quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Agir para Reflectir, Reflectir para Agir: "O Mito da Sexta-Feira"

"As segundas-feiras são os dias mais odiados pelos portugueses. Odeio segundas-feiras. Eh pá, é segunda, não me apetece fazer nada. Bolas, ainda é segunda-feira. (...) É um dia mau, injusto, em que somos forçados pelo calendário a fazer o que não queremos: deixar de estar em modo de fim-de-semana.

"(...)E chega a terça, que é um dia medíocre, de transição. É uma espécie de quinta, mas para pior. (...)Quando há Liga dos Campeões na televisão, é ligeiramente melhor, mas só para quem gosta de futebol. (...) As terças só nos merecem consideração quando calham a um dia de feriado. Porque aí podemos fazer ponte e uma ponte para um português é como uma derrota do Benfica para Pinto da Costa.

"Nas quartas já começamos a dizer que ainda bem que a semana vai a meio. Ou ao contrário: que a semana ainda só vai a meio. A quarta tem uma vantagem, porém. Já esquecemos que anteontem foi segunda. Para um português, esquecer que houve uma segunda-feira é uma felicidade comparável à de encontrar a última espreguiçadeira da piscina no hotel espanhol. (...) as quartas que são feriado podem ser boas ou más. Boas, se há muitas férias e folgas atrasadas para gozar (que inclui 76 por cento dos portugueses). Más, se não for o caso.

"A quinta-feira é um dia estranho. Porque é um dia em que se fala pouco dos dias. (...) Para não dar azar. (...) Não estamos propriamente felixes por ser quinta, mas apreensivos porque amanhã pode não ser sexta. (...) Como as terças, as quintas são excelentes quando calham a um feriado. São mesmo muito boas e melhores do que as terças porque só se retoma o trabalho vários dias depois.

"E chegamos à sexta. A sexta é uma espécie de vespera de Natal semanal. É a felicidade dessa véspera. É o sexo garantido com a loira de sonho. É sermos nós a marcar o golo que vai dar o título. É como saber que vamos ter a melhor nota no teste que o professor se apresta para entregar. É saber que, aconteça o que acontecer, venha quem vier, ninguém - nem Deus, nem Obama, nem o vizinho de baixo - pode tirar-nos o prazer permanente, constante, intenso e perfumado de ser sexta-feira. (...) É melhor que o sábado porque a seguir ao sábado vem o domingo e depois dele a terrível segunda."

In Cemitério dos Prazeres, de Pedro Boucherie Mendes

Esta é a melhor descrição semanal da maioria dos portugueses. E infelizmente refiro a maioria porque está na sua génese o fado e enfado de cada dia, o suplício de um dia de trabalho, a aversão ao som do despertador matinal, a caminhada inglória para o serviço, o trabalho tão desgastante como desadequado, e o regresso agridoce para casa, porque afinal de contas amanhã é novo dia de trabalho.

Mas para grandes males, grandes remédios. Fazer o que ainda não foi feito. Agir por gosto. Aceitar desafios. Inovar. Mudar. Quebrar rotinas. Sair da zona de conforto. Enfrentar o risco, mesmo que o risco seja apenas só uma forma de contrariar o medo. E abolirmos a sexta-feira, porque todos os dias são dias de desafios pessoais e profissionais prazerosos.

P.S.: Todos temos o direito de errar. Mas os erros são nossos porque assumimos as nossas opções. Infelizmente também temos que aceitar as opções dos outros que continuam a empurrrar-nos para opções que não são nossas. Errados! Esquecem-se que as necessidades individuais são muitas vezes diferentes das necessidades institucionais. E então aceitamos, porque felizmente existe a sexta-feira.

(Imagem: http://claudiof1.blogspot.com/2011/04/calendario-f-3-inglesa-2011.html)
(Música: Quinta do Bill - De segunda a sexta-feira)

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Palavra Puxa Palavra: "El Portugués"

Sinopse: «Paulo Futre foi o primeiro jogador português a fazer história em campeonatos internacionais. Nasceu no Montijo e começou a jogar futebol assim que começou a andar. O seu talento levou-o a entrar no Sporting ainda em criança. Saiu para o Porto com 18 anos, na primeira grande transferência polémica do futebol português. Ao serviço dos dragões, tornou-se num dos jogadores mais cobiçados do futebol mundial, depois de ter ganho a Taça dos Campeões (1987). Ultrapassando a concorrência, o Atlético de Madrid contratou Paulo Futre através do excêntrico presidente Gil y Gil. Começou aí uma relação de amor e ódio entre os dois, que marcou o futebol europeu. Futre tornou-se no maior símbolo da história do clube. Passou ainda por Benfica, Marselha, AC Milan, Regianna, West Ham ou Yokohama Flugels e foi internacional por Portugal em todas as categorias, tendo sido o jogador mais jovem de sempre a vestir a principal camisola da selecção nacional. A sua raça e o seu talento transformaram-no num dos melhores jogadores do mundo das décadas de 80 e 90, marcando uma geração de futebolistas e de adeptos que jamais esquecerá a sua forma peculiar de estar no futebol e na vida. Depois de pendurar as chuteiras, continuou ligado ao desporto do seu coração, como empresário e dirigente. Ao longo dos últimos 30 anos, muito se disse sobre a sua vida e carreira. Neste livro terá a grande oportunidade de conhecer todas as histórias contadas pelo próprio. Muitos relatos exclusivos. Na primeira pessoa. Um testemunho genuíno, excêntrico e alegre de um os maiores futebolistas de sempre. Sócios e sócias, sejam bem-vindos ao mundo de Paulo Futre.»

Paulo Futre é provavelmente a maior revelação deste ano até ao momento. Revelação por aquilo que é neste momento, porque pelas suas qualidades futebolísticas já é uma confirmação de longa data. Para muitos será a revelação no mundo do ridículo. Para mim é uma agradável surpresa, mesmo confessando que por vezes ainda passo no Youtube para visualizar os vídeos que o celebrizaram nas eleições do Sporting. E com mais certezas fiquei da minha admiração por ele depois de ler vários relatos da sua vida na escrita de Luís Aguilar, revelando ser um homem corajoso, humilde, intenso e um verdadeiro campeão.

A vida levou-o do zero à fortuna com imensas aventuras e desventuras, denotando uma força de vontade impressionante nas situações-limite, e um controlo remoto sobre o seu percurso (mesmo nos momentos mais difíceis) tão possível como surpreendente que o tornam numa figura incontornável do mundo do incrível!

Até podem achar que é um livro de bolso sem relevância, mas por vezes são nos livros de menor valor que encontramos as mensagens que mais nos suscitam interesse. Este foi um deles! Com Futre reforçamos que o céu é o limite e que as fronteiras são uma mera barreira invisível de menor importância. Tudo é possível porque como já dizia Fernando Pessoa:

"Deus quer, o Homem sonha e a obra nasce."



(Imagem: http://portalivros.wordpress.com/2011/05/16/%C2%ABpaulo-futre-el-portugues%C2%BB-ja-a-venda/)
(Música: Norah Jones - Come Away With Me)

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Sinais de Férias: Lanzarote

O tempo não está muito diferente do que deixei em Portugal. Nebulosidade matinal, vento (muito vento!) e o sol a abrir lá para o final da tarde. As noites são mais do mesmo. Fazem-me lembrar as noites de Novembro.

O espaço é agradável dentro do Hotel. Um edifício com vestígios de antiguidade mas mesmo assim imponente e talvez o mais bonito em que já estive. A piscina com vista para o mar e bebidas à discrição fruto da pulseirinha da liberdade levam-me para o conforto e bem-estar desejado. A literatura também não tem faltado e comida é coisa que há em quantidade e qualidade.

Fora do Hotel, chamar praias a pequenos espaço de areia e rochas à beira-mar é algo forçado. Pelo que vi, Portugal bate mais uma vez a Espanha no campeonato das praias. E a água do mar apesar de mais agradável, lembra-me sempre que a Figueira da Foz num dia de calor (muito calor, vá lá...) pode chegar a este nível...

Duas coisas voltam a incomodar o meu sentido patriótico. Não percebo como será possível receber turistas portugueses sem o mínimo de esforço para falar na nossa língua. Em Portugal somos poliglotas e adaptáveis a qualquer turista (se calhar até para um turista chinês fazemos um esforço!), mas em Espanha apenas ouvimos duas línguas. São o espanhol e o inglês, convencendo-se que o espanhol é a língua oficial da Península Ibérica e que os portugueses facilmente perceberão uma língua enrolada e muitas vezes reproduzida a uma velocidade assustadora. Por estas e por outras continuo normalmente a falar o meu português em Espanha e se calhar os agentes turísticos portugueses assim deveriam receber os espanhóis no nosso país.
Depois, temos de novo as publicações periódicas que faltam para os turistas portugueses mas abundam para os outros países. Até quando continuaremos a fazer figura de palermas no turismo português?

Contudo, sinto que este ano há menos portugueses nas minhas férias internacionais. Será mais um sinal da crise ou Lanzarote e Portugal só tinham relação através de Saramago?

Sejam felizes, divirtam-se!


(Música: Don Omar - Danza Kuduro)

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Agir para Reflectir, Reflectir para Agir: a crítica social!

"Em cada dez pessoas que falam de nós, nove pronuncia-se desfavoravelmente e, não raro, a única pessoa que diz bem expressa-se mal."

Conde de Rivavol, in "Amanhã À Mesma Hora", de Leonor Sousa

Por cada dedo que apontamos a alguém, três deles viram-se contra nós. Sou uma minoria que busca a assertividade. Que assim seja!

(Imagem: http://vta2011.blogspot.com/2011_06_01_archive.html)
(Música: Anaquim - Lusíadas)

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Amizade!

Hoje comemora-se o Dia Internacional da Amizade. Para mim tem tanto valor como o Dia dos Namorados, porque é apenas mais um dia em que deveremos desenvolver sentimentos naturais. Amor e amizade são a essência do ser humano e a ponte mais próxima para a felicidade. Se por ventura não for assim, estaremos longe da evolução natural. Longe são os abraços que acabei de ver na televisão. Parece que há uma iniciativa para "Abraços Grátis" e os abraços que acabei de ver são tudo menos abraços. Diria que são encostos forçados! Não me admira, as pessoas cada vez usam menos o contacto físico, deixaram a fase dos beijos para o cumprimento de mão e aproxima-se seriamente a fase dos intocáveis...

Mas por falar em amizade, estive bastante atento à primeira entrevista de Sónia Brazão após o acidente por queimaduras. Realço a sensibilidade com que recordou os enfermeiros! São estas provas de reconhecimento que me enchem de orgulho e mostram que os enfermeiros são fundamentais para a força de vontade necessária e sentida nas palavras da Sónia. Só assim serão possíveis pequenos milagres. Depois de inúmeros atributos associados aos enfermeiros, permitam-me que também se designem por "amigos no infortúnio"!

Um bem-haja aos sentimentos puros!

(Imagem: http://ouvindomeueu.blogspot.com/2011/07/e-os-fantasmas-voltam-aparecer.html)
(Música: Coldplay - See You Soon)

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Sinais de Férias II

Uma vez aprendi que devemos ser bons sem ser palermas. Então se um mais um são dois, porque razão temos o quiosque português repleto de jornais internacionais e basta-nos passar a fronteira para não termos um nacional? Até o jornal da santa terrinha da Sra. Merkel deve estar nas bancas!

Por falar na Alemanha, reparei na nacionalidade dos clientes do restaurante do clube de férias, e a maioria vem do país da Baviera. Presumo que os portugueses começam a evidenciar sinais da crise e deixam de se ouvir cada vez menos no turismo algarvio e os alemães avançam sobre nós, ainda assim com um Plano Poupança Turismo, considerando o plano mundial de férias.

Ainda assim, vale a pena desfrutar das maravilhas portuguesas. Não há dinheiro que pague o prazer de ver a marginal de Armação de Pêra cheia de turistas, num ambiente tranquilo e com vista privilegiada para o mar, e bem frequentada por artistas honestos e trabalhadores com a sua respectiva função: música ao vivo, homens-estátua, animadores sociais, caricaturistas, entre outros. Tudo pessoas que aproveitam o bem-estar de cada turista para mostrarem os seus dotes e receberem, honestamente, as mais-valias do seu trabalho. O sorriso é mais uma das suas recompensas!

Até breve...


(Música: Christina Perri - Jar of Hearts)

terça-feira, 12 de julho de 2011

Sinais de Férias

Os pés são a zona menos atraente do corpo humano, especialmente dos homens. Em contrapartida, as mãos encantam-me!

O que não tem nada a ver uma coisa com a outra é a passagem pelas Finanças em tempo de férias. Estive simplesmente uma hora para ser atendido. Nunca imaginei que fosse tão feliz nas Finanças, mas ser atendido após uma hora de tédio tem destas coisas...


Estou a gostar de ler o meu actual livro "Amanhã À Mesma Hora - Diário de uma Stripper", de Leonor Sousa. Livro fácil de ler que recorda-me as "Confissões de um Adolescente", mas desta vez sobre o mundo da noite. Uma boa sugestão para férias!


É impressão minha ou já não há noites de Verão? Os dias quentes ou frios redundam sempre em noites frias, mesmo no Algarve, lembrando-me que o Homem tem transformado o mundo para pior. Saudades dos passeios em noites amenas de Verão...


Até breve!


(Música: Yoav - Beautiful Lie)

domingo, 10 de julho de 2011

Ansiedade da Primeira Vez!

Primeiro foi o portátil que nunca tinha tido e que me permite escrever actualmente. Depois foram os Coldplay, numa noite de intensa magia e celebração de pura arte e espectáculo. De seguida, o meu novo cartão, desta vez o cartão de sócio do meu grande amor sportinguista. E neste momento, a novidade em muitos anos de Algarve, a minha estadia em Armação de Pêra.

Esta é a semana das primeiras vezes!

E Viva La Vida...

Ohhh, Ohhh, Ohhhhhhhh...


(Música: Coldplay - Viva La Vida)

domingo, 26 de junho de 2011

Sinais!

Por vezes penso naquilo que fui e apercebo-me daquilo que sou. A natureza humana é deveras interessante ao ponto de atingirmos metas previsivelmente inatingíveis e que apenas revelam o enorme potencial de cada um.

Hoje consigo escrever o que sinto, saí da penumbra e encontro o meu espaço público, vejo sangue como quem vê água, sou um multifacetado profissional e consigo desmistificar figuras públicas por figuras pessoais.

Pelo meio há momentos de encontros e desencontros, situações que me absorvem e outras que me deixam definitivamente deliciado.

Procuro-me e estou a reencontrar-me.

A vida é mais simples quando usamos o poder da mente a nosso favor!


(Música: Lúcia Moniz - Houver de Ti)

sábado, 7 de maio de 2011

PEC Aveiro 2011 - Restaurante "Buraco"

O local está escolhido e será no Restaurante "Buraco" em Aveiro, próximo à famosa Praça do Peixe e bem perto da Capela de São Gonçalinho.

A morada é a seguinte:

Rua dos Marnotos, 31-33
Localidade: Vera Cruz, Aveiro
Código Postal: 3800-220
T: 964052528

Com a ajuda inestimável da minha amiga Celisol, e também assistente logística deste evento, estamos em condições de colocar à disposição a seguinte informação à vossa consideração:

"Dos quatro pratos a seguir indicados podemos escolher dois:

Bacalhau com natas;
Arroz de pato;
Carne de Porco à Alentejana;
Grelhada mista

O preço é 11 € por pessoa e inclui:
-entradas: pão, manteiga, azeitonas e queijo
-prato
-1 garrafa de vinho para cada duas pessoas, ou em alternativa sangria ou sumos
- sobremesa
-café."

As inscrições para o jantar estão abertas até dia 11 de Maio e devem ser feitas para o e-mail goncalofoc@gmail.com, com as seguintes informações: nome, respectivo contacto telefónico, número de acompanhantes e menu seleccionado.

Contra a crise, atrevam-se a sair do "Buraco"...

domingo, 1 de maio de 2011

PEC: Programa Extra-Crise – Aveiro 2011

Os tempos mudaram e o conceito do Encontro Nacional de Bloguistas também. O conceito de encontros para bloguistas era extremamente redutor e fechado em si mesmo, mesmo tendo a possibilidade de acompanhamento por amigos para além da blogosfera.

Mas o país mudou e procura um novo rumo com ideias comuns e com a ajuda de todos, portanto o grupo desta vez só pode ser aberto e repleto de toda a qualidade que estiver disponível para fazer parte de uma noite memorável de conversa e partilha.

Sendo assim, o PEC (Programa Extra-Crise) será composto por um jantar na magnífica cidade de Aveiro, no dia 14 de Maio, cerca das 20 horas e em local ainda a designar. Será integrado pelo melhor grupo português da actualidade, a Troika Lusitana, ou também conhecido pelo “grupo mais notável de partilha e boa disposição portuguesa”.

O objectivo será confirmar a inversão da crise económica pelo incremento de princípios e valores por pessoas brilhantes na sua área de actuação de vida. Numa altura em que a crise aumenta os níveis de competitividade e diminui os sorrisos, este será um apelo à união e ao amor como solução para vencer os desafios diários.

A estratégia está definida e iremos jogar na antecipação, marcando lugar cativo para mais um encontro de selecção nacional e convocando elementos sob o signo da qualidade.

Divulguem, apareçam e preparem-se, porque vai vir charters de todo o país…

segunda-feira, 25 de abril de 2011

25 de Abril: Renovação das Rosas!

Há cerca de um mês atrás, o Sporting estava a terminar o seu acto eleitoral para os novos corpos dirigentes. O país vai a votos pouco tempo antes de ir a banhos, se é que já não anda de tanga há anos e neste momento com o sol a ajudar…

No país, como no Sporting, há um sistema viciado que precisa de ser destituído. O sistema da continuidade, o sistema do desastre financeiro, o sistema dos “jobs for the boys”, o sistema da falência…para quando o sistema da liberdade? Liberdade diferente do fim da ditadura salazarista, mas uma liberdade responsável e integradora de todos os elementos num bem comum. Esta liberdade exige muito mais do que ajudas financeiras e esforços orçamentais, exige acima de tudo uma mudança no sistema de valores e princípios individuais, porque a maior crise está na identidade de cada um, e enquanto não percebermos a diferença entre um euro e uma virtude, continuamos anestesiados no problema e na cura.

Fala-se muito da “Geração à Rasca”, mas para mim esta poderá ser a “Geração Desenrascada”, a geração mais preparada para a mudança do tom nacionalista actual. Para tal, exige-se uma união de esforços por um bem comum, juntando os “pequenos grandes notáveis” deste país que continuam obrigados a exportar os seus serviços e, assim, encontrariam um novo rumo revestido de outros valores, numa mistura saudável com os grandes notáveis já existentes.

No país, como no Sporting, exige-se também a aposta no risco, porque os “Velhos do Restelo” são figuras sempre actuais e incomodadas com a mudança jovem, arriscando e, permitam-me que o diga, anulando o seu voto em figuras da continuidade derrotista, falida e vazia…

Está na hora de cada um pensar na mais-valia que tem para oferecer ao país, e potenciá-la ao máximo, dignificando o seu esforço e o esforço conjunto dos seus pares, aumentando a produtividade por um futuro próspero e livre para si e para os seus.

Eu esperei…e acredito! Viva o Sporting e Viva Portugal!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Agir para Reflectir, Reflectir para Agir: Miguel Portas e os Enfermeiros



“Nunca tinha percebido o papel dos enfermeiros e das enfermeiras! Aquilo verdadeiramente é o coração do Hospital… Uma pessoa tem a ideia que há os doentes e há os médicos, mas há os enfermeiros! Os enfermeiros é que tratam da dor das pessoas, e é impressionante…”

Infelizmente, apenas há reconhecimento da classe de enfermagem apenas pelos doentes e, mesmo assim, nem todos. Mas quando há doentes que revelam os sentimentos óbvios e tais quais aos do Miguel Portas, é das maiores gratificações que podemos receber! Mais uma vez, sou um orgulhoso enfermeiro! E vocês, têm mais gratificações semelhantes?

terça-feira, 19 de abril de 2011

O Sabor da Palavra: 5 anos!

Não gostava de ler, nem escrever. Tive explicações a Língua Portuguesa no 12º ano. Nessa altura, aprendi a gostar de Fernando Pessoa, percebi Bocage e amei “Os Maias” de Eça de Queirós. Enveredei por Enfermagem e fui solicitado várias vezes para reflectir sobre as minhas experiências de ensaio clínico. Sempre achei que isto era óptimo para os “filósofos do nada” mas para mim seria mais um sacrifício. Um dia percebi que estes textos eram libertadores e ricos de conteúdo! Escrevi, chorei por palavras e partilhei amor!

Mais tarde, no dia 19 de Abril de 2006, quis mais! Já não precisava de obrigações curriculares para escrever e criei este blogue. Desde então surgiram vários blogues, de todos os tipos e feitios, dos diarescos aos poéticos, do cinema à gastronomia, da imagem à política, da profissão ao amor, e a todos eles devo uma dívida de gratidão por possibilitarem o meu crescimento pessoal. Somos tão ricos que nos reunimos em diversos pontos do país e mostrámos que o espírito único da blogosfera é uma realidade! Na blogosfera também conheci imensas pessoas, muitas a nível pessoal e pelas quais nutro grande amizade actualmente.

5 anos volvidos, orgulho-me imenso de pertencer a uma classe de comunicadores da nova geração, que veio para ficar independentemente de modas extemporâneas, e para mim chamada de “Old School da Blogosfera”. Para o futuro, desejo amadurecimento, sucesso e maior visibilidade, segundo esta ordem.

Saudações bloguistas e uma vénia para todos!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Brisa da Música: "Eu Esperei"




Simplesmente fantástico!

O concerto foi em Coimbra, estive a um pequeno passo de conseguir o bilhetinho mágico, não foi possível e hoje percebo o que perdi. Numa altura em que o país precisa de uma geração (desen)rasca(da), sucedem-se temas de imensa força e vitalidade, e o caminho a seguir é a intervenção.

Sintam, simplesmente! :)

sábado, 2 de abril de 2011

Mentirinha de 1 de Abril!

Não há despedida da Enfermagem e não há negócio por conta própria. A verdade é que quero continuar a estar mais disponível para vocês e deixar-vos a reflectir:

"Enfermeiro é proposto como mimoso, tem uma memória de elefante, a paciência de um anjo, os olhos de todos os lados da cabeça, um filtro nasal, ouvidos biónicos com controlo de intensidade, oito braços como um polvo, uma bexiga de cinco litros e um sistema imunitário revolucionário."

(Autor desconhecido)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Decisão ponderada!

Amigos, peço desde já o meu pedido de desculpas por ter andado ausente das redes sociais e blogosfera. Mas tive um período sabático de reflexão e vou deixar infelizmente a Enfermagem e dedicar-me a um emprego por conta própria. Nos próximos dias falo-vos mais sobre a área da minha microempresa mas será do interesse de todos vós! E assim também voltarei a estar mais disponível mentalmente para escrever como escrevia nos bons velhos tempos deste blogue. Até breve!

terça-feira, 15 de março de 2011

Acrescenta-me um Ponto: resultado final!

"Ao fundo ouvia-se o barulho dos pescadores na lota de Aveiro. Mais perto a maresia de Agosto percorria o nosso rosto e o teu sorriso revelava o reflexo da luz solar sobre o mar. A areia fina e molhada envolvia os nossos pés e, de frente um para o outro, estendias-me a mão salgada e preparavas-te para a mais doce revelação..."

"Pensava, enquanto o Sol se punha diante dos nossos olhos... Quão bela é a profundidade de um sonho?! Tiveste medo. Não te revelaste. Mais uma vez, o tempo esvaía-se nas pegadas que se apagam. Tal sangue, tal sofrimento. Larguei-te a mão e prometi a mim mesma que nunca mais ficaria à espera. Chamaste por mim...."

"É sempre complicado quando a vida já é muita e as histórias pesam em vez de preencher... Mas o teu olhar preenchia-me como os fados cantados em noites sobrenaturais e eternas, e a tua boca queria falar, queria dizer, queria murmurar... Diz, pedi eu, diz... "

"Olhas-me nos olhos e acaricias-me as covinhas. Invade-me uma sensação de calor. Pousas os teus lábios nos meus sem dizer nada. A doçura faz-me esquecer, por um instante, as resoluções. O meu coração dispara, desata aos pulos em silêncio. Levas a mão ao bolso e retiras uma pequena caixa.

- Não posso aceitar um presente teu - digo-te baixinho. - Lamento muito. Não tornes as coisas ainda mais complicadas. "

"Ele segura-lhe na mão e eleva-a para junto da sua de modo a tocar na caixinha que ele trouxe para lhe oferecer. Nisto ela fica apreensiva, olhando para a sua mão e retomando o olhar para ele uma vez mais, mas desta com uma expressão de dúvida e angústia. Ele já conhecia bem esta expressão e retomava-lhe um olhar de confiança e de uma ternura irresistível, à qual ela não poderia recusar... "

"No entanto olhando bem fundo dos seus olhos ela recusou ao mesmo tempo que delicadamente pousava um beijo na sua face. Saiu dali a correr, as lágrimas correndo livremente pelo seu rosto. E ele ali ficou sentado, segurando a caixinha nas mãos. Olhou o mar mais apelativo do que nunca e pensou "E porque não?" ao mesmo tempo que se levantava em direcção às ondas que o convidavam a entrar."

"A fuga é sempre mais fácil. O sonho por realizar. O "se" que nos marca e tanto nos impede, como nos impele a agir. E se desta vez abrisse a caixa de Pandora? E se lá dentro estiver a felicidade? A luz momentânea do Sol ou o correr entre a areia e a vagas do mar?

Abdico das lágrimas. Respiro fundo... "
"Abraço o mar com a força de quem ama profundamente e finto-lhe as ondas na tentativa de encontrar uma resposta ao que me queima por dentro. A tal pergunta que dói e que sei ser mais dirigida a mim mesmo do que a ela. E Agora? pensei. Saí da água com o sal a queimar-me o corpo e abanei a cabeça como para afugentar pensamentos desagradáveis. Atrás escuto uma voz doce e rouca... "

"Ainda tentando recuperar das tormentas, que por longos minutos me povoaram a mente debaixo da água cristalina, viro-me lentamente para responder ao chamado da voz doce e rouca nas minhas costas. O sol ofusca-me, mas lá estavas tu de rosto iluminado. Afinal, as tuas lágrimas perderam-se no caminho das dúvidas e abriram um sorriso sem hesitação, na tentativa de resgate de uma última oportunidade:

- Diz!… - e mais uma vez proferiste a palavra num murmúrio, quase suplicante."
“Sorri! Aproximei-me junto do teu medo e poisei a caixa na palma da tua mão. O bater do teu peito, roubava-me o respirar que esperava por algo mais que o ar. Preso nas palavras e num tom trémulo de esperança, disse: - Ainda não vi! Queria ver contigo.

Indecisa entre a vontade de um sim, assombrado pela recente perda, e a vontade de um não, apavorado pela impotência de ser possível, revelaste um “abre” embebido em lágrimas.
O vento, que soprava entre as ondas dos teus cabelos, sussurrava-me os infindáveis cenários.
- Positivo! – Exclamei ao ver o resultado.”

"Senti o que deve sentir alguém quando vê uma coisa assim: o céu caiu-me em cima da cabeça e o coração palpitou junto à boca. Os meus olhos olharam para os teus, à procura de uma reacção - uma que fosse- que me desse uma pista sobre o que sentes também. Vi um mundo novo no teu olhar, uma esperança, um alento. E depois olhei em redor e a praia inteira devolveu a minha inquietação. Lá longe ouviam-se os barulhos na lota e os motores dos barcos a passar. O farol observava-nos, altivo e sobranceiro, como sempre..."

“Fechei os olhos. Senti de novo os medos a enrolarem-me a alma, a fragilidade de algo tão desejado colou-se na pele, as pernas fraquejaram.
E agora? Pensei. E agora? Sinto-me tão pequena e tão cheia deste receio, desta incerteza que me consome, deste medo de um futuro tão desejado quanto temido por tudo o que já havíamos passado.
Abri os olhos e fixei-te. O teu olhar abraçou-me e a tua mão procurou a minha suavemente.
Olha para o mar - diz-me em tom suave e rouco -, lembra-te que o barquinho da Esperança consegue navegar mesmo em águas tumultuosas… desta vez vamos conseguir.”

“Entre o aconchego do abraço e o conforto do corpo junto ao dela, lágrimas rolavam-lhe pela face. A revelação na caixa. A felicidade tantas vezes adiada, estava agora nas suas mãos. Sentiu um nó na garganta. “Não posso voltar atrás”, pensou, “lutei e sofri muito para o conseguir. Há muita gente envolvida. Muita confiança depositada em mim”. Sentiu-se sufocar pela angústia, o coração apertado. Sentiu náuseas. Olhou-o nos olhos e diz-lhe com a voz embargada “Aceitei o lugar na AMI, parto na próxima semana para o Sri Lanka…”

" Parto... e parto sozinha. Afinal a Tua companhia era imaginação minha. Nunca entendeste a verdadeira razão e muito menos a cor do mar onde mergulhavas confiante... o (a)mar não é teu. Nunca foi. Precisamente por isso, não soubeste que o (a)mar te retribuía a vida que querias ter. Tudo te pareceu sempre certo, afinal o mar só tem marés cheias e vazas, não te lembrou que entre umas marés e outras Ele sempre existiu... Lamento vou (a)mar quem precisa. Vou ser amada. Tenho o coração cheio de espuma... espuma essa que nunca viste... e era Tua..."

"Parto... mas nunca sozinha... Parto sempre com a imaginação daquele momento junto ao farol.... Parto sempre com a imaginação da tua recusa em quereres aceitar aquela verdade diferente daquilo que sempre imaginaste para ti... dizem que nunca se pode perder o que nunca foi nosso... sim... dizem mas... eu sei o que foi meu e sei... e sinto que foste meu sim.... os olhos nunca mentem mesmo quando os lábios falam algo oposto... Parto sozinha sim mas... acompanhada com a sensação de já foste meu uma vez... e quem o foi uma vez... poderá sempre ser mais vezes.... também dizem ... "

"Os dias sucedem-se, rápidos e terríveis, não a deixam pensar no que poderia ser e não é, no que poderia ter sido e não foi. Nos "Se"s da vida.
Prepara a mala, a viagem, as despedidas. Sempre na ausência dele.
Não interessa, pensa. O nosso caminho deixou de ser o mesmo e eu preciso de avançar.
Já no aeroporto, embrenha-se num livro para não pensar em mais nada a não ser na AMI, no desafio.
Uma voz grave, masculina, conhecida de um Passado longínquo, soa-lhe aos ouvidos:
- És tu!!! És mesmo tu!!!"
"Jorge, ressoa o teu nome dentro de mim. E as memórias em catadupa, lançando-se no coração como se o tempo não te tivesse alguma vez tocado. O teu sorriso franco e aberto, a alegria genuína de me ver que sempre foi porta aberta em ti. Os mesmos olhos verdes que me perturbavam os sonhos e me procuravam, ávidos, a boca que de forma vã te tentava esconder. Os braços abertos esperando o meu corpo, para o abraço redentor.
E, dentro de mim, uma súbita e inexplicável vontade de mergulhar neles."
"Conteve-se. Levantou-se devagar e olhou-o de frente, sem conseguir refrear um sorriso: "Há tanto tempo.... "Demasiado", respondeu ele. Timidamente, como se os pés a traíssem, deu dois passos e viu-se envolvida num abraço quente tão acolhedor como o seu velho cobertor de menina. Uma lágrima solitária brilhou sob as pálpebras, mas logo um manancial delas jorrou incontidamente quando a voz profunda se fez ouvir entre os seus cabelos: "Tive tantas saudades tuas!"

"Mas eram lágrimas de quê? Sim: de quê exactamente? De súbito, numa imensa e desconhecida tranquilidade, deu-se conta que chorara já demasiado, que não queria uma história tão salgada, mais salgada que o próprio mar. E o mar - o mar levava-a de volta àquele tempo de que queria fugir, para tão longe quanto o Sri Lanka, tão longe quanto pode ir um coração que quer parar de carpir. E assim, lentamente, soltou-se do abraço que a prendia a um chão onde não tinha pé. E disse-lhe:""

“Saudades?... Saíste de casa numa noite de Outono e nunca mais voltaste. Que saudades podes tu ter sentido? Cigarros…Saíste para comprar a merda de um maço de cigarros e nunca mais voltaste. Podias ter sido original, pelo menos nisso…”
Talvez tivesse sido daquela catadupa de frases disparadas de rajada, talvez tivesse sido da cara de pasmo dele, com um ar assustado perante aquela mulher forte e resolvida que se mostrava tão diferente do que a memória de ambos recordava, o facto é que, naquela clarividência súbita, percebeu que já não tinha porque fugir. A AMI podia esperar, mas ela não. Não ia fugir mais, nem adiar, nem esperar. Soube que estava livre. Livre e certa daquilo que devia fazer. Saiu do aeroporto sem sequer levar as malas. No táxi, pagou ao homem com uma nota de vinte e não esperou pelo troco. Saiu do carro a correr, atravessou a Avenida sem olhar para o sinal vermelho. Os carros pararam, gritos, palavrões… mas ela não quis saber. Abriu a porta com estardalhaço e gritou:
“Isto é um assalto. Venho roubar o teu coração…”




Lista de Participantes:
1 - Gonçalo Cardoso (O Sabor da Palavra)

2 - Eli (E o amor acontece?) Dantes "Isso Agora... :)" ou "Eu Sou Nómada"!...

3 - Ana (Construir... Sorrindo)

4 - Myosotis (Myosotis)

5 - Fatinha (Para lá das lentes)

6 - Poetic Girl (Just Me)

7 - izzie (Unleash your thoughts...) [Peço desculpa pela demora. Rosnem à chefe...]

8 - Susana (Ondas e Devaneios)

9 –Sus (Suspiros da Alma)

10 – Jorge (Santo&Pecador)

11 – Star (Pocket full of stars)

12 – Blueangel (Blueangel)

13 – chrysaliis (Chrysaliis)

14 – Apenas Eu (Algodão Doce)

15 – Pequenas Decisões (Eu Mesma)

16 – Fada (Uma Fada na Selva)

17 – Mag (Laranja no Preto)

18 – XR (Post-It's Soltos / Arco-Íris)

19 – Princesa (Des)encantada (Destilado)

20 – Apple (À Conversa)

Agradeço a todos os participantes pela disponibilidade para participarem neste desafio e retiro daqui algumas conclusões. A blogosfera pode ser mais unida com projectos destes. Posso dizer que fiquei a conhecer novos blogues que se tornaram referência para mim a partir desta rubrica. E sente-se uma vontade enorme de escrever quando o tema predispõe ao amor. Tão forte é esta vontade que a história continua em aberto até se fechar no imaginário de cada um. Última conclusão: a gente vai continuar e o projecto também! Até breve...

(Música: Linda Martini - Sempre que o amor me quiser)

sexta-feira, 11 de março de 2011

O Verdadeiro Espelho!

O tempo é uma escola de vida!

Assumo a minha ingenuidade na adolescência, o meu carácter utópico em fases pós-adolescentes imediatas, mas os últimos anos provam que estou mais maduro e com uma atitude diferente para os que gostam de mim, e para os que não gostam ou ignoram, também. E assim vou continuar, mas com atitudes mais radicais…

Ser bom não significa ser submisso e a dureza faz parte da identidade dos melhores. Mais que não seja a dureza de opinião sobre aqueles que gozam a vida pela metade e vivem no mundo da amizade do nada!

Sou amigo. Só isto bastaria para provar a pessoa de bem que sou. Sou uma pessoa inexcedível para os meus amigos, mas os amigos do presente são menos do que os amigos do passado, sendo simpático chamar alguns de “amigos”. Ser amigo é fazer crescer o outro, é estar presente, é surpreender, é acima de tudo ser diferente e excepcional com orgulho!

Os últimos dias reforçaram outras coisas, para o bem e para o mal.
Para o mal, e para primeiro ponto, este mundo está cada vez mais carregado de individualismo, num atraso profundo de evolução gritante! Em segundo lugar, continuo a perder imenso tempo com pessoas que não merecem o que sou e declaro que imediato que existirá um radicalismo crescente de atitude.

Para o bem, tenho raríssimas mas boas pessoas como eu, pessoas que transmitem confiança e que estão comigo por vontade própria e não estão comigo por motivos excepcionais, escusando-se a escudar-se por trás de meias desculpas. Tenho os melhores amigos do mundo e a estes atribuirei a minha exclusividade!

Não fui totalmente claro, apesar de ter sido mais aberto do que desejava, mas para bom entendedor, meia palavra basta… Assumam-se!

(Música: 30 Seconds To Mars - This is War)

segunda-feira, 7 de março de 2011

Rir é o melhor Remédio!

Uma cena que se passou hoje num consultório médico novo, para mim. A médica tinha um ar sisudo como se o mundo fosse o seu maior inimigo e atrás de si estava um daqueles quadros que reflectem que o sorriso contagia e que a falta de sorriso também.

O que é certo é que esta mistura me fez sorrir, sem qualquer tipo de contágio!

Por momentos pensei estar numa das cenas dos apanhados mas a médica não se descoseu até ao fim e nem um espasmo muscular permitiu visualizar a brancura do seu esmalte…

Há pessoas muito boas para jogar à estátua. Eu sou mais sorrisos!

:)
(Música: Mumford And Sons - The Cave)