
Fonte: http://cinecartaz.publico.clix.pt/filme.asp?id=166269
Um filme baseado numa história verídica que arrepia qualquer coração mais sensível. Acabei de o ver agora e ainda sinto o meu corpo a tremer de emoção e as lágrimas a quererem cair sobre o meu rosto, porque mais difícil que ver este filme a chorar é querer chorar e não conseguir, ficando com as emoções presas por um nó na garganta.
Este filme constituiu uma retrospectiva à minha vida familiar em que os meus pais, vindos de famílias humildes, uniram-se por amor e reflectiram esse amor pelos seus filhos, ultrapassando os sacrifícios de uma vida dura e por vezes cruel para que a felicidade familiar fosse uma realidade.
Acredito nas dificuldades que os meus pais tiveram para criar as condições de vida onde cresci e desenvolvi-me, afinal de contas os meus pais vinham de famílias simples e trabalhadoras e apenas com muito suor e noites mal dormidas conseguiram educar-me num lar com tanto amor, carinho e bem-estar.
Recordo-me das palavras da minha mãe ao dizer-me que passava turnos de enfermagem fatigantes, mas ainda assim apanhava o autocarro para casa, por vezes em dias de calor sufocante, e subia uma enorme ladeira íngreme até nossa casa com os filhos num braço e os sacos pesados no outro. E, quando chegava a casa, imagino que ainda teria de ganhar forças para educar-nos com o maior carinho possível, para que pudéssemos crescer felizes e com o maior conforto possível. Chegou mesmo ao ponto de ter de trabalhar, educar os filhos e ainda estudar ao mesmo tempo, para que o crescimento profissional pudesse funcionar como crescimento familiar.
O meu pai também trabalhava por turnos e revezava-se com a minha mãe para manter os filhos felizes, trocando por vezes benefícios profissionais pelo conforto da família, deixando de dormir para levar os filhos à escola ou, simplesmente, passar manhãs sem descanso com os filhos nas consultas médicas. Foi o meu pai que soube esperar pelos filhos horas e horas a fio no carro, muitas vezes nas noites frias, escuras e chuvosas de Inverno, apenas para que pudéssemos gozar de explicações escolares que nos permitissem um futuro risonho.
Poderia contar-vos imensas histórias de amor familiar por mim vividas, mas julgo que as melhores ficarão guardadas no meu coração até serem verdadeiramente retribuídas com amor e carinho à minha futura família. Apenas posso agradecer aos meus pais aquilo que sou hoje e, estando a um dia de completar 23 primaveras, acredito que estou no caminho correcto para a estabilidade pessoal e profissional, tendo o amor dos meus pais para transmitir e a profissão que julgo cumprir a minha missão de vida para ser feliz.
Assim, “Em busca de felicidade” constituiu a redescoberta de uma lição de vida de amor, carinho e sacrifícios em prol da estabilidade familiar, por isso espero que aproveitem tão bem ou melhor do que eu aproveitei.
Para terminar deixo-vos uma frase que resume o filme e a educação que tive: será preferível ter um pão inteiro para dar ao meu filho do que parti-lo em metades para ambos.
P.S.: Obrigado “maninha” pelo momento que me proporcionaste.




































