir inicialmente essas energias negativas, estaremos dependentes para as receber ou rejeitar: recebendo-as, alimentaremos o negativismo e as pressões externas; rejeitando-as, aumentaremos a capacidade de protecção a factores ambientais e tornamo-los dependentes da nossa vontade. Por outras palavras, se emitirmos energia positiva somos recompensados por energia do mesmo nível que nos protege e fortifica, se reflectirmos energia negativa somos presenteados por energia perversa e opressora, que limita progressivamente a acção humana.

Além disso, de forma a rentabilizar a pretensa energia positiva, teremos de funcionar como uma corrente de energia fluida, em busca de atracções energéticas do mesmo nível. Sendo assim, a energia positiva não sofrerá estagnação e, em vez de apodrecer como a água do lago, purificar-se-á como a água do rio rumo ao mar. Assim, ao acreditarmos no valor pessoal de cada um e de nós próprios, deveremos reflectir e expandir o Bem, de maneira a que seja devolvido numa proporção ampliada, mesmo que esse Bem seja muitas vezes incompreendido. O mais difícil será a integração neste ciclo natural de energia benigna, porque, concluída a integração, a ampliação do Bem será resistente ao constante mal alheio e o caminho da luz será uma realidade.

No fundo, a felicidade passa pela substituição das roupas velhas por roupas novas, ou como quem diz, substituir o ódio (energias negativas) pelo amor (energias positivas). Se pretendermos remover o ódio através da expressão de ódio, receberemos na mesma moeda, se removermos o ódio a partir da sua transformação interior em amor, encontraremos o prazer e o sentido da vida.

Com maior ou menor dificuldade, com maior ou menor apoio externo, com maiores ou menores oportunidades de vida, está ao nosso alcance sermos felizes, basta querermos adoptar a Lei do Amor...Sejam felizes:)

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

A Lei do Amor VI


“Uma pessoa com problemas de ego quererá ter a seu lado um parceiro que seja um objecto apreciado e valorizado por todos os outros. O mais belo, o mais inteligente, etc. Um objecto que só ele possua, porque se toda a gente o tivesse perderia o seu valor. Já que o obtém, protegerá enormemente a sua propriedade para que ninguém lhe toque, para que ninguém lho tire, porque se o perder o seu Ego ver-se-á diminuído. O parceiro converter-se-á numa propriedade que dá estatuto e provoca admiração. Nunca se interrogará se esse parceiro era o que lhe corresponderia ter naquela vida de acordo com o Plano Divino. Talvez o parceiro adequado tenha passado à frente dos seus olhos e nem sequer o tenha visto por não ter suficiente talento e não ter acumulado os músculos, a beleza ou a inteligência que esperava. A sua incapacidade de ver no fundo da alma humana impediu que o reconhecesse, e em contrapartida, a voz do Ego fez com que se juntasse a outra pessoa que não lhe correspondia.
A única forma de resolver estes problemas é transformando o Ego negativo em positivo através do conhecimento. Quando uma pessoa realmente se conhece em profundidade aprende a amar-se e valoriza-se então pelo que é e não pela pessoa que o acompanha. Este amor por nós mudará a polaridade negativa da nossa aura em positiva e, graças à Lei da Correspondência, atrairemos a pessoa indicada à nossa vida. Deixaremos de nos sentir infelizes se alguém nos rejeitar porque compreenderemos que as atracções e as rejeições têm a ver com a Lei do Carma e não com o nosso valor como seres humanos. O Ego sofre se alguém nos rejeitar, mas se ultrapassarmos isso através do conhecimento aperceber-se-á de que essa rejeição foi provocada por nós próprios ao infringir a Lei do Amor, e que a única forma de restabelecer o equilíbrio é através do Amor.”

Laura Esquível In A Lei do Amor


Páro e observo...A janela do meu olhar apercebe-se de uma diversidade humana com problemas de ego fruto do desejo por objectos assediados pela maioria, objectos cobertos de luxuria material e/ou ingredientes físicos dignos de uma magnífica receita no mundo da futilidade...

Efectivamente, o bálsamo do ego torna-se o objecto admirado, ignorando a diferença dos objectos menos valorizados, sendo recompensados por essa indiferença quando o bálsamo desvanece-se, tornando o Ego vazio de valores pessoais, tanto por si como pelo próximo.

A solução passa pela Lei do Amor, libertando-se das energias negativas do Ego e substituindo-as por positivas, através de uma reflexão reconhecedora do real valor pessoal, do real sentido da existência e do real amor pelo próximo.

Dessa forma, o Amor estará mais próximo de acordo com a Lei da Correspondência, mantendo a auto-confiança como a garantia de uma maior estabilidade numa situação de rejeição, uma vez que o amor por si e pelos outros será uma constante.

A maior felicidade está dentro de nós, não nos deixemos subjugar no mundo da futilidade e das relações fáceis, rejeitemos as terminologias sexuais relacionadas com apetites vorazes, e aceitemos a condição de cada um, amando-nos uns aos outros como Deus nos ama...

sábado, 30 de dezembro de 2006

Balanços & Desejos


10...9...8...7...6...5...4...3...2...1...0... Feliz Ano Novo!!

A poucas horas da contagem decrescente, da abertura do espumante e da ingestão das 12 passas como manda a tradição e a superstição, é tempo de balanço pessoal.

O ano que termina foi um ano de transição pessoal e profissional e promete não ficar por aqui, anunciando-me que a transição ainda só está no seu início.

Começando pela saúde, uma das bases da felicidade, este ano foi uma repetição feliz do ano anterior, apresentando apenas uma ou duas constipações passageiras, sem grandes alterações significativas de saúde. De facto, esta situação comprova a tese de que os estágios de enfermagem criam-me anticorpos protectores das gripes anuais que me afligiam anteriormente, querendo acreditar que existiu uma época pré-estágio (Era Florzinha de Estufa) e uma época pós-estágio (Era Bifidus Activo).

Por falar em estágios, este foi o ano da transição profissional, deixando de ser estudante e envergando o título de Enfermeiro, a partir do memorável dia 26 de Julho de 2006. A pretendida transição plena de significado ficou adiada até data indeterminada, ostentando um título do qual não usufruo da forma desejada, aguardando que a máxima “Ano Novo, Vida Nova” seja uma realidade para os “potenciais” enfermeiros ainda no desemprego. Se 2006 foi marcado pelo fim de uma etapa, 2007 terá forçosamente de ser recordado pelo princípio de uma nova fase na minha vida profissional, dando os primeiros passos numa carreira em que a ambição, a evolução e o sucesso serão princípios subjacentes e desejados.

No plano afectivo, este ano marca a proximidade ao desejado amor que vinha escasseando em anos anteriores, voltando a acreditar na pureza de sentimentos humanos, e identificando-a nas pessoas especiais que tive o prazer de conhecer e criar laços de amizade, durante este ano. Ainda sem o verdadeiro amor, mas com o amor dos amigos, sinto que este é o caminho para uma das dádivas da felicidade que desejo...Ainda neste plano, destaco o fortalecimento das relações familiares associada a uma necessidade prazerosa de alimentação do amor extra-familiar a partir do amor familiar, sentindo, natural e progressivamente, que a minha família faz-me bem...

Em suma, um ano de crescimento pessoal e profissional, repleto de acontecimentos significativos e inseridos numa fase de transição com repercussões actuais e nos prósperos anos vindouros, como assim os espero.

Assim, os meus desejos anuais, apesar de repetitivos, são sempre actuais, aguardando por uma evolução para um mundo mais pacifista e coberto de amor, apoiado por uma melhoria do nível de saúde individual, para que o amor e os sucessos sejam desfrutados com maior prazer e qualidade.

Ano Novo, Felicidade Nova...Sejam Felizes:)


P.S.: BLOGosticamente falando, espero que o novo ano seja a continuidade e evolução deste blog, como sinal do meu desenvolvimento e crescente prazer pela escrita descoberto este ano.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

Globos de Ouro (versão mais séria)


CATEGORIA DE MÚSICA

Música do ano: First Day of My Life, de Melanie C
Intérprete do ano: André Sardet (finalmente o reconhecimento)
Grupo do ano: Coldplay (talvez não tenha sido o ano deles, mas são intemporais, num ano sem grandes destaques para grupos musicais)

CATEGORIA DE DESPORTO

Revelação do ano: Vanessa Fernandes
Atleta do ano: Cristiano Ronaldo
Equipa do ano: Barcelona
Treinador do ano: Paulo Bento

CATEGORIA DE CINEMA

Filme do ano: V de Vingança

CATEGORIA DE TELEVISÃO

Programa de ficção do ano: Tempo de Viver
Programa de entretenimento do ano: Todos do Gato Fedorento
Programa de informação do ano: Jornal das 22 (SicNotícias)
Actriz do ano: Alexandra Lencastre
Actor do ano: Marco Delgado
Apresentadora de entretenimento do ano: Catarina Furtado
Apresentador de informação do ano: Carlos Daniel

FIGURA DO ANO

José Sócrates (independentemente da cor partidária e das reformas implementadas este ano, José Sócrates revelou-se um lider coerente com a sua política governamental, alimentando a esperança e a popularidade junto dos portugueses)

PRÉMIO CARREIRA

Lance Armstrong (ultrapassou os desafios da doença e das etapas velocipédicas, sendo recordado para sempre como um grande atleta e ser humano)


E para vocês? Quais as distinções do ano?

Globos de Ouro (versão menos séria)


Abertura do ano: Casa da Música no Porto (quem espera sempre alcança...)

Livro do ano: Eu, Carolina (por Carolina Salgado, a maior ameaça a Margarida Rebelo Pinto)

Acontecimento do ano: leitura do livro “Eu, Carolina” pelo Ministério Público ( e pela demora, uma leitura reflexiva sobre o seu conteúdo)

Regresso do ano: Professor Cavaco Silva (sem comentários)

Revelação do ano: Mickael Carreira (Filho de peixe sabe nadar, ou talvez não...)

Confirmação do ano: Justiça Portuguesa (não há dúvidas, é mesmo lenta)

Penteado do ano: Paulo Bento (um prémio ganho com muita dranguilidade)

Cabeçada do ano: Zinedine Zidane (também considerada a despedida do ano)

Programa do ano: Clube Morangos (a prova de que há tachos para todos)

Figura do ano: Floribella (ficção mais ficção não há)

Grupo musical do ano: 4Taste (os pais do novo rock português, uma ideia TVI)

Música do ano: Relativamente Feia (o Hino ao Flirt mais bem conseguido de todos os tempos)

Stand-up Comedian do ano: António Fiúza (e os seus sketches sobre o Caso Mateus)

Piada do Ano: (talvez não seja a melhor mas é a mais recente) Empregada de Pronto-a-Vestir vira-se para mim e pergunta: Para si é o tamanho S? LOL

Desilusão do ano: fim do namoro de Merche e Ronaldo (taditas das revistas cor-de-nada)

Ilusão do ano: o aumento do emprego - nas palavras do mágico José Sócrates...



...Em aberto para mais atribuições ou reformulações dos prémios oferecidos...Sejam criativos:)

sábado, 23 de dezembro de 2006

Natal: época de referência...




Amar Como Jesus Amou

Um dia uma criança me parou
Olhou-me nos meus olhos a sorrir
Caneta e papel na sua mão
Tarefa escolar para cumprir
E perguntou no meio de um sorriso
O que é preciso para ser feliz?

Amar como Jesus amou
Sonhar como Jesus sonhou
Pensar como Jesus pensou
Viver como Jesus viveu
Sentir o que Jesus sentia
Sorrir como Jesus sorria
E ao chegar ao fim do dia
Eu sei que dormiria muito mais feliz

Ouvindo o que eu falei ela me olhou
E disse que era lindo o que eu falei
Pediu que eu repetisse, por favor
Mas não dissesse tudo de uma vez
E perguntou de novo num sorriso
O que é preciso para ser feliz?

Depois que eu terminei de repetir
Seus olhos não saíram do papel
Toquei no seu rostinho e a sorrir
Pedi que ao transmitir fosse fiel
E ela deu-me um beijo demorado
E ao meu lado foi dizendo assim

Amar como Jesus amou...


Os anos passam, os Natais sucedem-se e quanto mais o tempo passa mais significado atribuo à época de Natal. Deixei de ser exigente para os outros para ser mais exigente comigo mesmo nestes momentos, deixei de pedir as prendas mais vendidas no mercado para pedir um espírito natalício de união e afectos, e esta evolução permitiu-me sentir a importância do plano afectivo em detrimento do plano material.

O Pai Natal este ano não obteve nenhum pedido material da minha parte, o meu único pedido é mais significativo do que qualquer azáfama de última hora num Centro Comercial e não será menos importante do que o grito da moda no mercado de Natal. Este Natal pedi apenas mais paz e amor no mundo, porque acredito que os meus desejos pessoais e profissionais serão mais facilmente concretizáveis com este pedido.

A paz trará mais concórdia e equilíbrio entre os diferentes povos, os tiros serão menos vezes ouvidos, a fome diminuirá e os próximos Natais serão passados com mais esperança, calor humano e uma ceia condizente com o momento.

O amor como sinónimo de compreensão e veracidade de sentimentos e acções permitirá a proximidade sincera entre as pessoas, a solidariedade em momentos difíceis, e a partilha de momentos de alegria, alimentando o espírito de Natal nos restantes dias do ano.

Se cada um de nós sentir a verdadeira mensagem de Natal, interiorizá-la e prolongá-la durante o ano, acredito que estará mais perto de responder à pergunta da criança referida na música anterior “O que é preciso para ser feliz?”. A resposta passa pela paz e amor que Jesus mostrou durante a sua passagem terrena, procurando amar como Jesus amou, sonhar como Jesus sonhou, pensar como Jesus pensou, viver como Jesus viveu, sentir o que Jesus sentia e sorrir como Jesus sorria, para chegarmos ao final do dia muito mais felizes connosco e com o próximo.

Ainda antes de terminar gostaria de relembrar os meus falecidos parentes que serão sempre a minha estrela de Natal e que, mesmo ausentes fisicamente, estarão bem presentes no meu coração, procurando alimentar a união e o amor que eles tanto desejariam...

Um Feliz Natal para todos e para os seus, desejando que a alegria desta época do ano, para mim, seja vivida por todos de forma verdadeira e simples. Encontrem o vosso caminho e sejam felizes:)

quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

Qual o Blog do Ano 2006?


O ano aproxima-se do fim e é época de balanços. Esta é a primeira iniciativa que pretendo implementar numa perspectiva de balanço deste ano que termina, por isso gostaria que respondessem à pergunta que vos foi colocada em cima. Bem sei que não conhecem a maioria da blogosfera lusitana, nem perto disso, mas colocarão o nome do vosso blog favorito, à excepção do vosso próprio claro, e em breve saberão os resultados.
Não custa nada, basta pensar um pouco e escrever um nome...Sejam conscientes;)

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Swing: Prova de Amor ou Infidelidade?


“O swing ou troca de casais é uma troca de parceiros sexuais entre dois casais estáveis que praticam sexo grupal. Existem correntes que consideram o swing quando um casal adiciona um ou mais elementos numa relação sexual.”
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O Swing é uma prática comum em países como o Brasil, onde a expansão de clubes tem aumentado, e ao qual Portugal começa a aderir através da opinião pública, fóruns, livros, novelas, entre outros meios de comunicação.

A questão que aqui coloco é esclarecida, à partida, pela definição que encontrei, uma vez que refere a existência desta prática “entre dois casais estáveis”, o que sendo assim seria uma prova de amor. A perspectiva do swinger entronca na poligamia do ser humano e na necessidade de alimentar a vida do casal através da separação entre sexo e amor. Assim, o facto de partilhar desejos sexuais com outro casal, iria colmatar a lacuna sexual que cada elemento do casal sente quando há atracção física diversa pelo sexo oposto (ou não, caso haja uma relação homosexual), vivendo numa sociedade monogâmica.

Desta forma, iria passar-se de uma infidelidade oculta para uma prova de amor, compreensão e partilha, em que o sexo e as fantasias associadas seriam permitidas ao parceiro numa aceitação mútua, satisfazendo a criatividade e a vontade sexual ao mesmo tempo que se alimentaria o amor do casal. Seria uma prova de amor no sentido em que o sacrifício seria feito em prol da felicidade do companheiro, e da estabilidade e abertura da relação amorosa.

Mas será que quando alguém ama consegue partilhar o que ama, dissociando o amor do sexo?

Sem entrar no argumento religioso que defende a monogamia, mas que não será um argumento válido para a maioria, acredito que o ser humano é um ser instintivamente sexual, sendo natural o desejo sexual estimulado por uma palavra ou imagem, mesmo que o amor seja sentido por outra pessoa. No entanto, além do ser humano ser instintivo, é um ser que rege-se (ou deveria reger-se) de princípios, e o princípio da fidelidade terá ser mais forte que os impulsos, porque o amor a si e ao próximo implica cuidar de si e do próximo, acima de qualquer libertação hormonal.

E porque quem ama tem desejo sexual, não compreendo a separação entre sexo e amor realizado pelos swingers, nem numa perspectiva religiosa, nem numa perspectiva pessoal.

Contudo, sendo uma pessoa aberta, respeitadora e compreensiva do próximo, desde já peço desculpa por alguma perspectiva mais ofensiva que tenha transmitido, e aguardo pela diversidade de opiniões para melhor compreender esta nova perspectiva relacional.

E vocês, seriam capazes de aderir ao Swing?

domingo, 17 de dezembro de 2006

Quando o “Feitiço” se vira contra o feitiçeiro...


... corro o risco de assistir a um espectáculo com um opositor à minha altura e à minha frente... Foi o que sucedeu hoje no mini-concerto de André Sardet, em Coimbra, passo a explicar...

Estava eu já com o pescoço esticado para poder observar o pequeno grande cantor, que já não bastava ser pequeno ainda se senta em palco, quando de repente chega um homem para lá de alto e coloca-se à minha frente com muita tranquilidade, começa a falar com o grupo que o acompanhava e ainda por cima vira as costas para o palco, talvez imaginando que me tinha deslocado para o concerto para o ver a ele... Ainda por cima porque em vez de ficar à minha frente mas quieto, ainda gesticulava para os amigos, virava-se para um lado, virava-se para o outro, e se acreditava que lhe ia atribuir uma boa classificação a esta dança ridícula, estava muito enganado...Enquanto isso, fui obrigado a dançar com o pescoço de um lado para o outro de forma a garantir o melhor plano possível do cantor do momento.

Bem, há dias assim, ou melhor há espectáculos assim, principalmente para quem fica atrás de mim...

P.S.: para quê elogiar mais André Sardet se já foi tudo dito num texto recente? Basta ser de Coimbra, está tudo dito...

sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

A Frieza do Abandono


A noite fria acabou de me arrefecer os pés, o álbum dos Humanos deixou de tocar há alguns minutos, a falta de presença física ou espiritual humana invadiu-me o corpo e a alma e deixou-me só...A noite arrefece cada vez mais e torna ainda mais doloroso o meu abandono num quarto desarrumado e frio como o meu coração se sente...

Recordo a ilusão de uma criança que aguardava ao frio pelos seus amigos, sorria ingenuamente quando a porta de um automóvel conhecido se abria e apresentava o primeiro amigo do dia, brincava alegremente no pátio de um Colégio, sentia-se feliz dando pontapés numa bola de papel, e sonhava um dia ser Engenheiro Civil.

Hoje, a noite continua fria mas o sorriso não aparece...Os amigos do mundo da ilusão seguiram rumos diferentes desinteressando-se por outros caminhos, os amigos do mundo real alternam períodos de presença intensa com períodos de ausência dolorosa, e o sonho infantil da Engenharia desvaneceu-se pelo sonho maduro da Enfermagem, deixando-me a teclar diante de um monitor à procura de soluções...

Os “amigos” não quiseram e os amigos não podem, tornando-me uma pessoa mais fria para os “amigos” e mais tolerante para os amigos, distinguindo a diferença entre o querer e o poder.

O sonho da Enfermagem não se concretiza naturalmente, deixando-me desiludido pelo país onde vivo, resignado pelos resultados dos concursos, e levando-me a reflectir sobre o sonho com saldo negativo...O sonho onde o suor é pago com o amor à profissão, os usos e abusos da solidariedade podem ser pagos com lágrimas, e a meta pode ser atingida com um passo atrás e dois à frente...Até já voluntariado...

Agora que os meus pés estão gelados pelo frio do abandono, deixo o silêncio da noite, envolvo-me nos cobertores quentes e aconchegantes e sonho...Sonho que amanhã será um dia melhor...

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

Dizem que é uma espécie de música...




Já há algum tempo que procurava destacar a música “Carta” dos Toranja como uma das mais significativas da minha vida, só não encontrei a oportunidade certa...Encontrei-a numa das belas noites de Domingo, por sinal a última, em que, entre uma lareira acesa e um ecrã de televisão, vi uma espécie de música que me fez recordar a “Carta” original...

O vídeo tem 5 minutos e 42 segundos mas vale a pena assistir do princípio ao fim porque, mesmo não sendo por amor é de um interesse muito grande, fazendo-nos reflectir sobre a vida sexual dos Zés Diogos Quintelas do campeonato sexual português...És só relativamente o Hino ao Flirt mais bem conseguido de todos os tempos, conseguindo ser melhor que o “Pimba” do Emanuel, de facto não há palavras para descrever esta obra de arte, por isso só me apetece dizer...lalalalalalala...

Talvez não fosse este o melhor destaque que poderia fazer à música original, mas este foi talvez o melhor destaque que os tarecos mal cheirosos poderiam ter feito a esta música...Por isso, do que estão à espera para clicar no play?

P.S.: Brevemente, o meu destaque a esta música, num monitor perto de si...

sábado, 25 de novembro de 2006

André Sardet espalha romantismo em Coimbra


Coimbra é conhecida como a cidade do conhecimento como o André Sardet destacou esta noite pelo facto de todos se conhecerem...Além da aldeia em ponto grande que constitui esta cidade repleta de mística académica, destaco-a como a “Cidade do Romantismo”...De facto, quem duvidava disto esclareceu hoje todas as dúvidas, num espectáculo mágico, proporcionado por um dos génios da música nacional que já aguardava pelo reconhecimento merecido há imenso tempo...

Sejam benvindos à magia...

Assim podia ter começado o concerto desta noite, o que não sucedeu, começando pela interpretação de uma das muitas músicas envolventes e apaixonantes que Sardet tão bem sabe interpretar, com a sua voz doce e encantadora...

A noite pedia para ficar e mesmo sem Mafalda Veiga, o tema “Hoje vou ficar” não foi esquecido, sendo interpretado num dueto romântico entre Sardet e uma das cantoras da sua banda que, por sinal, mostrou uma voz à sua imagem, poderosa e sensual...

A noite fria e chuvosa lá fora contrastava com o calor e conforto proporcionado pelo “Feitiço” de uma noite de ilusão, elevada ao máximo pelas vozes em uníssono de um público deliciado pelo encanto e inocência do momento...

Após ficarmos a saber que o grande amigo de Sardet, Luís Represas, apagou hoje 50 velas, impossibilitando-o de estar presente esta noite interpretando “Se eu disser”, mais uma surpresa abrilhantou a noite...Nada mais, nada menos que...Viviane, a vocalista dos Entre Aspas, subiu ao palco e aumentou a concentração de estrelas por metro quadrado...Mais um dueto romântico, mais uma partilha de sentimentos, mais um grande momento de emoções à flor da pele...

A despedida surgiu mas o público queria mais e sabia que o melhor ainda estava para vir, sendo recompensado numa nova subida ao palco de André Sardet, ainda a tempo de nos presentear com o apaixonante tema “Quando eu te falei em amor”...Uma letra lindíssima, uma melodia envolvente e uma voz encantadora, deixou-me convicto que não seria preciso mais para deixar o público em êxtase e a representar a voz de Sardet por momentos...

Para o final ficou guardado o “Feitiço” final, levando centenas de pessoas ao mundo dos sonhos, enfrentando o mundo das amarguras com um coração mais aquecido, e acreditando mais no amor em detrimento dos conflitos e discussões quotidianas...

Coimbra exigia há muito tempo um espectáculo destes...o sonho concretizou-se e André Sardet anunciou a repetição deste sonho para 8 de Janeiro, levando ao rubro o público conimbricense sedento de espectáculos desta dimensão, numa cidade em que a cultura tem de ser mais valorizada porque espaços e assistências não faltarão...

Obrigado André Sardet, obrigado Coimbra, quero mais...

quarta-feira, 15 de novembro de 2006

A Intensidade dos Sentimentos


As homilias dos matrimónios são momentos ricos em lições de vida e as mensagens da Igreja abrilhantam ainda mais a celebração do amor aos olhos de DEUS. Senão vejamos, há uns tempos atrás citei um padre acerca do conceito do amor referido num dos casamentos que fui recentemente. Hoje estou disposto a falar de um tema referido numa homilia matrimonial que tanto se adequa ao amor como à amizade, ou seja, a intensidade dos sentimentos. Na altura o padre referia-se apenas ao amor, mas julgo que esta reflexão adequa-se a todo o género de relações humanas, entre as quais a amizade e o amor, por isso as palavras que proferir aqui relativas ao casal, podem ser aplicadas à relação entre dois amigos.

De facto, segundo a mensagem do padre, num casal há sempre um que ama mais que o outro, nunca há um equilíbrio coincidente, mas que o amor tem de superar essa diferença de intensidade. Isto porque o amor é partilhar, é dar, é preencher o espaço vazio, complementar e compensar a menor intensidade do outro, mesmo que esse outro ame e faça muito por esse amor mas com menor intensidade...

Desta forma, a diferença de intensidades sentimentais é uma realidade, mas não pode ser essa diferença que nos poderá causar medo de amar ou de ter um amigo, porque a vida é um risco repleto de desafios, de constantes diferenças, apenas temos de as saber respeitar e complementá-las para a harmonia e os sentimentos demonstrarem-se com o seu estilo próprio...

Porque quem ama sofre mesmo quando é amado, enfrentemos o risco de nos abrirmos para a humanidade para amarmos e sermos amados, mesmo que esse amor ou amizade seja de intensidades diferentes...

domingo, 5 de novembro de 2006

PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL: Piódão

Vale a pena percorrer montes e vales para chegar lá ao fundo e ver este presépio natural...


Ai mãe, agarra-me que tenho vertigens:)


Vamos tomar um café?
Vamos...onde queres ir?
Damos um saltinho ao Piódão, que achas?;)

Igreja Matriz do Piódão...Digam lá que não é bonita;)


Viva o oportunismo comercial!!! Só faltavam os artigos do Noddy;)
Numa daquelas tardes aborrecidas em que não há nada para fazer, a loucura invadiu-me o espírito e propus à minha família conhecer o Piódão...a minha mãe toda entusiasmada convenceu o meu pai, e ainda convidou a minha irmã e afilhada, mal ela sabia onde se ia meter...

Era a nossa primeira vez no Piódão, e ainda por cima comigo ao leme do barco, ou como quem diz, ao volante da poderosa máquina do meu pai...Este ia ao meu lado, habitualmente ocupando a função de co-piloto proferindo as suas instruções “Gonçalo, encosta-te mais à direita...”, “Gonçalo, vai mais devagar, tem juízo...”, “Daqui a pouco vou para aí...”. Atrás de mim, a minha afilhada, indiferente à proximidade do abismo, e respondendo às criancices do padrinho, a minha irmã que sorria e tentava acalmar a minha mãe, e a minha mãe que só dizia para mim “Gonçalo, pára o carro...”, “Ai onde eu me vim meter, já estou mais que arrependida...”, “Mas isto nunca mais acaba?”.

É verdade, o caminho parecia uma constante interminável de perigos, estradas onde um carro passa apertado, cruzando-se por vezes dois, protecções laterais inexistentes, e o abismo ali tão perto...No meio disto tudo, lá ia eu ao volante, a sorrir para os receios de grande parte da minha família, acalmando a minha mãe com gracejos, e conduzindo com muita tranquilidade ou, como diz Paulo Bento, com muita dranquilidade...

Chegámos ao Piódão e senti que valeu a pena o caminho das tormentas, é um típico local de tradições, onde a beleza natural vale mais que mil caminhos tortuosos, como as fotos que tirei podem comprovar. Escusado será dizer que a minha família, nos próximos tempos, só conseguirá ver o Piódão por um canudo ou em fotos...

Espero poder regressar ao Piódão porque o escasso tempo que tinha não me permitiu explorar profundamente este espaço, e recomendo vivamente às pessoas para cometer esta loucura saudável e ultrapassar montes e vales para chegar a um destino proveitoso...Afinal de contas, a vida também é uma constante de montes e vales com destinos proveitosos:)

quarta-feira, 1 de novembro de 2006

Eu Não Sei Quem Te Perdeu...


Pedro Abrunhosa

Eu não sei quem te perdeu


Quando veio,
Mostrou-me as mãos vazias,
As mãos como os meus dias,
Tão leves e banais.

E pediu-me
Que lhe levasse o medo,
Eu disse-lhe um segredo:
"Não partas nunca mais".

E dançou,
Rodou no chão molhado,
Num beijo apertado
De barco contra o cais.

E uma asa voa
A cada beijo teu,
Esta noite
Sou dono do céu,
E eu não sei quem te perdeu.

Abraçou-me
Como se abraça o tempo,
A vida num momento
Em gestos nunca iguais.

E parou,
Cantou contra o meu peito,
Num beijo imperfeito
Roubado nos umbrais.

E partiu,
Sem me dizer o nome,
Levando-me o perfume
De tantas noites mais.

E uma asa voa
A cada beijo teu,
Esta noite
Sou dono do céu,
E eu não sei quem te perdeu.



Após uma noite das bruxas sensaborona, celebrou-se hoje o Dia de Todos os Santos, enchendo-se o cemitério de pessoas que recordaram os seus entes queridos já falecidos, em gestos a roçar o consumismo exacerbado, aproveitando os comerciantes de flores e velas para facturarem.

Nunca fui um frequentador assíduo dos cemitérios onde jazem os meus falecidos familiares, em pequeno acompanhava mais a minha mãe colocando um botão de rosa ou acendendo uma vela, no entanto esse hábito foi-se perdendo, ganhando no entanto uma maior consciência da importância dessas pessoas na minha vida. Acredito que peco por esta ausência, mas a crença nesta proximidade torna-se progressivamente maior, sentindo um apoio invisível que me tem sustentado durante estes anos de imensos desafios, como se mensageiros celestes da palavra de DEUS se tratassem, iluminando o meu caminho como os meus Anjos da Guarda Celestes.

Numa época especial em que a homenagem aos finados tem de ser complementada nos restantes dias, gostaria de deixar aqui a minha, e nada mais talhado do que esta letra de autoria de Pedro Abrunhosa, um dos génios da música nacional na arte da composição, criando num momento de grande iluminação a melhor letra e música de todos os tempos, na minha opinião. Uma letra que me faz recordar as pessoas que um dia mostraram as suas mãos para prestarem o seu apreço e carinho, fizeram dos seus braços a união e deixaram a sua marca no meu coração, mesmo que alguns deles nunca tenham partilhado a sua presença física comigo ou tenham partilhado numa altura inconsciente da minha vida.

Às vezes, quando fecho os olhos ainda sinto as vozes meigas, os sorrisos doces, e as brincadeiras envolventes das pessoas responsáveis pelo meu sorriso e motivação diária, por isso o meu eterno agradecimento por tudo o que têm feito por mim...

A vela já está acesa, retribuindo a luz que tem iluminado o meu caminho, porque eu não sei quem vos perdeu...

domingo, 15 de outubro de 2006

O dia em que o meu pai é bebé...


Os dias com a família são sempre especiais, mas este dia em que o meu PAI completa mais uma primavera, ainda mais especial é para mim...
Sem entrar em grandes considerações sobre o meu, porque essas são realizadas na intimidade e em espaço e tempo próprio, gostava de falar da figura masculina da vida, o nosso PAI...

PAI é a pessoa que nos acolhe nos seus braços nos primeiros momentos de vida, que nos aquece o coração e sorri para nós como se um sonho se tratasse, revelando o orgulho em ter tão frágil ser nas suas mãos...Lembro-me de um estágio de observação realizado no Bloco de Partos de uma Maternidade e, mesmo na qualidade de estudante de enfermagem, senti o momento mágico do nascimento de um filho, um período de sentimentos contraditórios, em que a dor é substituída pelo alívio, a tensão pela tranquilidade, e o receio pelo orgulho...Orgulho de um PAI babado com o filho ao colo, um sorriso emocionado, o brilho no olhar que observava o filho agora em tranquilidade, fazendo caretas para o PAI...Às vezes procuro imaginar qual seria o sentimento do PAI naquele momento...Julgo que tudo passa pelo amor, amor que permitiu a partilha de uma vida com a mulher da sua vida e que teve os seus frutos no nascimento de um filho, deixando o PAI ainda mais apaixonado pela sua família que, nesse momento, cresceu em amor...

Os primeiros meses de vida são acompanhados pelos pais com grande proximidade e carinho, partilhando o momento do banho, o momento da mudança de fralda, as primeiras papas, as primeiras palavras, os primeiros passos...Constitui-se uma altura em que a prioridade e o amor passam a ser oferecidos à criança, aumentando os laços entre PAI e mãe, manifestados através de um olhar, de um sorriso, de um abraço, ao qual o pequeno anjo responde com um sorriso...

Após um cuidado meigo e atencioso do PAI nos primeiros anos de vida, os anos que se seguem exigem um cuidado mais relacional, em que o carinho e delicadeza devem ser mantidos, aliados agora a uma abertura de espírito e de amizade com o seu filho...Acredito até que o PAI deve ser o seu melhor amigo, de forma a acompanhar os problemas crescentes que vão surgindo durante a sua vida, apoiado na sua maior experiência de vida e confiança depositada pelo seu filho, numa relação pai-filho que se pretende saudável e construtiva.

Mais tarde, a adultez passa a velhice e a infância a adultez, altura em que os papéis se invertem e o filho terá de ser o cuidador do seu PAI, numa prova de orgulho e amor retribuída, dado o crescimento e desenvolvimento humano que ele lhe prestou durante uma vida de sacrifícios...

Efectivamente, esta é a minha perspectiva de desenvolvimento da relação pai-filho, contudo está recheada de falibilidade, uma vez que não sou nenhum Freud, nem me apresento na condição de pai...Desta forma, sejam pais, mães ou filhos, lanço o desafio aos queridos participantes deste blog para revelarem a sua visão acerca desta relação familiar...

Para finalizar, gostava de dedicar este texto a todos os pais que amam os seus filhos e aos futuros pais como eu que desejam um dia sentir a magia da família, crescendo e desenvolvendo-se no seio da mesma...Uma dedicatória especial ao meu pai que tanto me ajudou para que fosse o que sou hoje...Muito obrigado papá, estás para sempre no meu coração...

sábado, 7 de outubro de 2006

Recém-Licenciado/Desempregado


Faz hoje 73 dias que estou no desemprego sem fundo...

No meu ano de caloiro julgo que as entradas inicialmente previstas eram cerca de 160 estudantes, mas acabaram por entrar 200, sem dúvida um número coerente com os estudos de mercado que tem sido feitos...Depois, durante o curso fartei-me de ter que destacar que estava num “Curso de Licenciatura em Enfermagem”, que a exigência era maior, que sairia com um título mais respeitável,...Se isso fosse sinónimo de maior qualidade de ensino e saída profissional breve até aceitava mas, em vez disso, sou um recém-licenciado de um “Curso Com Saída Para O Desemprego”, em que os estudos apontam para uma redução no mercado de trabalho mas, mesmo assim, continuamos a assistir à entrada excessiva de estudantes repletos de ilusão...Ainda se o McDonald’s aceitasse recém-licenciados, ainda se compreenderia a importância de tanto investimento, mas para ficar em casa em desinvestimento não se compreende tal posição...Se era para esperar estes dias e mais alguns que estudei durante quatro anos, preferia parar todos os dias num parque de estacionamento e soltar todos os dias as já conhecidas “Venha, venha, venha...destroce, destroce, destroce...” como um típico arrumador de automóveis, pelo menos era uma ocupação mais nobre do que ficar em casa a contemplar as paredes ou a levar com a Floribella...

Enquanto uns ficam em casa a dar injecções na almofada, outros fazem trabalho duplo, movidos por entidades governamentais que exploram os seus profissionais até ao tutano, obrigando-os a preencher o seu e o lugar de milhares de jovens à espera do seu primeiro contributo...Felizes as pessoas e/ou doentes que são cuidados desta forma, de facto bem podem agradecer às entidades superiores a crescente qualidade dos cuidados prestados...Ou sem ironia, bem podem agradecer aos enfermeiros amantes da sua profissão por suarem as estopinhas e procurarem manter a fasquia num nível elevado, fazendo o trabalho de um, dois e às vezes até de mais enfermeiros.

As vagas não surgem e milhares de recém-enfermeiros continuam a assobiar para o ar, esperando que algum dia se lembrem do investimento que foi feito por todas as partes envolvidas, afundando-se o país numa decrescente qualidade dos serviços...Ao menos que se salve o défice...

Enquanto isso, vou seguir o exemplo de hoje, e continuar a dar voltas à mata do Choupal à espera que o telefone toque, sentido pena que o país que tanto adoro dê tantos tiros nos pés...

Um obrigado pela paciência amigos:)

segunda-feira, 2 de outubro de 2006

Um breve intervalo...





A publicidade é um meio de comunicação que provoca sentimentos contraditórios consoante a construção do anúncio, ora provocando tédio, ora presenteando-nos com momentos de boa disposição...Uns incentivam-me ao chamado zapping quando a banalidade e a falta de criatividade se revela em anúncios sensaborões...Outros são construídos de forma tão imaginativa e ao mesmo tempo com tanta simplicidade que nem nos importaríamos de ouvir “Agora vamos para um breve intervalo...” se todos os anúncios fossem como estes...
Desta forma, aceitando os “breves” intervalos de meia-hora da TVI, temos que gramar com muito anúncio fraquinho que nos leva a questionar a existência de publicidade na televisão, sendo entremeado com outro tipo de anúncios bem delineados como é o exemplo deste anúncio protagonizado pelo jovem pastor Nuno Filipe, de Soutelinho do Mesão. Para quem não se recorda, este jovem apareceu há uns tempos numa das fantásticas reportagens exclusivas da TVI, em que a pacata vida de um jovem pastor, perdido na sua aldeia no meio das suas cabras, foi motivo de destaque televisivo nacional, sendo agora aproveitado pela Netcabo (a isto chama-se publicidade gratuita...) para divulgar os seus produtos.
O aproveitamento da humildade e simplicidade de um jovem aldeão para facturar é talvez o ponto negativo deste anúncio, no entanto não deixa de ser algo que me prende a atenção quando o vejo, dada a boa disposição que o humor natural me proporciona...Só tenho pena que depois do único jovem da aldeia de Soutelinho do Mesão ter corrido o mundo enquanto não estava com as suas cabras, de ter conhecido novas culturas, trocado e-mails, ter enviado e recebido milhares de fotografias e músicas, vir dizer descaradamente que escreveu em blogs, sabendo bem que não se dignou a colocar uma palavra por pequenina que seja neste blog...Fico chateado, pois claro que fico chateado...
Independentemente disso, “Há coisas fantásticas, não há?”...este anúncio é uma delas:)

domingo, 24 de setembro de 2006

Paz Por Um Mundo Melhor




Outlandish

I Only Ask of God

I only ask of God
He won't let me be indifferent to the suffering
That the very dried up death doesn't find me
Empty and without having given my everything

I only ask of God
He won't let me be indifferent to the wars
It is a big monster which treads hard
On the poor innocence of people
It is a big monster which treads hard
On the poor innocence of people

People...people, people

I only ask of God
He won't let me be indifferent to the injustice
That they do not slap my other cheek
After a claw has scratched my whole body

I only ask of God
He won't let me be indifferent to the wars
It is a big monster which treads hard
On the poor innocence of people
It is a big monster which treads hard
On the poor innocence of people

People...people...people

Solo le pido a Dios
Que la guerra no me sea indiferente
Es un monstro grande y pisa fuerte
Toda la pobre inocencia de la gente
Es un monstro grande y pisa fuerte
Toda la pobre inocencia de la gente

People...people...people

A música é um dos melhores meios de expressão de sentimentos e intenções, não consigo conceber a minha vida sem música, seja ela de que estilo for, porque sou uma pessoa que vive a música consoante a ocasião.
E esta música marca uma época de medo e preocupação em que as acções de intervenção social devem ser cada vez maiores, sensibilizando para as consequências da guerra e consciencializando a população mundial para uma mudança de mentalidade individual.
Identifico-me com esta brilhante composição musical, em que há um pedido divino para que não haja indiferença à guerra e à injustiça, monstros que têm retirado a vida a muitos inocentes.
Partilho esta mensagem convosco porque é algo que tem de passar e sensibilizar, permitindo-vos uma reflexão para uma mudança de mentalidade individual e global. Juntos somos poucos para travar as ofensivas militares cruéis e injustas, por isso se abdicarmos das nossas convicções em prol de “mentes brilhantes” que aceitam a guerra a qualquer preço, continuaremos a deixar entrar pela nossa casa dentro crianças ensanguentadas, o medo duplo de grávidas, famílias destruídas, territórios transformados em pó, inocentes partindo...
Efectivamente, teremos de ser uma referência individual para o mundo, acreditando na “Utopia do Mundo Melhor”, começando por criar um espaço de paz ao nosso redor, para que esse espaço seja transmitido para outros espaços e geracionalmente.
Se cada um de nós interiorizar e partilhar esta mensagem, a utopia poderá tornar-se uma possibilidade, vamos acreditar e ter fé...Pensem nisto...

sábado, 23 de setembro de 2006

Tributo a Porto-Gaia


Cheguei e os meus olhos brilharam...à minha frente o Rio Douro sorria para mim dando-me as boas vindas e apresentando-me a proximidade entre Porto e Gaia...de um lado a Ribeira, do outro a Serra do Pilar...Na Praça da Batalha senti a paz interior da belíssima Igreja de S. Ildefonso, onde os sentimentos de tranquilidade e harmonia contrastavam com a agitação e azáfama do lado de fora, reservando-me a possibilidade de encontrar a figura de Rainha Santa Isabel, generosa padroeira de Coimbra que alimenta os corações de fé dos seus crentes...

Num passo de subtileza, atravessei a Ponte do Infante, sentindo a presença imediata na cidade de Gaia, deixando-me levar para um miradouro próximo do Mosteiro da Serra do Pilar, local que me permitiu observar a imensidão e beleza destas cidades...O rio à minha frente fez-me recordar Coimbra, lembrando-me os traços de romantismo que um rio proporciona, atravessando uma cidade com os seus formosos contornos...Com um brilhozinho nos olhos, enchi o peito de ar e deliciei-me a apreciar a beleza do momento que a natureza e o destino me estavam a proporcionar...

A tentação invadiu-me o coração, levando-me à redescoberta do Cais de Gaia, e deixando-me calmo como a ondulação do Rio Douro que estava cada vez mais perto...Num truque de magia proporcionado pela Ponte D. Luís, de imediato regressei ao Porto, sentindo a simplicidade da sua Ribeira que já havia vislumbrado do Mosteiro da Serra do Pilar...Num esticar de braços conseguiria tocar num dos peixes que saltavam à minha frente, mostrando que não era apenas eu que estava feliz por ter o Douro tão perto de mim...

O sol já batia forte demais para um dia de final de Verão quando passei pela zona da Foz, espaço em que o rio e o mar se tocam, mostrando a delicadeza e perfeição da natureza...Um sitio relaxante que me incentivou a fechar os olhos e a imaginar-me num mundo de tranquilidade, como me sentia naquele momento...Por perto, algumas pessoas dedicavam-se a actividades piscatórias, sem notarem o prazer que sentia naquele momento por sentir o refrescante odor da natureza...

Uma tarde que terminou na praia do Bico do Cabedelo, contemplando o elemento mais belo do mundo natural...o mar...a imensidão que proporciona diante dos meus olhos recorda-me a fragilidade e pequenez humana, mas ao mesmo tempo faz-me acreditar que o sonho é possível se existir coragem para ultrapassar os obstáculos da vida...Se um dia já vencemos o mar intenso e poderoso, porque não poderemos ter o poder para atravessar os trilhos irregulares e desafiantes da vida?

Um agradecimento à pessoa magnífica que me proporcionou a contemplação de tão belo espaço, conprovando mais uma vez que a natureza e uma companhia especial são uma das receitas para a felicidade.

Boas viagens:)

terça-feira, 19 de setembro de 2006

Amizade com limites?


O mundo é realmente muito pequeno, e quando estamos perante o ecrã de um computador ainda mais pequeno fica tornando-se numa autêntica aldeia global...A Internet foi sem dúvida uma das maiores invenções no mundo da tecnologia, criando redes e proximidades nunca dantes imaginadas, levando-nos para locais desconhecidos, tornando as pessoas numa autêntica rede social, permitindo a comunicação com pessoas do outro lado do mundo...
Recentemente, fui levado a pensar na possibilidade da criação de amizades com pessoas do outro lado do Atlântico e a reflectir sobre a importância da distância na amizade.
De facto, tenho sido colocado perante a distância de amigos residentes em Portugal, o que me causa alguma tristeza porque, sendo assim, raramente posso estar pessoalmente com eles e o máximo que consigo é realizar visitas esporádicas, aproveitando por viajar pelo magnífico Portugal. Mas agora pensar que poderei criar amizades do outro lado do Atlântico mesmo sem saber se algum dia os poderei ver, é algo que me preocupa...Preocupa-me porque os laços de amizade são para mim laços muito fortes que dificilmente se compadecem com longas distâncias durante enormes períodos de tempo, porque a amizade para mim é entrega, é proximidade, é sentirmos a presença de um amigo através de um gesto, de um carinho, de um simples beijo...E o mundo virtual que as novas tecnologias nos proporcionam permitem manter uma relação saudável de amizade, com uma relativa proximidade se a imaginação nos permitir, mas haverá sempre aquele momento em que queremos algo mais real, queremos um abraço, um ombro amigo, a presença pessoal daquele amigo que tanto gostamos e que dificilmente o poderemos tocar...Claro que hoje em dia o mundo dos transportes e das telecomunicações evoluiu imenso e que há maiores facilidades de deslocação, mas se há dificuldades naturais na mobilidade dentro de um mesmo país para a reunião com os amigos, muito mais haverá entre países separados por um oceano imenso.
Contudo, sou uma pessoa que respira a amizade e que por mais obstáculos que surjam eu serei um acérrimo defensor deste nobre sentimento e, tal como no amor, não há distâncias, culturas, idades, raças e estatutos sócio-económicos que me separem dos valores da amizade e da entrega que pretendo incutir, mesmo bastante afastado...
A revelação neste blog é dada em primeira mão e, sentindo a distância como a maior motivação, revelo desde já que longe ou não, poderão sentir a partir de hoje a minha inteira disponibilidade para uma verdadeira amizade...Não é uma decisão precipitada, os escassos momentos que já vivemos foram intensos de partilha e de sentimentos, sentimentos esses traduzíveis agora pela amizade que pretendo incutir na nossa relação...
Como eu costumo dizer, longe fisicamente mas perto do coração, seremos amigos para sempre...Eu acredito;)
Para finalizar, gostaria de saber se acreditam nos limites da amizade e se, por ventura, vivenciaram uma situação semelhante à que vivo presentemente...Façam o favor de opinar:)

sexta-feira, 15 de setembro de 2006

Merche e Ronaldo: um final anunciado?


Segundo o Jornal Correio da Manhã de hoje, a relação amorosa do casal do ano chegou ao fim, deixando mais pobres as revistas do social que tanto venderam à custa desta relação.
De facto, ninguém estava à espera deste desfecho, os portugueses sempre acreditaram nesta relação por diversas razões:

- As relações VIP’s são normalmente duradouras e para a vida, bastando para isso ver a taxa de uniões e casamentos que se realizaram entre pessoas da elite;
- Pessoas que vivem tanto da imagem e estatuto sócio-económico muito dificilmente se envolvem sem ser por amor;
- O dinheiro é um elemento terciário nestas relações.
- Sentia-se nos bastidores que Merche e Ronaldo tinham sido feitos um para o outro.

Uma notícia que surpreende um país, ainda por cima agora que Merche Romero já teria mandado retirar os bidés e aumentar o tamanho dos jacuzzis da nova casa dos dois pombinhos. O que será agora da vida da indústria removedora dos bidés e ampliadores de jacuzzi? Não há condições para continuarem a trabalhar e acabarão tristemente na casa de mais uma exigente figura do Jet 7 nacional. E as nossas revistas cor-de-rosa? Eu nem quero imaginar as lágrimas que devem correr pela suas redacções, afinal de contas todos nós acreditávamos no casal do ano e agora fazem-nos uma coisa destas...Bem, pelo menos deverão passar as próximas 1001 edições a explicar, em exclusivo, as verdadeiras razões para este afastamento...
No entanto, a vida continua e segundo fonte próxima do Correio da Manhã, Merche Romero ainda não se conformou com esta situação, referindo que “procura apoio nos amigos, nomeadamente, no ‘ex’ namorado Valter Carvalho”. O mais surpreendente surge na frase seguinte quando fonte próxima revela que “ela não namora com o ‘ex’ Valter de Carvalho, mas tem uma paixão louca por ele”. Afinal de contas, as razões exclusivas para a separação já começam a ser anunciadas...E como são bonitas as paixões loucas...

quinta-feira, 14 de setembro de 2006

Só eu sei porque não fico em casa

Uma noite europeia brilhante no mundo do futebol português proporcionada por uma jovem equipa do Sporting que me enche de orgulho como português e como adepto leonino. Mas quem me conhece já sabe como é;)
Por isso deixo-me de palavras elogiosas aos meus heróis verde e brancos e apresento-vos um resumo digno de uma noite brilhante para os sportinguistas e...para os verdadeiros portugueses. Até me arrepio quando ouço o hino da Liga dos Campeões e vejo o magnífico golo de Marco Caneira...Uma noite inesquecível...


segunda-feira, 11 de setembro de 2006

Onde estavas no 11 de Setembro?


Ainda me lembro como se fosse hoje...Um dia aparentemente normal, tinha chegado a casa à hora do almoço, depois de ter feito um exame de equivalência à frequência de Físico-Química, durante a manhã. Almocei em família como costumo fazer e, no final do almoço, fui assistir ao resto das notícias na sala de estar de minha casa...Era com muito prazer que atentava nas notícias desportivas quando, de repente, Júlio Magalhães interrompe a reportagem e anuncia um acontecimento de última hora...Na altura fiquei chateado, pois estava tão bem a ver as notícias desportivas e tinham de interromper a emissão, ainda por cima para falarem dos Estados Unidos...Na altura ainda não se falava em atentado, daí o facto de Júlio Magalhães uns minutos mais tarde referir “as explosões não param de suceder no World Trade Center...” quando na verdade era o embate do segundo avião...No entanto, aos poucos comecei a verificar a dimensão e importância da notícia, afinal de contas atentados sucessivos surgiam nos Estados Unidos, deixando o mundo horrorizado, aguardando pelo próximo alvo do terrorismo. O sofrimento naquele momento deve ter sido tão monstruoso que por mais que tente é impossível imaginar, deixando o meu pesar às vítimas inocentes desta tragédia.
11 de Setembro de 2001 marca o início de uma nova era, desde esse dia nada mais foi como dantes, deixando o mundo em sobressalto, impulsionando novas guerras, enfraquecendo a economia, aumentando o medo pelo futuro...A utopia do “Mundo Melhor” foi ainda mais desacreditada, deixando-nos à mercê de um mundo selvagem e fanático, em que a obsessão pelo genocídio tornou-se uma ideia comum...
Pessoalmente, acredito que a solução para a atenuação destes problemas passa pela compreensão das relações humanas, fazendo uma analogia entre o microgrupo dos nossos amigos e o macrogrupo da população mundial. Se no microgrupo existem naturais conflitos frutos da natureza humana que requerem uma gestão dos mesmos, num grupo ainda maior como o macrogrupo existirão ainda mais, dadas as maiores diferenças. Mas a melhor maneira para a gestão destes conflitos passa por algo que se presencia cada vez menos e que é um princípio fundamental na minha vida pessoal e no meu microgrupo, ou seja, a comunicação aberta e eficaz. Comunicação aberta talvez haja entre estes povos, no entanto a eficácia não surge devido à ausência de qualidades como a compreensão, humanismo, empatia, aceitação da diferença...Enquanto o ser humano não compreender o verdadeiro sentido da existência, continuará a manchar o mundo com nódoas de sangue inocentes...
Para finalizar, gostaria de saber a vossa opinião acerca deste tema que mudou as nossas vidas, mostrando como viveram o 11 de Setembro e o que este dia mudou nas vossas vidas...Cumprimentos de paz para vocês.

sexta-feira, 8 de setembro de 2006

Morangos Com Mateus


A novela que tem conquistado a atenção dos portugueses tem revelado artistas de qualidade inegável, dignas de uma novela da TVI, e com múltiplos finais previstos...Agora, em vez de se ficar a saber o destino de Ana Luísa e Simão ou o assassino de António Calado, descobriremos o futuro e/ou desfecho do futebol português, patrocinado por entidades como o Gil Vicente, o Belenenses e até o Leixões...
Nesta trama, artistas da nova vaga destacam-se entre os já conhecidos Valentim Loureiro, Gilberto Madaíl e Cunha Leal...Falo obviamente de António Fiúza e Mateus...
António Fiúza que, segundo diz, não é nenhum parolo, tem-se revelado um dos maiores stand-up comedians da actualidade humorística em Portugal (Bruno Nogueira que se cuide...), deixando os portugueses à beira de um ataque de riso ao proferir frases como “...doia a quem doer”, “O caso Mateus passou as fronteiras do Mundo...”, entre outras. Perante isto, presume-se que em Plutão não se fala de outra coisa, preparando-se já a segunda série desta novela “Morangos Com Mateus – Justiça de Férias”.
Desta forma, já não ouvia falar tanto de um jogador mediano desde que Beto foi para o Benfica, tornando-se Mateus na figura da pré-época em Portugal e na Europa, ao ponto de suspeitar que seria o avançado que o Manchester United precisava...
Aquilo que constituiu uma novela, por parecer uma producção de ficção nacional de terceira categoria, tornou-se num verdadeiro reality-show, em que a ficção tornou-se real pelas possíveis consequências severas no futebol nacional. E tal como qualquer reality-show, aqui também a enorme plateia assiste a um espectáculo de produção diminuta dos concorrentes, aguardando pela próxima expulsão...Infelizmente, as expulsões poderão continuar a ser injustas, referindo-me aos clubes portugueses na Europa e à Selecção Nacional...
Aguardemos pelas cenas dos próximos episódios numa televisão perto de si...

O Futuro do Blog


Como prometido, após um período de auto-reflexão e de ajuda por parte dos frequentadores assíduos deste blog, decidi apresentar as suas novas linhas editoriais.
Assim, aceitando e agradecendo o apoio prestado pelas pessoas referidas anteriormente, fui de encontro ao que me indicaram e julgo ter encontrado o caminho mais correcto para o futuro deste blog.
Desta forma, mantendo as virtudes da linha editorial anterior, decidi acrescentar ao lado sério, humano e sensível dos textos anteriores, um lado mais descontraído e bem disposto. Obviamente que os textos profundos continuarão a ser publicados mas em menor quantidade, uma vez que atravessamos um período em que as tristezas nos afastam dos momentos sérios, procurando por algo que nos traga um maior descanso mental, urgindo assim os textos leves e descontraídos. É o desafio a que me proponho, esperando estar à altura para vos proporcionar estes novos momentos, enriquecendo ainda mais o blog, partindo de factos actuais que me tenham despertado à atenção e que mereçam alguma ironia da minha parte...
Quanto à vossa participação, espero que estas alterações vos motive ainda mais a participar e a deixar a “preguiça” de escrever quando passam por este espaço que também é vosso. E como propriedade vossa, só vos resta participar e deixarem a vossa marca pessoal regularmente, não sendo difícil encontrar um tempinho que seja para escreverem o que sentem.
Um blog renovado está a surgir...