quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Legislativas 2015: mais do mesmo ou a esperança na mudança?

"Coligação com 41% e PS com 29% na “maior sondagem” das legislativas


A coligação Portugal à Frente poderá estar perto da maioria absoluta. De acordo com o barómetro político da Marktest, realizado nos dias 22, 23 e 29 de Setembro e que a empresa qualifica como a "maior sondagem das legislativas", a candidatura que junta Passos Coelho e Paulo Portas recolhe 41% dos votos. O PS fica-se pelos 28,6% dos votos, ao passo que a CDU recolhe 9,3% dos votos e o Bloco de Esquerda alcança 8,7%. A percentagem de indecisos foi alta: 30%, a que se somam 6% que disseram que não vão votar no próximo dia 4 de Outubro. Os resultados referidos acima resultam de uma projecção das respostas sem contar com os indecisos." 
Fonte: Jornal de Negócios, 30/9/2015 
Imagem: Jornal Médico

Nunca a expressão "desde que vi um porco a andar de bicicleta, acredito em tudo" fez tanto sentido. Provavelmente os meus olhos viram o que não existe, os meus ouvidos precisam de uma lavagem urgente e a comunicação social neste últimos quatro anos mostrou uma total irrealidade porque afinal o país está bem e recomenda-se, sem qualquer tipo de insatisfação perante o actual estado de governação. Dia após dia há sondagens a mostrar a força da coligação governativa e o descrédito nas forças opositoras, o que aparentemente mostra que Portugal e os portugueses estão satisfeitos com a política dos últimos quatro anos de mandato. 

A minha questão é a seguinte: por que razão houve tanto descontentamento em casa, no trabalho e nas ruas sobre esta política de direita? 

Afinal está tudo bem e prolonga-se por mais quatro anos. Não me quero pronunciar sobre se este governo fez bem ou mal, apenas me refiro a factos e os factos são a insatisfação e os ruídos constantes manifestados pelos portugueses, sejam eles de esquerda ou de direita, tenham eles votados na oposição ou mesmo nos partidos governativos, sobre uma política que encurtou o espaço social, económico e até o seu próprio espaço físico no país. Insatisfação essa que aprova um novo voto de confiança. Incoerência ou não? 

Como não quero fazer um balanço real destes últimos anos, o balanço deve ser feito individualmente, o meu apelo passa pelo voto. Acima de tudo, votem! Seja neste governo, seja na oposição, mas votem a vosso favor e contra a abstenção. Mais que um direito, é um dever que devemos cumprir, tornando-nos cúmplices do futuro que desejamos para o país em detrimento de uma escolha alheia aos nossos anseios. E, já agora, votem com consciência...e coerência.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Praxe: até quando?

"CALOIRA NO HOSPITAL APÓS PRAXE COM ÁLCOOL NA PRAIA 

A praxe consistiu em enterrar os jovens na areia enquanto lhes eram administradas bebidas alcoólicas, escreve a edição impressa desta quinta-feira do Jornal de Notícias. Uma jovem sentiu-se mal e teve de ser transportada de ambulância para o Centro Hospitalar do Algarve. A rapariga, natural de Faro, é estudante do primeiro ano de Biologia na Universidade do Algarve. "A minha mãe viu cerca de 20 jovens enterrados na areia, imobilizados, sem conseguir mexer os braços. Pouco tempo depois, viu chegar uma ambulância e apercebeu-se de que era a minha sobrinha que estava a ser desenterrada e socorrida. Espumava pela boca e perdeu os sentidos", referiu o tio da vítima citado pelo referido jornal. O familiar ainda tentou tirar fotografias no local, mas foi ameaçado e dissuadido a fazê-lo pelos restantes estudantes, escreve o mesmo jornal. "A preocupação deles era tapar os buracos que fizeram na areia antes da chegada da GNR e da Polícia Marítima", garantiu."

Portal Sapo, 24/9/2015

Parece que a gente não tem emenda e continua a patrocinar estes autênticos atendados contra a integridade humana. Sim, eu, tu e toda a gente que ainda não conseguiu resolver a situação das praxes. Por experiência própria foi uma das maiores vergonhas que passei na minha vida. E não me falem em integração à vida académica porque qualquer integração deve ser facilitada e confortável, e cantar obscenidades, imitar um cão atrelado ou andar a correr à volta de um campo porque sorri é tudo menos integrador. É humilhante e não consigo perceber como pode ser um factor de adaptação a um novo meio. Depois temos ainda estes atentados à vida humana noticiados todos os anos e concluo que se não há regras possíveis para controlar as más práticas, controle-se as práticas pela raíz cortando-as de vez.

Praxe, até quando?

sábado, 25 de abril de 2015

Liberdade Condicionada: até quando?

A palavra Liberdade vem ganhando cada vez mais pertinência de ano para ano e hoje será uma das palavras mais pronunciadas em Portugal. Hoje pode-se falar livremente da liberdade ou então nem por isso e estamos a viver uma falsa liberdade em que nos induzem uma ilusória democracia que no fundo não passa de uma real inibição de movimentos.

Nas escolas obrigam-nos a aprender segundo os rituais de aprendizagem dos nossos pais e avós, só que sem a régua e o metro nas mãos das crianças. Segundo o sistema educativo, tudo está pré-definido e não há liberdade criativa para as crianças. As soluções são sempre as mesmas e não há margem para encontrar outras verdades. Muito menos dar as ferramentas para os estudantes decidirem qual o seu conhecimento, antes de o descobrirem como dado agora e há trinta anos atrás.

No trabalho, há peões fora do passeio e jogadores fora da sua posição. Os peões caem na valeta ou são atropelados por veículos pesados no meio da estrada. Os avançados jogam à baliza e os guarda redes são chamados para fazer golos, de jogo em jogo, até a sua equipa garantir a manutenção ou acabar por descer de escalão. Tudo isto num exímio sistema numérico com nomes esquisitos e pessoas esquisitas a fazer coisas ainda mais esquisitas. Eles são os treinadores, os presidentes e os polícias sinaleiros que ocupam-se com a questão do ovo e da galinha por razões puramente matemáticas.

Neste dia em que deveríamos ser livres, mas que não somos, como prova este último texto, proponho a coragem para romper sistemas, perseverança para aguentar as pressões contrárias, a criatividade para encontrar soluções onde parece que não existem e determinação para agir e reagir perante as adversidades. Se assim for, seremos mais livres e poderemos ajudar-nos uns aos outros por um mundo mais digno, democrata e justo.

Todos juntos por cada um de nós! Haja revolução!

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Sétima Sugestão: "Uma Vida ao teu Lado"

SINOPSE

"A história de amor entre Luke, um antigo campeão de Rodeio desejoso de voltar à arena, e Sophia, uma estudante universitária que está prestes a embarcar num emprego de sonho no mundo das artes em Nova Iorque. Com caminhos e ideais opostos a testar a sua relação, Sophia e Luke cruzam-se inesperadamente com Ira, cujas memórias e o seu próprio romance de longa data com a já falecida mulher vão inspirar profundamente o jovem casal."

Não li o romance de Nicholas Sparks que fundamentou o filme mas fiquei curioso com a sua qualidade, uma vez que os filmes normalmente perdem qualidade da escrita para os ecrãs. Mas neste caso a qualidade é bastante aceitável, a história é lindíssima e prova que os romances de Sparks podem ser muito mais do que histórias lamechas.

Mais do que uma história, é um argumento envolvente do princípio ao fim, com duas vidas paralelas, no passado e no presente, com várias semelhanças e uma sucessão de factos que confirmam o valor de uma boa mensagem cinematográfica. 

Assim, há mensagens cinematográficas com grande valor de vida e bastante reais, e esta mostra que nem sempre podemos concretizar todos os desejos mas podemos ser felizes ao mesmo tempo. Para tal, basta viver com o que temos, alimentando também os sonhos de quem mais amamos. Mais tarde ou mais cedo, o bem virá a nós e a felicidade será ainda maior.

No fim de contas, eis a questão: 

"Porque demoraste tanto tempo?"

Imagem: http://www.magazine-hd.com/apps/wp/uma-vida-ao-teu-lado-cinemas-9-abril/

domingo, 19 de abril de 2015

9 Anos!

Já tive Flash do Sol de todas as cores 
De vários temas, de muitas amizades 
Com uns até certo tempo foquei 
Pra outros apenas simplesmente adorei 

Já tive rubricas do tipo atrevida 
Do tipo sugestiva, do tipo criativa 
Mais musicais, mais escritas 
Já tive mil ideias e até encontros felizes 

Brisa da Música, bem equilibrada
Tesouro do Vinyl, com som e imagem
Mas nenhum deles me fez tão feliz 
Como os Encontros de Bloguistas

Procurei em todas as ideias a felicidade 
Mas eu não relaxei e ganhei mais vontade
Foi começando bem, mas o melhor vem assim

Você é o sol da minha escrita, a minha bondade 
Você é luz dos meus raios, a minha verdade 
É tudo o que um dia eu sonhei pra partilhar

Já tive Encontros com vários tesouros
Em várias cidades, de muitos humores
Com uns até muitas coisas partilhei
Pra outros apenas simplesmente entreguei

Já tive rubricas do tipo atrevida 
Do tipo sugestiva, do tipo criativa 
Mais musicais, mais escritas 
Já tive mil ideias e até encontros felizes 

Sétimas sugestões e bem filmadas 
Escapadelas recheadas, para a frente e para trás
Mas nenhuma delas me fez tão profundo
Como as reflexões na minha paz

Procurei em todas as ideias a felicidade 
Mas eu não relaxei e ganhei mais vontade
Foi começando bem, mas o melhor vem assim

Você é o sol da minha escrita, a minha bondade 
Você é luz dos meus raios, a minha verdade 
É tudo o que um dia eu sonhei pra partilhar

(Adaptação da Música de Martinho da Vila - Mulheres)

terça-feira, 14 de abril de 2015

Animal de Estrada: para onde caminhas?

Aconteceu hoje...

Um condutor de um Porsche estaciona o carro numa via de sentido única limitada a um traço contínuo e ainda me pede para ultrapassá-lo. Não ultrapasso e aguardo que retire o carro de forma a que possa conduzir legalmente. O mesmo condutor sai do carro com o "rei na barriga", ouve os meus protestos e segue o caminho com total desprezo. Por sorte não tinha polícia por perto, mas ainda pensei esperar por ele, fingir que tinha ligado à polícia e que já tinha dado os dados da sua matrícula. Mas não o fiz, há gente mesmo pequena que não merece sequer esse trabalho.

E também...

Um condutor que vê o meu sinal de mudança de direcção para a esquerda e que acelera para me ultrapassar como se não houvesse amanhã.

Ainda temos...

Apenas um pouco mais à frente. O mesmo condutor a acelerar e a passar com o semáforo velho já activo por alguns segundos.

E para acabar...

Um condutor que avança o carro quando já estou dentro da rotunda. Pára irritado e ainda esbraceja enquanto me manda passar. De repente vejo um cigarro na sua mão esquerda enquanto conduzia. Penso que estamos apresentados!

Tudo isto hoje. Será caso para perguntar e reflectir:

Animal de Estrada: para onde caminhas?

domingo, 12 de abril de 2015

Cada vez mais me convenço...

...que a chave do meu sucesso está em inverter a tendência de que o ambiente faz o indivíduo, revelando que o indivíduo inteligente, sensato, bom ouvinte e corajoso pode muito bem fazer o ambiente.
Estou nessa!

"I Know I'm Strong!"

Música: Reamon - Strong

quinta-feira, 26 de março de 2015

Da Organização!

Estar organizado na sua desorganização é um estado de espírito tão próprio como perigoso. É único, individual e revelador de capacidade intuitiva e abstracção. Por vezes é também desculpa para a desorganização. No entanto, cansa, promove ansiedade, arrisca a perda de dados e alimenta a dúvida.

Organizar a desorganização é um acto de dever cumprido. É segurar o incontrolável. Devolver espaço para coisas e actos nobres. Aumentar o grau de eficácia. E acima de tudo sentir que o rigor e o método são o caminho mais fácil para atingir o sucesso. Com uma dose de emoção q.b., se faz favor. 

Organizem-se!

(depois de dias de arrumação caseira)

terça-feira, 3 de março de 2015

31!

Mais sol. Mais luz. Mais energia.

E assim se fará um 31!

#modofeliz


quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Dia do Cabelo!

Quanto custa a felicidade? Pergunta que atemoriza quando queremos algo acima das possibilidades. Pergunta para resposta rápida quando há gente com dinheiro para comprar felicidade (sim, o dinheiro também ajuda a ser feliz). Pergunta para respostas duvidosas em pessoas que vivem no limbo entre as suas possibilidades reais e aquilo que não fazem por medo do desconhecido.

Estarei provavelmente neste último grupo mas sem o factor medo. Afinal de contas há custos relativos e a felicidade é um factor absoluto. Se juntarmos a isto a possibilidade de encontrar meios próprios para garantir o nosso bem-estar, estaremos possivelmente a tocar a barra da saia da felicidade. Há dinheiro, há dor, há receios, há riscos, mas há custos irrisórios para o tamanho dos nossos sonhos. Por tudo isto posso dizer à boca cheia:

Hoje comprei felicidade!

domingo, 4 de janeiro de 2015

Mensagem de Ano Novo!

Comecei as primeiras horas de 2014 a ser entrevistado para uma televisão sensacionalista e com uma mensagem tão sensacionalista como real. Nas minhas palavras "2014 vai ser o melhor ano de sempre!". Não sei se foi o melhor ano de sempre, espero que seja apenas um bom ano como foi e que seja princípio para muitos e melhores anos. A ambição destaca o ser humano dos ratos de porão e a esperança é muito mais que um desejo. Que assim seja!

Para este novo ano lanço o repto lançado por João Catalão, excelente orador que tive o gosto de conhecer em 2014 num evento TED, e peço para que todos criem uma lista de desejos para este ano, algo que fique escrito e possa ser consultado e averiguado quanto à sua concretização. 

Na vida é preciso criar objectivos, senão derivamos em vez de vivermos, e com objectivos bem definidos (e concretizáveis também), devemos acrescentar o ingrediente da mentalidade forte para os poder cumprir.

Criem e façam acontecer!

Há um novo ano para sermos felizes. Aproveitemos!

"Vamos lá, vem
Quando eu disser tiras o pé do chão
Vamos lá, vem
Sei que tu queres essa sensação"

Música: HMB - Feeling

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

A minha mensagem de Natal 2014

Anos e anos a querer um Natal como este, com o verdadeiro espírito de união e família e o coração cheio por quem não esqueço e por quem veio para não me fazer esquecer. Anos e anos a acreditar e com a esperança de um dia rasgar com o passado que impacienta e nos torna ao mesmo tempo mais crentes numa fé própria. 

Este é o Natal, a época em que podemos parar e rever-nos no nascimento das nossas pequenas conquistas, no reinventar dos nossos pequenos milagres e puxar para o futuro os nossos feitos maiores. 

O Natal existe mesmo e está ao alcance de todos. Sejam pacientes, acreditem no vosso amor próprio e desfrutem das pequenas coisas da vida com o coração cheio. Assim será a origem de tudo, o nascimento de uma nova alegria, o encontro com a nossa essência. 

Assim será o Natal, todos os dias das nossas vidas.

Sejamos felizes! 

Música: Azeitonas - Nos desenhos animados (nunca acaba mal)

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Histórias do Dia Anterior

Antes: O teu aniversário!
Depois: O aniversário da origem da existência!

Antes: A última nota antes de um longo período de ausência. Que seja um regresso breve!
Depois: O meu aniversário!

Antes: O diário em branco. A inquietante rolha de cortiça. "Como Gerir o Amor". O Encontro!
Hoje: Parabéns papá!

Música: Bright Eyes - First Day of My Life

terça-feira, 15 de julho de 2014

Teorias do Abstracto

Qual a causa do primeiro contacto com alguém especial?

Uns poderão atribuir o primeiro encontro à inevitabilidade do destino. Encontramos alguém porque já estava definido. Havia mil e uma possibilidades de conhecer alguém naquele contexto mas teria que ser aquela pessoa. Não havia volta a dar, precisávamos daquela pessoa por alguma razão ou sentido de vida. Apareceu no momento certo e tinha que aparecer. Nada fizémos para que aparecesse, apenas aceitá-la porque era a dádiva que precisávamos.

Outros poderão considerar que tudo passa por uma questão de sorte. Pode-se procurar e lutar por um objectivo pessoal, o objectivo de ter uma pessoa com aquelas características num determinado contexto mas que, sem sorte, nunca será encontrada. Todas as pessoas especiais que encontramos são resultado de uma combinação de factores num momento feliz, porque estávamos ali e encontrámos, porque se assim não fosse nunca teria sido possível. Uns acham-se sortudos, mas que rica gente que as une! Outros acham o seu fado mais triste que o fado das calçadas portuguesas!

Ainda há uma variante intermédia que acha que é preciso sorte para encontrar os "inevitáveis". Eles existem mas é preciso sorte para os encontrar. Se não existir, eles também não existirão. mas neste caso deixam de ser inevitáveis.

No meu caso, não acho que haja fatalismos na existência, sinto que há um semi-destino que nos permite mover com determinados dados pré-existentes mas com o livre-arbítrio para decidir. Os caminhos existem e alguns bastante tentadores, mas um caminho será diferente do outro consoante a nossa vontade. No entanto, no caso do primeiro encontro numa relação especial, há uma inevitabilidade independente da sorte. As pessoas surgem porque tinham que surgir. Precisava mesmo daquela pessoa e ela apareceu porque a vida a proporcionou. E porque estava atento. E se virmos bem, há azarados que encontram pessoas bem especiais. Portanto, esqueçam a sorte e estejam atentos, as pessoas surgem no momento certo!

Música: Coldplay - A Sky Full of Stars

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Eu Sei!

Eu sei, não andei depressa demais, mas sei que algum sorriso eu perdi. Qualquer sorriso vosso será perdido quando eu não estou. Vou pedir ao tempo que me dê mais tempo para olhar para vocês. Ontem, agora, amanhã e para sempre, não há distância para olhar para vocês.

Cantei, cantei o nosso amor, na minha cidade, e até com vaidade, cantei. Não andei pelo mundo fora para não ver a hora...de voltar para vocês.

Eu sei, eu vou estar aqui. Amo-vos!

Música: Mariza - O Tempo Não Pára

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Cavalheirismo e Homosexualidade

Há um limiar cada vez mais próximo entre o cavalheirismo e a homosexualidade na sociedade actual. Posso assegurar que é possível a amizade entre homem e mulher, um homem gostar de cozinhar, ceder passagem a uma mulher numa entrada em público, usar exfoliantes e cremes hidratantes para várias partes do corpo, ouvir a última balada do momento e ainda gostar de mulheres.

Para quem não acredita há pelo menos três explicações para a relutância. A ignorância, para mim a pior explicação, uma vez que a ignorância e a maldade são entidades cada vez mais distintas. A inveja, uma vez que nem todo o homem consegue modernizar-se. E o medo, o medo de perder o lugar que sempre obteve no uso da sua macheza conservadora e inútil.

A liberdade continua a ser a moda eterna. Sejamos modernos, sem preconceitos!

sábado, 19 de abril de 2014

Há 8 anos mais perto de todos!


Imagem: http://blog-pt.hostelbookers.com/competicao-online/ganhar-viagem-gratuita-8-aniversario-hostelbookers/

sábado, 12 de abril de 2014

Razões para o Afastamento das Pessoas!

Questionei-me há umas semanas sobre a distância existente entre as pessoas no evento TED no Porto, nomeadamente na sua faceta de Networking. Não seria preciso um evento TED para questionar-me sobre as relações mas nesta precisa situação foi alarmante a sua distãncia. Tudo porque este é um evento que apenas faz sentido com pessoas capazes de quebrar barreiras e iniciarem novas relações, sejam pessoais ou profissionais, e o que se viu foi um corredor de pessoas pregadas nas suas individualidades ou com os seus pequenos grupos, e apenas com a vontade do fim do intervalo, do contacto e dos olhares indiscretos. Eu próprio, que considero-me uma pessoa com um poder de iniciativa razoável, senti-me perturbado com a ideia de querer e não poder dentro de uma barreira invisível que impedia e inquietava.

Parei e pensei.

Haverá imensas razões para este desfecho, vocês saberão muitas mais, mas para mim há quatro boas razões para o afastamento das pessoas.

Primeiro, o medo da rejeição. O medo de receber um rotundo "Não!" O medo de receber apenas um sorriso tímido e um "Adeus, ó vai-te embora!" disfarçado por uma falsa simpatia. Ou mesmo receber umas costas voltadas na resposta em troca.

Segundo, o medo da suspeição. O medo de pressupor um interesse inexistente. A abordagem pela troca de favores sociais, profissionais, económicos ou sexuais que na realidade não existem. Isto porque o oportunismo dizimou as últimas gerações, fazendo crer que tudo pode ser uma oportunidade disfarçada e ignorando gente pura e apenas com o único prazer do estar e do ser.

Depois temos o medo do preconceito. O medo de se ser alto, baixo, gordo ou magro. Ter uma perna maior que a outra, uma borbulha na testa ou uma verruga peluda no queixo. O medo de se ser e de ter quando o principal é o saber estar. Mas este medo existe e impede muitas relações!

Por fim temos a razão do individualismo. Há mesmo gente que não tem medo da rejeição, da suspeição e do preconceito. Apenas tem medo de perder o seu ego e fecha-se apenas sobre si. Ou então tem todos os medos em si. Um caso de estudo que não me interessa!

E agora pensar como seria o mundo com menos razões e com mais emoções. Acolher e ser acolhido. Receber que nem criança carente e expressar que nem gente madura. Rir para cimentar. Ser fiável e confiar. Estar em provas cegas. E pensar que este poderia ser mais do que um texto com um final utópico. Real, bem real!

Música: Rihanna - Stay

domingo, 6 de abril de 2014

Manuel Forjaz


Descobri-o numa das gravações do programa 5 para a meia-noite. Na altura estava a lavar louça e a querer saber mais sobre o evento TEDxOporto que iria assistir uns dias mais tarde. De repente ouço um senhor falar de algo que ainda hoje é impronunciável para muita gente, incluindo eu, e que muitas chamam "doença da modernidade". Tive que parar tudo o que estava a fazer e ficar perplexo diante da televisão enquanto assistia a um senhor falar com uma coragem inimaginável dessa problemática na primeira pessoa. Foi a primeira pessoa que tinha ouvido falar assim. Ainda hoje acho irreal!

Uns dias mais tarde, tive o gosto de o conhecer pessoalmente no TEDxOporto. E não me esquecerei da sua intervenção, da melhor intervenção, porque a melhor intervenção será sempre aquela que mais se identifica comigo. Foram poucas as palavras mas cheias de relevo e pertinência. Inquietado com a fraca ligação entre as pessoas, nomeadamente nos intervalos do evento, este senhor pede para as pessoas se levantarem, olharem para as pessoas ao seu lado e abraçarem-se, dizendo ao ouvido "Gosto muito de ti!". Claro que este é um momento simbólico, dado que são gestos a mais para pessoas que muito provavelmente nunca se tinham cruzado, mas é o padrão necessário para quebrar rotinas e rasgarmos zonas de conforto. E muito provavelmente percebermos que as zonas de conforto são uma verdadeira treta! No final desse dia, e inesperadamente, ainda recebi um exemplar do seu livro que tem como título "Nunca te Distraias da Vida".

Desde esse dia comecei a consumir tudo sobre este senhor. Vi os seus programas na TVI 24 e vi a sua entrevista no programa Alta Definição há cerca de uma semana. Entre muitas outras coisas retive um desejo seu. O seu objectivo actual era atingir o dia 31 de Dezembro de 2015. Depois logo se veria, conforme ele dizia.

Este senhor chama-se Manuel Forjaz e hoje fui assaltado com o seu falecimento. Perdeu-se o corpo mas ficou a alma. A alma está bem viva naqueles que o sentiram. O legado será grande mas essa será a sua presença viva. E assim será!

"Poderei morrer da doença, mas a doença não me matará"
Manuel Forjaz

Imagem: http://apipocamaisdoce.sapo.pt/2014/01/28-minutos-e-7-segundos-de-vida.html
Música: Journey - Don't Stop Believing


sábado, 5 de abril de 2014

Razão Vs. Naturalidade

Acordo de manhã com uma chamada de um Call-Center. "Bom dia, o meu nome é X e venho falar em nome da Empresa Y, no intuito de Z e queria perguntar-lhe se é um momento oportuno para me ouvir." Isto tudo num ritmo tão alucinante como mecanizado. Questiono-me se me estão a ligar ou se é brincadeira de Voice-Mail.

Cansado de ofertas manhosas em vozes de máquina de escrever, vou almoçar a um restaurante. Peço o que pretendo comer e eis que surge a pergunta da praxe: "E para beber?" Respondo: água. E quase ainda antes de ter respondido já me estão a perguntar: "Fresca, natural, com ou sem gás?". A meio da refeição sou interrompido mil e uma vezes para me perguntarem se está tudo bem. O problema não é o interesse, é a forma. A questão é feita de forma tão excessivamente respeitosa que me faz sentir o último terrorista à face da Terra.

Saio à noite. O espectáculo já tinha começado. Peço desculpa ao entrar porque sinto-me a interromper a uma sessão de missa em vez de uma noite de loucura musical. Tudo sentado nas suas cadeiras, num silêncio inquietante interrompido pela música que parece não acordar. Só faltavam as mãos ao alto e alguém no palco proferir um "Oremos, irmãos!". Alguém levanta-se da cadeira e começa a dançar. "Mas o que é isto?", pensam os outros. Mais tarde, alguém se levanta e acompanha a dança. A certa altura, outro, outro e mais outro deixam as suas cadeiras e desfilam boa disposição. Acaba-se a noite como se de um concerto dos One Direction se tratasse.

E este é o exemplo de que é possível acabar com a racionalidade dos operadores de Call-Center, de soltar os empregados de mesa, de libertar o corpo e a mente ao som da música e de naturalizar muitas outras actividades que vivem sob o excesso de padrões rígidos e formatados que apenas cansam e oprimem.

Libertem-se, sejam felizes!

Música: Klingande - Jubel