segunda-feira, 25 de abril de 2011

25 de Abril: Renovação das Rosas!

Há cerca de um mês atrás, o Sporting estava a terminar o seu acto eleitoral para os novos corpos dirigentes. O país vai a votos pouco tempo antes de ir a banhos, se é que já não anda de tanga há anos e neste momento com o sol a ajudar…

No país, como no Sporting, há um sistema viciado que precisa de ser destituído. O sistema da continuidade, o sistema do desastre financeiro, o sistema dos “jobs for the boys”, o sistema da falência…para quando o sistema da liberdade? Liberdade diferente do fim da ditadura salazarista, mas uma liberdade responsável e integradora de todos os elementos num bem comum. Esta liberdade exige muito mais do que ajudas financeiras e esforços orçamentais, exige acima de tudo uma mudança no sistema de valores e princípios individuais, porque a maior crise está na identidade de cada um, e enquanto não percebermos a diferença entre um euro e uma virtude, continuamos anestesiados no problema e na cura.

Fala-se muito da “Geração à Rasca”, mas para mim esta poderá ser a “Geração Desenrascada”, a geração mais preparada para a mudança do tom nacionalista actual. Para tal, exige-se uma união de esforços por um bem comum, juntando os “pequenos grandes notáveis” deste país que continuam obrigados a exportar os seus serviços e, assim, encontrariam um novo rumo revestido de outros valores, numa mistura saudável com os grandes notáveis já existentes.

No país, como no Sporting, exige-se também a aposta no risco, porque os “Velhos do Restelo” são figuras sempre actuais e incomodadas com a mudança jovem, arriscando e, permitam-me que o diga, anulando o seu voto em figuras da continuidade derrotista, falida e vazia…

Está na hora de cada um pensar na mais-valia que tem para oferecer ao país, e potenciá-la ao máximo, dignificando o seu esforço e o esforço conjunto dos seus pares, aumentando a produtividade por um futuro próspero e livre para si e para os seus.

Eu esperei…e acredito! Viva o Sporting e Viva Portugal!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Agir para Reflectir, Reflectir para Agir: Miguel Portas e os Enfermeiros



“Nunca tinha percebido o papel dos enfermeiros e das enfermeiras! Aquilo verdadeiramente é o coração do Hospital… Uma pessoa tem a ideia que há os doentes e há os médicos, mas há os enfermeiros! Os enfermeiros é que tratam da dor das pessoas, e é impressionante…”

Infelizmente, apenas há reconhecimento da classe de enfermagem apenas pelos doentes e, mesmo assim, nem todos. Mas quando há doentes que revelam os sentimentos óbvios e tais quais aos do Miguel Portas, é das maiores gratificações que podemos receber! Mais uma vez, sou um orgulhoso enfermeiro! E vocês, têm mais gratificações semelhantes?

terça-feira, 19 de abril de 2011

O Sabor da Palavra: 5 anos!

Não gostava de ler, nem escrever. Tive explicações a Língua Portuguesa no 12º ano. Nessa altura, aprendi a gostar de Fernando Pessoa, percebi Bocage e amei “Os Maias” de Eça de Queirós. Enveredei por Enfermagem e fui solicitado várias vezes para reflectir sobre as minhas experiências de ensaio clínico. Sempre achei que isto era óptimo para os “filósofos do nada” mas para mim seria mais um sacrifício. Um dia percebi que estes textos eram libertadores e ricos de conteúdo! Escrevi, chorei por palavras e partilhei amor!

Mais tarde, no dia 19 de Abril de 2006, quis mais! Já não precisava de obrigações curriculares para escrever e criei este blogue. Desde então surgiram vários blogues, de todos os tipos e feitios, dos diarescos aos poéticos, do cinema à gastronomia, da imagem à política, da profissão ao amor, e a todos eles devo uma dívida de gratidão por possibilitarem o meu crescimento pessoal. Somos tão ricos que nos reunimos em diversos pontos do país e mostrámos que o espírito único da blogosfera é uma realidade! Na blogosfera também conheci imensas pessoas, muitas a nível pessoal e pelas quais nutro grande amizade actualmente.

5 anos volvidos, orgulho-me imenso de pertencer a uma classe de comunicadores da nova geração, que veio para ficar independentemente de modas extemporâneas, e para mim chamada de “Old School da Blogosfera”. Para o futuro, desejo amadurecimento, sucesso e maior visibilidade, segundo esta ordem.

Saudações bloguistas e uma vénia para todos!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Brisa da Música: "Eu Esperei"




Simplesmente fantástico!

O concerto foi em Coimbra, estive a um pequeno passo de conseguir o bilhetinho mágico, não foi possível e hoje percebo o que perdi. Numa altura em que o país precisa de uma geração (desen)rasca(da), sucedem-se temas de imensa força e vitalidade, e o caminho a seguir é a intervenção.

Sintam, simplesmente! :)

sábado, 2 de abril de 2011

Mentirinha de 1 de Abril!

Não há despedida da Enfermagem e não há negócio por conta própria. A verdade é que quero continuar a estar mais disponível para vocês e deixar-vos a reflectir:

"Enfermeiro é proposto como mimoso, tem uma memória de elefante, a paciência de um anjo, os olhos de todos os lados da cabeça, um filtro nasal, ouvidos biónicos com controlo de intensidade, oito braços como um polvo, uma bexiga de cinco litros e um sistema imunitário revolucionário."

(Autor desconhecido)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Decisão ponderada!

Amigos, peço desde já o meu pedido de desculpas por ter andado ausente das redes sociais e blogosfera. Mas tive um período sabático de reflexão e vou deixar infelizmente a Enfermagem e dedicar-me a um emprego por conta própria. Nos próximos dias falo-vos mais sobre a área da minha microempresa mas será do interesse de todos vós! E assim também voltarei a estar mais disponível mentalmente para escrever como escrevia nos bons velhos tempos deste blogue. Até breve!

terça-feira, 15 de março de 2011

Acrescenta-me um Ponto: resultado final!

"Ao fundo ouvia-se o barulho dos pescadores na lota de Aveiro. Mais perto a maresia de Agosto percorria o nosso rosto e o teu sorriso revelava o reflexo da luz solar sobre o mar. A areia fina e molhada envolvia os nossos pés e, de frente um para o outro, estendias-me a mão salgada e preparavas-te para a mais doce revelação..."

"Pensava, enquanto o Sol se punha diante dos nossos olhos... Quão bela é a profundidade de um sonho?! Tiveste medo. Não te revelaste. Mais uma vez, o tempo esvaía-se nas pegadas que se apagam. Tal sangue, tal sofrimento. Larguei-te a mão e prometi a mim mesma que nunca mais ficaria à espera. Chamaste por mim...."

"É sempre complicado quando a vida já é muita e as histórias pesam em vez de preencher... Mas o teu olhar preenchia-me como os fados cantados em noites sobrenaturais e eternas, e a tua boca queria falar, queria dizer, queria murmurar... Diz, pedi eu, diz... "

"Olhas-me nos olhos e acaricias-me as covinhas. Invade-me uma sensação de calor. Pousas os teus lábios nos meus sem dizer nada. A doçura faz-me esquecer, por um instante, as resoluções. O meu coração dispara, desata aos pulos em silêncio. Levas a mão ao bolso e retiras uma pequena caixa.

- Não posso aceitar um presente teu - digo-te baixinho. - Lamento muito. Não tornes as coisas ainda mais complicadas. "

"Ele segura-lhe na mão e eleva-a para junto da sua de modo a tocar na caixinha que ele trouxe para lhe oferecer. Nisto ela fica apreensiva, olhando para a sua mão e retomando o olhar para ele uma vez mais, mas desta com uma expressão de dúvida e angústia. Ele já conhecia bem esta expressão e retomava-lhe um olhar de confiança e de uma ternura irresistível, à qual ela não poderia recusar... "

"No entanto olhando bem fundo dos seus olhos ela recusou ao mesmo tempo que delicadamente pousava um beijo na sua face. Saiu dali a correr, as lágrimas correndo livremente pelo seu rosto. E ele ali ficou sentado, segurando a caixinha nas mãos. Olhou o mar mais apelativo do que nunca e pensou "E porque não?" ao mesmo tempo que se levantava em direcção às ondas que o convidavam a entrar."

"A fuga é sempre mais fácil. O sonho por realizar. O "se" que nos marca e tanto nos impede, como nos impele a agir. E se desta vez abrisse a caixa de Pandora? E se lá dentro estiver a felicidade? A luz momentânea do Sol ou o correr entre a areia e a vagas do mar?

Abdico das lágrimas. Respiro fundo... "
"Abraço o mar com a força de quem ama profundamente e finto-lhe as ondas na tentativa de encontrar uma resposta ao que me queima por dentro. A tal pergunta que dói e que sei ser mais dirigida a mim mesmo do que a ela. E Agora? pensei. Saí da água com o sal a queimar-me o corpo e abanei a cabeça como para afugentar pensamentos desagradáveis. Atrás escuto uma voz doce e rouca... "

"Ainda tentando recuperar das tormentas, que por longos minutos me povoaram a mente debaixo da água cristalina, viro-me lentamente para responder ao chamado da voz doce e rouca nas minhas costas. O sol ofusca-me, mas lá estavas tu de rosto iluminado. Afinal, as tuas lágrimas perderam-se no caminho das dúvidas e abriram um sorriso sem hesitação, na tentativa de resgate de uma última oportunidade:

- Diz!… - e mais uma vez proferiste a palavra num murmúrio, quase suplicante."
“Sorri! Aproximei-me junto do teu medo e poisei a caixa na palma da tua mão. O bater do teu peito, roubava-me o respirar que esperava por algo mais que o ar. Preso nas palavras e num tom trémulo de esperança, disse: - Ainda não vi! Queria ver contigo.

Indecisa entre a vontade de um sim, assombrado pela recente perda, e a vontade de um não, apavorado pela impotência de ser possível, revelaste um “abre” embebido em lágrimas.
O vento, que soprava entre as ondas dos teus cabelos, sussurrava-me os infindáveis cenários.
- Positivo! – Exclamei ao ver o resultado.”

"Senti o que deve sentir alguém quando vê uma coisa assim: o céu caiu-me em cima da cabeça e o coração palpitou junto à boca. Os meus olhos olharam para os teus, à procura de uma reacção - uma que fosse- que me desse uma pista sobre o que sentes também. Vi um mundo novo no teu olhar, uma esperança, um alento. E depois olhei em redor e a praia inteira devolveu a minha inquietação. Lá longe ouviam-se os barulhos na lota e os motores dos barcos a passar. O farol observava-nos, altivo e sobranceiro, como sempre..."

“Fechei os olhos. Senti de novo os medos a enrolarem-me a alma, a fragilidade de algo tão desejado colou-se na pele, as pernas fraquejaram.
E agora? Pensei. E agora? Sinto-me tão pequena e tão cheia deste receio, desta incerteza que me consome, deste medo de um futuro tão desejado quanto temido por tudo o que já havíamos passado.
Abri os olhos e fixei-te. O teu olhar abraçou-me e a tua mão procurou a minha suavemente.
Olha para o mar - diz-me em tom suave e rouco -, lembra-te que o barquinho da Esperança consegue navegar mesmo em águas tumultuosas… desta vez vamos conseguir.”

“Entre o aconchego do abraço e o conforto do corpo junto ao dela, lágrimas rolavam-lhe pela face. A revelação na caixa. A felicidade tantas vezes adiada, estava agora nas suas mãos. Sentiu um nó na garganta. “Não posso voltar atrás”, pensou, “lutei e sofri muito para o conseguir. Há muita gente envolvida. Muita confiança depositada em mim”. Sentiu-se sufocar pela angústia, o coração apertado. Sentiu náuseas. Olhou-o nos olhos e diz-lhe com a voz embargada “Aceitei o lugar na AMI, parto na próxima semana para o Sri Lanka…”

" Parto... e parto sozinha. Afinal a Tua companhia era imaginação minha. Nunca entendeste a verdadeira razão e muito menos a cor do mar onde mergulhavas confiante... o (a)mar não é teu. Nunca foi. Precisamente por isso, não soubeste que o (a)mar te retribuía a vida que querias ter. Tudo te pareceu sempre certo, afinal o mar só tem marés cheias e vazas, não te lembrou que entre umas marés e outras Ele sempre existiu... Lamento vou (a)mar quem precisa. Vou ser amada. Tenho o coração cheio de espuma... espuma essa que nunca viste... e era Tua..."

"Parto... mas nunca sozinha... Parto sempre com a imaginação daquele momento junto ao farol.... Parto sempre com a imaginação da tua recusa em quereres aceitar aquela verdade diferente daquilo que sempre imaginaste para ti... dizem que nunca se pode perder o que nunca foi nosso... sim... dizem mas... eu sei o que foi meu e sei... e sinto que foste meu sim.... os olhos nunca mentem mesmo quando os lábios falam algo oposto... Parto sozinha sim mas... acompanhada com a sensação de já foste meu uma vez... e quem o foi uma vez... poderá sempre ser mais vezes.... também dizem ... "

"Os dias sucedem-se, rápidos e terríveis, não a deixam pensar no que poderia ser e não é, no que poderia ter sido e não foi. Nos "Se"s da vida.
Prepara a mala, a viagem, as despedidas. Sempre na ausência dele.
Não interessa, pensa. O nosso caminho deixou de ser o mesmo e eu preciso de avançar.
Já no aeroporto, embrenha-se num livro para não pensar em mais nada a não ser na AMI, no desafio.
Uma voz grave, masculina, conhecida de um Passado longínquo, soa-lhe aos ouvidos:
- És tu!!! És mesmo tu!!!"
"Jorge, ressoa o teu nome dentro de mim. E as memórias em catadupa, lançando-se no coração como se o tempo não te tivesse alguma vez tocado. O teu sorriso franco e aberto, a alegria genuína de me ver que sempre foi porta aberta em ti. Os mesmos olhos verdes que me perturbavam os sonhos e me procuravam, ávidos, a boca que de forma vã te tentava esconder. Os braços abertos esperando o meu corpo, para o abraço redentor.
E, dentro de mim, uma súbita e inexplicável vontade de mergulhar neles."
"Conteve-se. Levantou-se devagar e olhou-o de frente, sem conseguir refrear um sorriso: "Há tanto tempo.... "Demasiado", respondeu ele. Timidamente, como se os pés a traíssem, deu dois passos e viu-se envolvida num abraço quente tão acolhedor como o seu velho cobertor de menina. Uma lágrima solitária brilhou sob as pálpebras, mas logo um manancial delas jorrou incontidamente quando a voz profunda se fez ouvir entre os seus cabelos: "Tive tantas saudades tuas!"

"Mas eram lágrimas de quê? Sim: de quê exactamente? De súbito, numa imensa e desconhecida tranquilidade, deu-se conta que chorara já demasiado, que não queria uma história tão salgada, mais salgada que o próprio mar. E o mar - o mar levava-a de volta àquele tempo de que queria fugir, para tão longe quanto o Sri Lanka, tão longe quanto pode ir um coração que quer parar de carpir. E assim, lentamente, soltou-se do abraço que a prendia a um chão onde não tinha pé. E disse-lhe:""

“Saudades?... Saíste de casa numa noite de Outono e nunca mais voltaste. Que saudades podes tu ter sentido? Cigarros…Saíste para comprar a merda de um maço de cigarros e nunca mais voltaste. Podias ter sido original, pelo menos nisso…”
Talvez tivesse sido daquela catadupa de frases disparadas de rajada, talvez tivesse sido da cara de pasmo dele, com um ar assustado perante aquela mulher forte e resolvida que se mostrava tão diferente do que a memória de ambos recordava, o facto é que, naquela clarividência súbita, percebeu que já não tinha porque fugir. A AMI podia esperar, mas ela não. Não ia fugir mais, nem adiar, nem esperar. Soube que estava livre. Livre e certa daquilo que devia fazer. Saiu do aeroporto sem sequer levar as malas. No táxi, pagou ao homem com uma nota de vinte e não esperou pelo troco. Saiu do carro a correr, atravessou a Avenida sem olhar para o sinal vermelho. Os carros pararam, gritos, palavrões… mas ela não quis saber. Abriu a porta com estardalhaço e gritou:
“Isto é um assalto. Venho roubar o teu coração…”




Lista de Participantes:
1 - Gonçalo Cardoso (O Sabor da Palavra)

2 - Eli (E o amor acontece?) Dantes "Isso Agora... :)" ou "Eu Sou Nómada"!...

3 - Ana (Construir... Sorrindo)

4 - Myosotis (Myosotis)

5 - Fatinha (Para lá das lentes)

6 - Poetic Girl (Just Me)

7 - izzie (Unleash your thoughts...) [Peço desculpa pela demora. Rosnem à chefe...]

8 - Susana (Ondas e Devaneios)

9 –Sus (Suspiros da Alma)

10 – Jorge (Santo&Pecador)

11 – Star (Pocket full of stars)

12 – Blueangel (Blueangel)

13 – chrysaliis (Chrysaliis)

14 – Apenas Eu (Algodão Doce)

15 – Pequenas Decisões (Eu Mesma)

16 – Fada (Uma Fada na Selva)

17 – Mag (Laranja no Preto)

18 – XR (Post-It's Soltos / Arco-Íris)

19 – Princesa (Des)encantada (Destilado)

20 – Apple (À Conversa)

Agradeço a todos os participantes pela disponibilidade para participarem neste desafio e retiro daqui algumas conclusões. A blogosfera pode ser mais unida com projectos destes. Posso dizer que fiquei a conhecer novos blogues que se tornaram referência para mim a partir desta rubrica. E sente-se uma vontade enorme de escrever quando o tema predispõe ao amor. Tão forte é esta vontade que a história continua em aberto até se fechar no imaginário de cada um. Última conclusão: a gente vai continuar e o projecto também! Até breve...

(Música: Linda Martini - Sempre que o amor me quiser)

sexta-feira, 11 de março de 2011

O Verdadeiro Espelho!

O tempo é uma escola de vida!

Assumo a minha ingenuidade na adolescência, o meu carácter utópico em fases pós-adolescentes imediatas, mas os últimos anos provam que estou mais maduro e com uma atitude diferente para os que gostam de mim, e para os que não gostam ou ignoram, também. E assim vou continuar, mas com atitudes mais radicais…

Ser bom não significa ser submisso e a dureza faz parte da identidade dos melhores. Mais que não seja a dureza de opinião sobre aqueles que gozam a vida pela metade e vivem no mundo da amizade do nada!

Sou amigo. Só isto bastaria para provar a pessoa de bem que sou. Sou uma pessoa inexcedível para os meus amigos, mas os amigos do presente são menos do que os amigos do passado, sendo simpático chamar alguns de “amigos”. Ser amigo é fazer crescer o outro, é estar presente, é surpreender, é acima de tudo ser diferente e excepcional com orgulho!

Os últimos dias reforçaram outras coisas, para o bem e para o mal.
Para o mal, e para primeiro ponto, este mundo está cada vez mais carregado de individualismo, num atraso profundo de evolução gritante! Em segundo lugar, continuo a perder imenso tempo com pessoas que não merecem o que sou e declaro que imediato que existirá um radicalismo crescente de atitude.

Para o bem, tenho raríssimas mas boas pessoas como eu, pessoas que transmitem confiança e que estão comigo por vontade própria e não estão comigo por motivos excepcionais, escusando-se a escudar-se por trás de meias desculpas. Tenho os melhores amigos do mundo e a estes atribuirei a minha exclusividade!

Não fui totalmente claro, apesar de ter sido mais aberto do que desejava, mas para bom entendedor, meia palavra basta… Assumam-se!

(Música: 30 Seconds To Mars - This is War)

segunda-feira, 7 de março de 2011

Rir é o melhor Remédio!

Uma cena que se passou hoje num consultório médico novo, para mim. A médica tinha um ar sisudo como se o mundo fosse o seu maior inimigo e atrás de si estava um daqueles quadros que reflectem que o sorriso contagia e que a falta de sorriso também.

O que é certo é que esta mistura me fez sorrir, sem qualquer tipo de contágio!

Por momentos pensei estar numa das cenas dos apanhados mas a médica não se descoseu até ao fim e nem um espasmo muscular permitiu visualizar a brancura do seu esmalte…

Há pessoas muito boas para jogar à estátua. Eu sou mais sorrisos!

:)
(Música: Mumford And Sons - The Cave)

sexta-feira, 4 de março de 2011

A Pedra na Engrenagem

A escolha dos amigos e amores depende exclusivamente de cada um. A família é um grupo imposto mas normalmente bem sucedido, possivelmente por uma questão de identidade, cultura e espírito de corpo. Amizade é diferente de irmandade, mas amigos podem tornar-se irmãos, mas irmãos podem nunca vir a ser amigos e muito menos irmãos.

Mais dependente do que a amizade e a família é a escolha do grupo profissional. Colegas de trabalho podem ser apenas colegas, vir a ser amigos, quiçá irmãos mas por vezes roçam o estatuto de inimigo. E, num grupo com o qual passamos mais tempo do que a família e amigos, apesar de todas as diferenças e imposições, deveríamos manter identidade em torno de objectivos comuns e agregadores. O trabalho cansa mas cada um pode ser a solução para a tranquilidade e predisposição positiva…

Eis o meu lema profissional:

“Solidariedade, Partilha e Reconhecimento”

Sejam felizes…também no trabalho!
(Música: Adele - Someone Like You)

quinta-feira, 3 de março de 2011

3 de Março!


Sol para o meu Sol!

Telemóvel imparável!

Arroz Doce para todos!

Encontros calorosos!

Surpresas inesgotáveis!

Dia de Aniversário!



Hoje é o Dia!



:)

sábado, 26 de fevereiro de 2011

O relevo do pénis!

Ontem foi dia de jantar de congresso. Convidados habituais: enfermeiros. Tema de conversa: pénis!

Situação em debate:

“ O homem que percebe que a mulher da relação actual teve um caso anterior com um “avantajado sexual” e assim tem sérios problemas que podem levar à falta de erecção em horas indesejadas!”

Continuo a achar que o tamanho sexual é um problema dos fúteis e um complemento dos interessantes. O desempenho no coito não deverá ser valor único mas valor acrescentado, e o tamanho é importante, mas nunca será problema para pessoas maduras, seguras e numa relação cúmplice!

A erecção é, simples e naturalmente, a cereja no topo do bolo!

(Música: Sean Riley & Slowriders - Houses and Wives)

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Prioridade: comunicação!

Dizem que a amizade é a base de todas as relações. Acho que encontrei uma base ainda mais prévia: a comunicação!

Antes da amizade, do amor e da família, já existe a comunicação como factor intrínseco do ser humano. Antes de qualquer relação, tu já eras!

A comunicação permite o cruzamento das pessoas, determina a sua tipologia e sustenta qualquer relação. A expressividade alimenta, o discurso seduz, a honestidade passa pela palavra e o orgulho está entre o silêncio e a atitude. A atitude ultrapassa a palavra porque comunicação é tudo. Usar o silêncio e o discurso com oportunidade é um sinal de inteligência e uma honra para mim.

A comunicação é uma prioridade para mim!
(Música: Brendan James - All I Can See)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Dia de São Valentim!

Este dia está para namorar como um clube pequeno está para jogar com um clube grande. Não será preciso motivação para jogar, nem para amar!

Sendo assim, será desnecessário pedir para namorarem, comprarem a última prenda da loja para o vosso mais-que-tudo, prepararem o vosso melhor fato, tomarem banho, colocarem o perfume que a vossa tia vos deu no Natal, irem jantar à tasca do "Ti Zé da Horta" e dizerem ao final da noite “Gosto de ti, pá”.

Como fervoroso adepto sportinguista (ou das causas difíceis), realço o valor que a amizade deverá ter também neste dia, porque antes de um grande amor, há sempre uma ou várias enormes amizades e qualquer um estará potencialmente sujeito a uma amizade sem amor.

E você, já sorriu para um amigo hoje?

(sorriso)

(A Música dos Grammys 2010: Lady Antebellum – Need You Now)

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Palavra Puxa Palavra: Para a Minha Irmã (Jodi Picoult)

"Anna não está doente mas bem poderia estar. Aos treze anos de idade já passou por várias operações, transfusões e injecções para ajudar a irmã, Kate, que sofre de leucemia. Anna nasceu com esta finalidade, disseram-lhe os pais, e é por isso que eles a amam ainda mais.
Mas agora ela não pode deixar de se questionar sobre como seria a vida dela se não estivesse presa à irmã… e toma uma decisão que, para a maioria das pessoas da sua idade, seria quase impensável.
Em Para a Minha Irmã, a autora evoca com vivacidade o desafio, físico e psicológico, que uma criança desesperadamente doente representa no seio de uma família:
“As batalhas políticas e científicas actuais sobre clonagem e DNA, e genes e terapia de substituição levaram-me a pensar acerca de coisas que o futuro pode reservar a nível pessoal – e daí nasceu a história de Anna e Kate. Se usasse um dos seus filhos para salvar o outro, estaria a ser uma boa mãe… ou uma péssima mãe?”"

Uma história emocionante já representada no mundo do cinema, com interpretação de Cameron Diaz, que versa sobre questões éticas da saúde e da dignidade humana.
A questão aqui é delicada:

Será admissível usar o sofrimento de um filho menor para salvar a vida de outro?

Os pais são os responsáveis legais da vida dos seus filhos e o princípio de autonomia e capacidade de decisão dos menores estão limitados à vontade humana dos seus pais. As escolhas para os menores deverão considerar o princípio da benefeciência, o que realmente sucede quando um irmão ajuda o outro. Mas esta boa vontade usa e abusa do sofrimento de uma das crianças independentemente do seu consentimento, descurando a relação entre o risco e benefício, e colocando em causa a competência legal decisora dos tutores. Aplaudo a decisão final que reservo para os leitores.

Vale a pena a envolvência e a reflexão sobre as diversas questões desta obra e deixar-se surpreender do princípio ao fim, especialmente no seu desfecho. Há situações que apenas servem como lição!

(Música: David Fonseca - It's Just a Dream)

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Impaciência Afectiva

Sinto que se passa uma fase de enorme impaciência afectiva! Há pessoas a falar em pulsos impacientes, outros a falar em destino angustiante e ainda gente que procura receitas para roubar o coração.

Sobre isto, há uma voz invisível que conta o seguinte:

“Busca a tranquilidade e o discernimento. Mantém a atenção para alavancar a acção. O destino é uma certeza que irás encontrar e agradecer em momento oportuno. Enquanto isso, ama-te!”

Neste momento estou na fase do sofá activo.

Haverá melhor solução?

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Estabelecimento de Prioridades!

Não há tempestade que não dê em bonança, nem deserto sem oásis, e a fome transforma-se em fartura!

Se no vazio a palavra-chave é a tranquilidade, na abundância o desafio passa pelo estabelecimento de prioridades, ao ponto de viver a sorte com qualidade mas sem o risco de perder a graça pelo egoísmo.

No mundo do “Ter”, é preciso “Saber Ser”, “Saber Fazer” e “Saber Saber”, mas acima de tudo exige-se “Saber Escolher”!

Escolher a diferença entre a multidão admiradora mas fútil e o individualismo merecido e respeitador é o desafio de um mundo competitivo e pouco coerente.

Desafio aceite, lição aprendida!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Agir para Reflectir, Reflectir para Agir: “Porque sim!”

“Quando tu te apaixonas por uma pessoa podes dizer que te apaixonaste por essa pessoa porque ela é querida, ela é boa pessoa, ela é adorável, é talentosa, mas a verdade é que tens amigos que também têm essas qualidades, portanto apaixonas-te porque sim. “Porque sim” é a razão mais forte para justificar o amor que tens a alguma coisa… “
Sofia Aparício, no 5 para a Meia-Noite (7/2/2011)

“Porque sim” é a química inexplicável e invisível!“Porque sim” explica o amor da amizade e o amor a dois. “Porque sim” justifica a questão da amizade simplesmente bem sucedida na amizade. “Porque sim” é a fonte inesgotável e sublime da emoção. “Porque sim” é o topo da maturidade humana!

Respiro luz, porque sim…

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Tesouro do Vinyl: Jon Secada – Just Another Day



"Just Another Day"

Morning alone
When you come home
I breath a little faster
Every time we're together
It'd never be the same
If you're not here
How can you stay away, away so long.

Why can't we stay together
Give me a reason
Give me a reason.

[Chorus]
I, I don't wanna say it
I don't wanna find another way
Make it through the day without you
It's just another day

Making the time
Find the right lines
What do I have to tell you

I'm just trying to hold on to something
(Trying to hold on to something good)
Give us a chance to make it.

Don't wanna hold on to never
I'm not that strong
I'm not that strong.

I, I don't wanna say it
I don't wanna find another way
Make it through the day without you
I, I can't resist
Trying to find exactly what I miss
It's just another day without you.

Why can't you stay forever
Just give me a reason
Give me a reason.

[Chorus repeats]

Uma boa sugestão musical para ouvintes intimistas, corajosos e ambiciosos como eu…
Acreditem…
Amanhã é dia de luz!

(punhos cerrados)

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Acrescenta-me um ponto!

Esta rubrica surge da necessidade de renovação e intensificação do espírito de unidade e imaginação da blogosfera e pretende que cada um dos bloguistas seleccionados seja autor de um parágrafo de um texto realizado em conjunto por vinte bloguistas.
Assim, passaremos a enunciar as seguintes regras:

Regras da Rubrica "Acrescenta-me um ponto!":
1 - O texto, constituído por vinte parágrafos, terá início no blogue "O Sabor da Palavra" (http://osabordapalavra.blogspot.com), segundo o seu autor Gonçalo Cardoso.
2 - Cada bloguista terá direito a um parágrafo do texto com o máximo de cinco linhas.
3 - Após a realização do parágrafo respectivo, cada bloguista terá que seleccionar outro bloguista que cumpra a continuidade do texto, segundo as regras mencionadas.
4 - Cada bloguista terá o limite máximo de três dias para realização do parágrafo, estando sujeito a desclassificação da rubrica e seleccção de novo bloguista por parte do seu autor.
5 - Cada bloguista assinará o seu nome e respectivo blogue na lista dos participantes.
6 - O último participante ou autor do vigésimo parágrafo, finalizará o texto e partilhará com o autor do blogue "O Sabor da Palavra" para a sua divulgação no blogue inicial.
7 - Sejam criativos.

E tudo começa assim...

"Ao fundo ouvia-se o barulho dos pescadores na lota de Aveiro . Mais perto a maresia de Agosto percorria o nosso rosto e o teu sorriso revelava o reflexo da luz solar sobre o mar. A areia fina e molhada envolvia os nossos pés e, de frente um para o outro, estendias-me a mão salgada e preparavas-te para a mais doce revelação..."

O texto continua no blogue "Isso Agora...", da minha amiga Eli...

Lista de Participantes:
1 - Gonçalo Cardoso (O Sabor da Palavra)
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4 -
5 -
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7 -
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11 -
12 -
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