"O Sabor da Palavra" cresceu. E descobriu que o Sol é a marca da sua essência. Mas nenhuma essência se revela na totalidade, revelando o pedaço de um todo forte e consistente. Um raio de sol para todos! Este é o meu Ponto de Luz!
"Tal como alguns de vós devem saber, a àrea da Geriatria é aquela pela qual tenho um gosto particular. Foi devido a esse gosto e por achar que merece que se fale cada vez mais de Geriatria, que surgiu a ideia de realizar este Encontro!
Com toda a certeza gostaria de muito de contar com a vossa presença! =)
Qualquer dúvida contactem-me!
Beijos"
Andreia Andrade, organizadora do evento E-mail: geriatria_miro@sapo.pt TLM: 937377311
"Quem não tem dificuldades em lidar com a morte? A própria e a dos outros.
Os Profissionais da Saúde não fogem a essa regra. Preparam-se para lutar pela vida. Muitas vezes, a morte aparece-lhes como um fracasso.
O Simposio "(Con)Viver com a morte" aparece como uma oportunidade para, em conjunto, reflectirmos sobre esta realidade que faz parte da nossa vida. É confrontando-nos com esta realidade que nos vamos aproximando cada vez mais da perfeição. Alguém dizia: "A morte é a plenitude da vida".
Este Simposio é aberto a todos aqueles que quiserem e puderem participar. De norte a sul e Ilhas.
26 anos! Gerado da bela casta de 1984, Gonçalo Cardoso prima pelo sabor refrescante e inesquecível que deixa na alma do bom apreciador do ser humano. Homem quente, aveludado e com espírito de corpo, é considerado pela crítica um homem moderno e espiritual! A pureza das suas raízes é uma das razões da sua qualidade, sendo oriundo de uma das mais belas encostas da região da Bairrada. Apreciem-no!
(perdoem-me a publicidade enganosa, mas hoje é o meu dia, nem todos os vinhos são assim tão bons e teria de agradecer aos meus pais de uma maneira original. No entanto, a parte do “Apreciem-no” continua de pé!:P)
O anúncio está praticamente concretizado, temos dia e cidade! Apenas falta saber o local específico do Encontro, um detalhe que será conhecido no final das inscrições, para decidirmos entre a Tasca do Emplastro ou a Quinta do Rui Rio. Depende de todos!
Realço, neste novo encontro, a novidade “Traz um amigo também!”, para quebrar barreiras em conjunto e divulgar o verdadeiro “espírito do blogueiro” a pessoas que ainda não pertençam ao magnífico mundo da blogosfera. O primeiro Encontro provou que esta divulgação é um bem público e necessário!
Portanto, primeiro que tudo, peço paraTODOS OS BLOGUEIROS (meus seguidores ou não) divulgarem este anúncio nos seus blogues pessoais, usando a magia das teclas CTRL+C/CTRL+V, e de seguida começarem a estabelecer contactos com os vossos amigos para encherem o Porto na noite de 27 de Março. As inscrições estarão abertas até ao dia 21 de Março através do meu blogue ou meu e-mail (goncalofoc@gmail.com). Para quem vive longe e não tem uma “casa amiga” na Invicta, ouvi dizer que há uma excelente Pousada da Juventude a preços convidativos…
Para terminar, mais uma menção honrosa à autora do blogue Diabo de Roupa Curta pelo apoio que tem prestado ao sucesso deste encontro, nomeadamente no design deste novo anúncio. Conto com o vosso apoio também!
O texto é grande mas prometo que não dói nada… Vá, aguenta, não chora…
“1. Amor – Ele é a fonte da felicidade, renovável e inesgotável. Muitas vezes pensamos que ser amado é a melhor sensação do mundo, mas é a segunda melhor. A melhor é amar. O amor é pólo oposto ao medo, em termos emocionais e neurológicos. Por isso é o antídoto para o medo e o primeiro passo para a felicidade.
2. Optimismo – O optimismo dá-nos força para enfrentar episódios dolorosos. Eu dantes pensava que era uma atitude: achar que o copo está meio cheio em vez de meio vazio. Mas isso era um bocado artificial, apenas um truque de percepção. Foi então que sofri o pior episódio da minha vida. O meu filho morreu. Senti que a luz tinha deixado para sempre a minha vida. No entanto, no meio do meu desespero, percebi que o meu filho me tinha deixado um legado de amor que seria meu para sempre e que, se eu conseguisse sobreviver à perda do meu filho, nada mais me poderia destroçar. Quando percebi isto, compreendi também que todos os episódios dolorosos ensinam uma lição e que quanto mais dói, mais se aprende. Assim aprendi o verdadeiro significado de optimismo. Optimismo é perceber que quanto mais aquele acontecimento nos magoa, mais profunda é a lição. Quando o nosso coração assimilar isto, nunca mais irá achar que o que aconteceu foi tudo mau. O optimismo dá-nos força para vencer o medo do futuro e os arrependimentos do passado.
3. Coragem – Esta é a arma mais poderosa contra o poder instantâneo do sistema de medo. Ninguém consegue vencer o medo sem coragem, porque o medo está inscrito no nosso circuito neurológico. Não se fazem “medotomias”. Mas, se o medo está definitivamente programado no nosso cérebro, também o está a coragem. Ela tem origem no neocortex e é um produto do espírito, do intelecto, e das emoções mais nobres de amor e generosidade. Aquilo que nos permitiu sobreviver como espécie foi o medo instintivo. Agora que sobrevivemos, é esta qualidade que nos faz evoluir.
4. A sensação de liberdade – Não há nada como a liberdade para saciar a alma. A liberdade é escolher e escolher é o que nos torna humanos. Quando escolhemos estamos a definir o que somos. Toda a gente tem o poder de fazer escolhas mas as pessoas infelizes não sabem que o têm. Acham que é só para os ricos. Pois não é. Conheci umas mil pessoas ricas que não se sentiam livres. Qualquer um pode fazer escolhas desde que tenha coragem para as fazer.
5. Proactividade – As pessoas felizes participam no seu destino e forjam a sua própria felicidade. Não esperam que aconteça qualquer coisa ou que venha uma pessoa fazê-las felizes. Não são vítimas passivas.
6. Segurança – As pessoas felizes sabem que nada dura para sempre – nem o dinheiro, nem a aprovação, nem sequer a vida. Portanto não medem a segurança com calendário nem com calculadora. Simplesmente gostam de si como são. Não são escravos da popularidade, da longevidade ou do estatuto financeiro. Sabem que a segurança é uma questão interna.
7. Saúde – A felicidade e a saúde são interdependentes. É difícil ser feliz se não se tem saúde e é difícil ter saúde se não se estiver feliz. A química do humor saudável tem particular importância para a felicidade. As pessoas podem estar a levar uma vida feliz e nem sequer darem conta disso, se a química do humor estiver deficiente. O desequilíbrio entre os neurotransmissores serotonina e dopamina, por exemplo, pode estar a comprometer uma felicidade latente.
8. Espiritualidade – As pessoas felizes não receiam passar dos limites nas suas vidas. Permitem-se, e acolhem de bom grado, experiências extraordinárias. Têm claramente menos medo da morte. Não estão preocupadas por irem morrer – estão é preocupadas por não viverem.
9. Altruísmo – As pessoas infelizes estão normalmente demasiado absorvidas consigo próprias para poderem ser altruístas. Já as pessoas felizes conhecem bem essa óptima sensação. Sentem-se ligadas aos outros, com um objectivo, e viradas para fora de si próprias.
10. Perspectiva – As pessoas infelizes têm uma tendência para ver as coisas em termos absolutos e, muitas vezes, não conseguem distinguir os verdadeiros problemas daqueles que não têm importância. As pessoas felizes, em vez de verem logo tudo negro, vêem em graus de cinzento e conseguem ver a verdadeira gravidade dos seus problemas e transformá-los depois em hipóteses. Não abandonam o filme das suas vidas quando as coisas correm mal.
11. Humor – O humor é uma variante da percepção, que dá às pessoas a coragem de continuar mesmo quando a vida parece estar na pior fase. Há nele um certo desprendimento, quase como um estado de graça. Remove o sofrimento do coração e entrega-o ao intelecto e ao espírito que têm o poder para o tratar.
12. Objectivo – As pessoas felizes sabem porque estão aqui na terra. Estão a fazer aquilo que lhes compete fazer. Se morrerem hoje, morrem satisfeitos com as suas vidas.” Dan Baker, em O que sabem as pessoas felizes
Cansados? Vá lá, só mais um texto. Ou isto ou um filme do Manoel de Oliveira…
“Teoria da Felicidade – Saúde ou Amor? Há uns meses atrás, durante um rigoroso estudo de Gestão em Enfermagem, recheado de esquemas e modelos de bem gerir, caiu em mim a teoria da felicidade sob a forma de uma luz espiritual... Assim, num abrir e fechar de olhos, desenhei um grande quadrado que simbolizava o ambiente externo, constituído por factores como a sociedade, a sua cultura e costumes...Bem no centro desse quadrado, coloquei um circulo com a palavra Saúde, e à sua volta três círculos, dependentes entre si e dependentes do circulo central, com as respectivas designações: Amor, Família/Amigos e Sucesso Profissional... Algo que me fez pensar foi o facto da base da felicidade ser a Saúde em vez do Amor, ao contrário do que eu defendia...Mas será que há amor sem saúde? E saúde sem amor? De facto é uma questão algo polémica e que ainda não encontrei uma resposta consensual, porque se o amor é a fonte da felicidade, porque razão crianças em África continuam a nascer, crescer e morrer sem alimento que lhes console o corpo e a alma? Neste caso, de nada serve o amor se não temos o alimento que nos dê a saúde necessária para amar...E haverá alguém que, estando doente, sentindo-se desequilibrado consigo e com os outros, tenha condições para amar e ser feliz? Apesar de tudo, acredito que o amor sem saúde pode causar felicidade, basta imaginar o caso de doentes terminais que finalizam a sua caminhada com um sorriso e paz de espírito espelhados no rosto, como prova do amor e carinho transmitido pelos seus entes mais queridos...E muitas vezes é esse amor que lhes dá uma réstia de esperança na recuperação, para continuar a amar a vida...Amor que também poderá escassear e desequilibrar o ser humano para a doença... Espero que se divirtam a desenhar mentalmente a felicidade como eu a imaginei, e que ajudem-me a encontrar resposta a esta questão, principalmente quem já esteve doente e quem já amou...Já agora, sejam felizes de que maneira for;)” Gonçalo Cardoso, O Sabor da Palavra (11/05/2006)
Ainda aguentam mais uma? Pronto, esta é rapidinha…
Decidi colocar este texto em conjunto com o excerto do livro de Dan Baker, porque enquanto o lia, revi as minhas palavras sobre a minha teoria da felicidade. Julgo que há uma certa proximidade entre as minhas palavras e as de Dan Baker, a única diferença é que para este as 12 qualidades da felicidade são todas essenciais de igual forma.
É bom rever as nossas palavras do passado e analisá-las no presente, e passados quase quatro anos, alteraria a forma da minha teoria, mantendo o seu conteúdo. Desta vez, colocaria dois círculos centrais, o amor e a saúde, porque não concebo a felicidade sem amor e/ou saúde. De resto, colocaria as restantes qualidades da felicidade, segundo Dan Baker, em torno dos círculos centrais, dependentes entre si e dependentes dos círculos centrais, numa verdadeira rede da felicidade.
Para quem não teve a mínima paciência de ler este enorme post, apenas vos digo o seguinte: um texto destes por dia, nem sabe o bem que lhes fazia… Para os corajosos, descubram-se no campo da felicidade…
Sinopse: Este livro apresenta-nos um programa que revolucionou a vida de inúmeras pessoas infelizes. Começamos por aprender quais são as duas únicas causas da infelicidade e por delinear um plano para as ultrapassar. Depois, Dan Baker ensina-nos a reconhecer as armadilhas da felicidade – os cinco caminhos ilusórios que usamos para chegar à felicidade, mas que apenas cavam mais fundo a nossa tristeza. Finalmente, revela-nos os seus instrumentos de felicidade, seis truques que, se bem treinados, conduzirão inevitavelmente a mais optimismo, mais coragem, melhor humor e satisfação – ou seja, à felicidade.
“O Dr. Dan Baker criou o livro por que todos esperávamos. É um livro importante, prático, perspicaz, fácil de ler, repleto de pistas que nos conduzem ao caminho para a felicidade.” Gerald G. Jampolsky, M. D., autor de Amar é Libertar-se do Medo
“Toda a gente quer ser feliz. Mas, se procurarmos a felicidade no lugar errado, sujeitamo-nos a sofrer e a adoecer. Em O Que Sabem as Pessoas Felizes, Dan Baker oferece-nos o melhor da ciência e da espiritualidade, revelando, com profunda sabedoria, como podemos aprender a ser felizes e a deixar de sofrer. Altamente recomendado.” Dean Ornish, M.D., fundador e presidente do Preventive Medicine Research Institute e professor clínico de medicina na Universidade da Califórnia em San Francisco
“Este livro é extraordinariamente útil e, com os seus ensinamentos, vai fazer aumentar o número de pessoas felizes” Harold Kushner, autor de Quando Acontecem Coisas Más às Pessoas Boas
“Este livro tem uma história mesmo antes de ser lido. No dia 19 de Fevereiro de 2008, há quase dois anos, uma loirinha de olhos claros totalmente desconhecida pega neste livro encostado à prateleira da livraria e coloca-o na minha mão, revelando ser o livro da vida dela. Para os mais curiosos, é uma história documentada na altura no meu blogue. Comecei a lê-lo passado uns meses, parando no excerto “As 12 qualidades da felicidade”, numa altura em que uma amiga minha passava por alguns problemas pessoais, levando-me a citar este excerto. Não passaram muitos dias até que o livro estivesse na sua mesa de cabeceira, provocando-lhe momentos de grande emoção durante a leitura, e sendo considerado um dos melhores livros da vida dela. O livro regressa ao meu poder, distinguindo-se dos restantes livros de Psicologia Moderna ou Positiva pela sua abordagem científica e de investigação às diversas Teorias da Felicidade, o que se torna, por vezes, algo monótono. No entanto, está recheado de diversas histórias que permitem ao leitor reviver também momentos actuais, dando-lhe um sentido pragmático bastante interessante e construindo teorias pelas quais me identifico na sua globalidade. O excerto acima referido é um belo exemplo, fazendo-me recordar um dos primeiros textos no meu blogue intitulado “A Teoria da Felicidade”. Não sei se aceitarão esta sugestão, acredito que o que é vosso a vocês virá, mais cedo ou mais tarde, tal como demonstram as últimas palavras da loirinha de olhos claros para mim: “Segue o teu instinto!”. Eu segui, e bem!” Gonçalo Cardoso, autor do blogue O Sabor da Palavra
Acompanhei de perto mais uma edição do programa “Ídolos” e, como amante de música e gosto por todo o tipo de programas de descoberta de novos talentos musicais, julgo que há algumas reflexões a fazer sobre este tipo de programa.
Primeiro, que futuro terão os vencedores ou os grandes finalistas de qualidade deste tipo de programa? Recordo-me apenas de alguns nomes que singraram no panorama musical a partir deste tipo de concursos. Sara Tavares e João Pedro Pais, sendo que este último nem ganhou a edição do programa, numa altura em que talvez existisse maior preocupação pelo futuro dos concorrentes em detrimento do espectáculo de audiências actual. Nuno Norte ainda integrou o grupo Filarmónica Gil, gravou um disco e desde então que nunca mais se soube nada dele. No meio disto tudo, uma desilusão. Ricardo Soler, ex-finalista da Operação Triunfo, e para mim o melhor concorrente musical de todos os tempos dentro do género, viu desperdiçado o seu talento em coros de programas de sopeiras e donas de casa. A montanha pariu um rato!
E pensamos nós: o que estará a faltar no formato destes programas? Falta originalidade e criatividade, porque o talento existe! Para tal, gostaria de assistir a novos concursos musicais com composição e interpretação de temas originais pelos concorrentes, de forma a aproximar a sua evolução no programa com a sua evolução numa carreira mais facilmente sustentada e consolidada. Assim, assistiríamos provavelmente a um maior número de interpretações musicais em português, em vez de presenciarmos diversas interpretações musicais de artistas estrangeiros, alguns deles de qualidade duvidosa, quando há tanta música portuguesa de qualidade. E depois ainda querem que acredite que farão uma carreira em português… Talvez por isso caiam no esquecimento, e talvez pela minha sugestão compreenderemos melhor o sucesso de Sara Tavares e João Pedro Pais…
Espero que Filipe Pinto não seja mais um Ídolo de circunstância, porque não há dúvidas que tem imenso talento e que saiu vencedor da edição mais forte de um concurso musical de todos os tempos, tendo apenas a melhorar alguns aspectos da sua presença em palco, talvez fruto de alguma inibição pessoal, e evoluir no seu discurso. De resto é artista, “rasga-se” todo em palco - levando-me até a duvidar do seu registo fortíssimo durante hora e meia de espectáculo contínuo - tem uma voz poderosíssima e tem o factor X que falta à Diana, também uma grande artista e até com maior versatilidade.
Sinopse: Mariana, uma jovem vedeta da nossa televisão, está muito perto de um colapso nervoso. As filmagens não estão a correr bem, a sua popularidade na novela está a descer mas todos os passos da sua vida privada continuam a ser matéria de capa das revistas "cor-de-rosa". E há uma culpada por esta total ausência de privacidade: Gabriela Santos, a mais temível paparazzo de Lisboa, a pessoa que sabe sempre onde ela está e que consegue as fotos mais comprometedoras. Gabriela Santos é o nome artístico de João, o paparazzo que é contratado para perseguir Mariana dia e noite, captando a sua vida diária e fazendo dela uma presença habitual nas capas das revistas sociais sem que a sua presença alguma vez seja detectada. Até ao dia em que se conhecem de forma fortuita. A partir desse momento, nasce uma relação amorosa na qual o fotógrafo terá que fazer todos os impossíveis para que Mariana não descubra a sua verdadeira identidade, ao mesmo tempo que tenta lidar com a excentricidade dos dois amigos com quem partilha o apartamento e com o facto de se ver agora como alvo das mesmas revistas para as quais trabalha.
As expectativas eram elevadas! Sou um grande apreciador dos filmes do António Pedro Vasconcelos, o programa “5 Para a Meia-noite” tinha feito na semana passada um excelente lançamento do filme, uma das personagens principais é a Soraia Chaves, uma das melhores actrizes portuguesas neste registo, e tinha a curiosidade de descobrir Nuno Markl como actor de cinema.
A sala de cinema estava quase cheia quando entrei com os meus habituais cinco minutos de atraso, na altura em que percebo a Soraia Chaves no seu melhor estilo, fazendo-me de imediato um gesto obsceno com o seu dedo do meio.
O filme prometia! E cumpriu…
Ainda mais quando a revelação chamada Nuno Markl engrandeceu ainda mais esta comédia-romântica à portuguesa, com o seu humor inteligente característico, a sátira social incorporada na sua personagem e as magníficas T-Shirts do Cão Azul. Foi dele, para mim, a frase-chave do filme que dizia mais ou menos assim: “Perdi aquela mulher porque percebeu que apenas sorria, não chorava por mim…” Uma frase muito profunda, que viria a solucionar a questão central do filme!
Neste filme ainda revi o grande Ivo Canelas, um dos meus actores portugueses favoritos, perdendo o brilho do seu papel de “entertainer” em Call Girl para Nuno Markl neste filme. Mesmo assim, ainda lança umas belas postas de humor enquanto sutura, em alturas diferentes, o sobrolho, a mão e o pé do protagonista Marco D’ Almeida.
Marco D’ Almeida é o actor da nova geração. Depois de Maria João Bastos e mais recentemente de Rita Pereira, nas novelas da TVI, surge neste filme como amante de Soraia Chaves, e ainda dizem que ser actor é desgastante. Mas verdade seja dita, Marco D’ Almeida é um actor de grande qualidade e interpreta muito bem o seu papel neste filme.
Por fim, uma palavra para Soraia Chaves, para dizer que já se percebeu que este tipo de filmes são a sua “praia”, e que gostaria de a ver noutro tipo de registo.
Quanto ao filme em geral, julgo que é uma excelente sátira social, especialmente ao mundo das revistas cor-de-rosa, e um grande desafio entre o estatuto profissional e o amor. Vale a pena aceitar a sugestão!
O primeiro encontro foi um verdadeiro sucesso. Lisboa foi palco de uma noite única, com o convívio entre pessoas diferentes que maioritariamente nunca teriam estado juntas, e com um espírito de descoberta e elevação impressionantes.
As festas passaram e é altura de anunciar o II Encontro Nacional de Blogueiros, no próximo mês de Março, numa das cidades que mais prezo e que nutro um grande carinho e admiração, o Porto.
Julgo que a escolha do mês é a ideal, por ser o mês do restabelecimento total das festas de final de ano, por ser o primeiro mês de férias para muita gente e por ser o mês da Primavera, da descoberta e da renovação.
Quanto ao local, depois de Lisboa, por ser a cidade Capital e para provar o meu bom exemplo de deslocação para este tipo de eventos, cedi à enorme pressão para a escolha da cidade Invicta. Uma pressão saudável, porque assumo o meu enorme apreço pelo povo do Norte do País, um povo destemido, aventureiro, frontal e simples. E confesso que tenho grandes esperanças sobre a elevada adesão dos blogueiros do norte neste evento, para além dos blogueiros que dinamizaram o encontro em Lisboa, outros que não tiveram possibilidade de estar presentes no primeiro e aqueles que querem estar agora presentes.
Assim que puder, darei informações mais precisas sobre este evento, por agora apenas peço para o assinalarem na vossa agenda e para o anunciarem no blogue pessoal de cada um, para que os vossos seguidores, seguidores de seguidores e assim sucessivamente, também tenham a oportunidade de estar presentes num acontecimento único! Para informações mais detalhadas, podem contactar-me através deste blogue ou para o meu e-mail: goncalofoc@gmail.com
Para finalizar, e não menos importante, lanço a minha mais sincera vénia ao trabalho realizado pela autora do blogue Diabo de Roupa Curta no design gráfico do anúncio deste encontro. A imagem está muito bem conseguida, porque compreende as linhas e cores do símbolo “Blogger” e acrescenta uma enorme criatividade e sensibilidade ao texto por mim escolhido. Não faria melhor, e prova que cada um pode acrescentar o seu talento em prol de um grande evento de grupo como este. Podem começar a pensar no vosso contributo!
Há quase quatro anos que existe “O Sabor da Palavra”. Há quase quatro anos que concluí a Licenciatura em Enfermagem. Desde então insurgi-me contra diversas situações sobre a minha profissão em silêncio, sendo que apenas houve uma divulgação dos problemas de Enfermagem neste espaço: o desemprego, mas também foram onze meses seguidos da minha vida pessoal...Aderi sempre às greves de enfermagem, mas nunca as referenciei aqui. Talvez pelo gosto da partilha pelo bem, talvez pelo vosso bem-estar, talvez pela dificuldade de vitimização. Mas a situação tornou-se insustentável. Senão, reparem bem na notícia do "Sol" de 15 de Janeiro de 2010, pouco tempo depois do acordo dos professores com o Ministério da Educação. Não estou contra a resolução recente dos professores. Tenho os professores como uma classe de grande responsabilidade, sujeita a uma instabilidade emocional elevada pela sua vida nómada, e por vezes com contrato mensais pouco dignos da sua vida pessoal e profissional. No entanto, um dos princípios base da minha existência é a justiça, e não compreendo as diferenças existentes entre as vozes dos enfermeiros e dos professores na comunicação social, as diferenças compensatórias entre a responsabilidade dos professores e dos enfermeiros (volto a frisar a imensa responsabilidade dos professores na educação dos portugueses, mas acrescento a maior responsabilidade no sector da saúde, entre a vida e a morte), e as diferenças salariais entre dois grupos licenciados, sendo que um desses grupos – a Enfermagem – ainda ganha como curso de Bacharelato. Para agravar ainda mais a situação, em vez de se aproximarem as tabelas salariais, de acordo com as negociações sindicais desde o tempo dos Afonsinhos, tiram-se aos enfermeiros e dá-se aos professores. Como se o governo fosse o Robin dos Bosques, e os enfermeiros os ricos. Nós, os ricos? Só se for de bravura!
Bravo fiquei eu quando percebi as diferenças salariais actuais no início de algumas carreiras profissionais, entre as quais a Enfermagem. Segundo o documento seguinte, a actual remuneração de 1020 euros para os Enfermeiros passará a 995 euros, comparada com os 1518 euros dos Professores, 1626 euros dos Técnicos Superiores de Saúde (pasme-se!) e 2575 euros dos Médicos, entre outros. Não quero melhorar a minha condição através da desgraça dos outros - até porque admito com naturalidade a tabela salarial dos médicos, por exemplo - apenas peço justiça!
Poderia falar-vos outra vez do desemprego em enfermagem, da instabilidade contratual em que me encontro, do congelamento da carreira, dos escassos recursos humanos admitidos para a qualidade dos cuidados de enfermagem, entre outros problemas. Mas hoje insurjo-me perante as diferenças remuneratórias, confirmo a minha Greve para os dias 27, 28 e 29 de Janeiro, assumo a minha presença na Manifestação dos Enfermeiros em Lisboa no dia 29 de Janeiro e peço-vos para tornarem a blogosfera como a “nossa comunicação social” e deixarem algumas palavras sobre o actual momento da Enfermagem, caso algum dia tenham percebido a importância dos enfermeiros. Basta uma pequena frase, uma imagem, ou até mesmo o anúncio da greve desta semana, mas façam alguma coisa, porque a nossa vitória será também a vossa! Não tenham a mínima dúvida!
Foi isso que o Sérgio Serra fez com grande mestria no magnífico texto que vos deixo de seguida:
“GREVE DOS ENFERMEIROS - Quem me conhece sabe que, por princípio, sou contra as greves laborais. Sendo um direito dos trabalhadores, inalienável, sabemos que muitas vezes é usado pelas centrais sindicais essencialmente como um instrumento de mobilização e de agitação laboral e, por isso, nem sempre pelos melhores princípios. Grande parte das vezes temos a percepção que a utilização do instrumento "greve" serve na essência os propósitos da chamada esquerda comunista e da extrema-esquerda. Estou obviamente a referir-me aos chamados partidos de "contra-poder", que por vezes servem essencialmente para agitar de forma controlada as grandes massas de trabalhadores com propósitos única e exclusivamente políticos. Dito isto, e como não há regra sem as boas excepções, não posso, desta vez, deixar de estar de acordo com a greve anunciada pelos Enfermeiros Portugueses. As razões para esta greve são múltiplas e nunca como agora estes profissionais de saúde tiveram tantas razões para se manifestar. Sendo uma das profissões mais relevantes na prestação dos cuidados de saúde pela efectivação diária dos seus múltiplos e diferenciados desempenhos, em todas as instituições de saúde (e só quem necessitou alguma vez na sua vida de cuidados diferenciados de enfermagem consegue dar a devida relevância ao que acabei de afirmar), temos assistido ao longo da última década a uma tentativa progressiva mas intencional, por parte de variados governos no "Poder", para a diminuição do prestígio destes profissionais. Sabendo que nos últimos anos os profissionais de enfermagem, em geral, foram capazes de fazer um enorme esforço de adaptação aos padrões de exigência de uma sociedade moderna, exigia-se por parte dos órgãos de poder mais consideração e atenção aos problemas desta relevante profissão. Ninguém hoje duvida que uma das profissões que mais esforço fez nos últimos 15 anos para aumentar os seus níveis de formação académica e, consequentemente, aumentar as suas competências profissionais foram os enfermeiros. E, neste ponto, estou a falar particularmente dos 2º e 3º ciclos de estudos superiores. Não me refiro aos já vulgares níveis de Licenciatura ou chamados de 1º ciclo. Quem conhece os meios académicos sabe que é extremamente vulgar encontrar alunos licenciados em enfermagem nos chamados 2ª e 3º ciclos de estudos superiores. O que revela o profundo interesse destes profissionais na melhoria da sua formação científica e profissional. No entanto, e apesar da descrição anterior, ao longo destes anos, o poder político em geral não foi capaz ou não quis reconhecer mérito a este grupo de profissionais. Para além destes, outros conhecidos grupos de pressão tudo fizeram para que, dentro e fora das instituições de saúde, a autonomia e o potencial de decisão aos profissionais de enfermagem fosse progressivamente diminuindo. Como exemplo basta lembramo-nos da lei de gestão hospitalar que alterou a presença destes profissionais nos Conselhos de Administração e em Órgãos de decisão. Nada disto faz qualquer sentido e dificilmente se conseguem explicar estes acontecimentos, especialmente pelos problemas conhecidos e sempre presentes neste sector. Para quem não entende o que quero dizer basta dar um exemplo: avaliem o último indicador que referencia a dívida pública dos hospitais. Já alguém fez ou ousou fazer um estudo que permita avaliar o valor das perdas pelo não aproveitamento do conhecimento instalado destes profissionais nas organizações de saúde? Deixo a sugestão a todos. Todos os dias ouvimos notáveis deste país a apelar, e bem, à necessidade de formação académica e profissional dos trabalhadores portugueses. Todos os dias os ouvimos falar sobre a importância do "know-how" para os trabalhadores e para as empresas. Sabemos a relevância do conhecimento para o sucesso das organizações e para a melhoria da competetividade do nosso país. Ninguém coloca hoje em dia estas ideias de lado e quase ninguém fala de outra matéria nos media. No entanto, quando objectivamente se pode avaliar e verificar todo o esforço de uma profissão na melhoria da sua formação científica e profissional ao longo de mais de uma década, assistimos em sentido inverso a uma tentativa de "destruição" dessa mesma profissão. Digo "destruição" sem remorsos, dado que os envolvidos se sentem traídos no enorme esforço em tempo e dinheiro que fizeram ao longo dos anos, se sentem traídos na falta de reconhecimento profissional por parte dos órgãos de poder político (e não só), se sentem traídos pelo não reconhecimento da sua actividade dentro das instituições, se sentem traídos na natural necessidade de ambicionarem melhorar os seus padrões de vida e se sentem em muitos casos traídos pelos seus próprios pares. Como se pode compreender que os enfermeiros portugueses sejam os únicos profissionais que não são remunerados de acordo com o seu nível académico? Alguém consegue responder a esta questão de forma lógica? E, sendo muitos deles Mestres e Doutorados nas melhores Universidades do País e em várias áreas da saúde, como se justifica não fazerem parte dos órgãos de decisão? O preconceito histórico continua enraizado na cultura portuguesa face a esta profissão. As culturas institucionais de poder, por mero preconceito histórico, continuam de forma sustentada e intencional a querer subjugar estes profissionais sem se terem dado conta que tudo mudou e continuará a mudar à sua volta. Têm que conseguir destruir os seus "mitos" relativamente a esta profissão sob pena de ser continuar a perder uma importante base de trabalho no sector da saúde. Em vez de procurarem considerar estes "players" como elementos úteis, capazes de fazer a diferença e funcionar como fortes aliados na definição de políticas de saúde mais eficientes e eficazes, estes mesmos órgãos de poder preferem, e em sentido radicalmente oposto, minimizar os elevados níveis de formação negligenciando de forma absurda tanta riqueza, que hoje a literatura define como "capital humano". Impensável numa sociedade que quer pertencer ao primeiro Mundo! Infelizmente a proposta da actual Ministra da Saúde corrobora tudo o que acabei de escrever. Digamos que, perante o descrito, a proposta de Ana Jorge é, no mínimo, muito criticável. Razão pela qual, desta vez, estou do lado de quem tem todo o direito de se fazer ouvir perante tamanha afronta à dignidade e ao esforço destes profissionais.” Sérgio Serra
O meu amigo Lobinho enviou-me estes dois prémios com desafio incluído. Nada mais nada menos do que 1001 perguntas. Mas eu gosto! Descubram-me!
a) Tens medo de quê? Tenho medo de falar do medo. Posso falar antes de Amor? b) Tens algum guilty pleasure? Tenho. Vários! Mas não conto, não por timidez, mas por discrição e respeito à pessoa certa. The One! c) Farias alguma "loucura" por amor/amizade? Faço “loucuras” por ser eu próprio! Como gosto tanto de dizer, sou um louco saudável! d) Qual o teu maior sonho? [Não vale responder Paz, Amor e Felicidade ;) ] A estabilidade na loucura! e)Nos momentos de tristeza, abatimento, isolas-te ou preferes colo? (Não vale brincar) Isolo-me e acciono o meu colo mental. Resulta na maioria das vezes… f) Entre uma pessoa extrovertida e outra introvertida, qual seria a escolha abstracta? Pessoa extrovertida. O silêncio excessivo causa-me alguma confusão… g) Sentes que te sentes bem na vida, ou há insatisfações para além do desejável? O balanço é positivo! Sinto-me bem na vida porque também procuro constantemente este sentido. h) Consideras-te mais crítico ou mais ponderado? (mesmo sabendo que há críticas ponderadas) Nem uma coisa, nem outra. Assertivo! i) Julgas-te impulsivo, de fazer filmes, paciente ou... (define o que te julgas no geral) Que pergunta tão aberta! Há imenso a dizer sobre mim que nem coloco a possibilidade de me mostrar numa resposta a meio de um questionário… j) Consegues desejar mal a alguém e eventualmente concretizar? (Responder com sinceridade) Sinceramente não me recordo. Mesmo às pessoas que me causam maior incómodo, procuro-lhes responder com classe e atento ao nível que desejo para mim. Constante! k) Conténs-te publicamente em manifestações de afecto (abraçar, beijar, rir alto...). Contenho-me se for a pessoa errada, o momento inadequado ou o espaço impróprio. Mas recordo que sou o enfermeiro mais beijoqueiro dos meus locais de trabalho, e o meu trabalho é uma extensão da minha personalidade… l) Qual o lado mais acentuado? Orgulho ou teimosia? Orgulho em mim! m) Casamentos homossexuais e/ou direito à adopção? Casamentos homossexuais, sim! Direito à adopção, nim! n) O que te faz continuar com o blogue? A paixão pela escrita, o apreço pela partilha, o sonho pela edição do meu livro… o) O número de visitas ou de comentários influencia o teu blogue? A motivação é directamente proporcional ao número de seguidores e comentários. p) Na tua blogosfera pessoal e ideal, como seria ela? A blogosfera actual e diversa! q) Deviam haver encontros de bloguistas? Caso sim em que moldes e caso não porquê? Claro que sim e nos meus moldes! Mas eu sou suspeito… r) Sabes brincar contigo mesmo e rir com quem brinca contigo? (Não vale responder com ironias) Com o bom humor, sim! Com as supostas “brincadeiras”, não! s) Já agora, qual ou quais os teus principais defeitos? O excesso de transparência… t) E em que aspectos te elogiam e/ou achas ter potencialidades e mesmo orgulho nisso? Recordo uma frase recente “És o filho que todas as mães gostariam de ter!”. A partir daí podem generalizar a frase do filho para o vizinho, o amante, o amigo, o enfermeiro, etc. Fica ao vosso critério… :P u) Entre uma televisão, um computador e um telemovel, o que escolherias? Um computador. v) Elogias ou guardas para ti? Sou um homem de elogio fácil. Com muito orgulho! w) Tens a humildade suficiente para pedir desculpa sem ser indirectamente? Sem dúvida. E de imediato. x) Consideras-te, grosso modo, uma pessoa sensível ou pragmática? Sensível. y) Perdoas com facilidade? Perdoo na mudança! z) Qual o teu maior pesadelo ou o que mais te preocupa? O escasso ou inexistente Amor no Mundo!
Faz parte integrante do prémio visitarem estes blogues:
Eu avisei! Mais rubricas surgiriam neste novo ano. Esta chama-se “Escapadelas” e retratará as viagens da minha vida a partir deste ano, sendo que o projecto “viagens” surge também como um dos meus desejos para o presente e futuro, como referi no texto “Balanços & Desejos”.
O primeiro texto desta nova rubrica fala-nos do meu último final de semana na Serra da Estrela. A vontade é sempre a mesma: bom e barato! A motivação repete-se: a fuga à rotina e a descoberta! E entre a vontade e a motivação tomei a feliz opção de iniciar-me na vida nas Pousadas da Juventude e descobri um mundo acessível e de qualidade razoável, ou mesmo acima da média.
Um bom exemplo disso é a Pousada das Penhas da Saúde que se revelou um espaço de enorme conforto, fruto de uma inauguração recente e recheada por uma sala extremamente confortável, com sofás de pele, televisão da última geração, lareira e televisão por cabo. A qualidade do quarto surpreendeu-me, fazendo inveja a muitos quartos de hotéis de 4 estrelas, possuindo um aquecimento muito eficaz, uma casa de banho integrada e moderna, e umas vistas fabulosas para a serra. Por falar em vistas, descobri o enorme prazer de sentir a água quente do banho enquanto percebia a neve do outro lado da janela. Magnífico!
(Imagem de R.)
No dia seguinte, já estava de partida para a Guarda, percebendo uma cidade fria, enublada, e com vários becos de calçada de sentido único. Confesso que o cenário da noite na Guarda tornou-se um pouco medonho. E a Pousada da Guarda não compensou a falta de qualidade atmosférica, sendo uma simples pousada, mais pequena e com um aspecto mais envelhecido, no entanto com uma qualidade humana superior. A hospitalidade será um traço comum ao pessoal da Beira Interior?
A simpatia e disponibilidade repetiu-se no dia seguinte no Restaurante “Albertino”, no Folgosinho, um dos restaurantes mais famosos do país pela sua favorável relação preço-qualidade. E as expectativas confirmaram-se, começando pelas deliciosas entradas de enchidos assados com broa caseira, passando pelos pratos tradicionais de Feijoada de Javali, Cabidela de Coelho, Vitela com Cogumelos, Cabrito e Leitão Assado, e terminando num jogo de sobremesas com Arroz Doce, Leite Creme e Requeijão com Abóbora. Já salivam? Eu também! E tudo isto num ambiente saudável e acolhedor criado por pessoas que quase que “impunham” a descoberta dos sabores tradicionais da sua terra.
Para acabar, fica a sugestão e o desejo. Seguir a rota das Pousadas da Juventude e descobrir as maravilhas de Portugal a bom preço. Julgo que é uma boa opção para viajar para fora cá dentro, sem necessitar de grande disponibilidade de tempo pessoal, e sentir o que ainda não foi sentido.
Nunca escondi que consumo música de manhã à noite, desde que acordo até adormeço e muitas vezes até de madrugada. Ainda não vos tinha dito que sou um telespectador assíduo dos programas de música na TV, nomeadamente os concursos musicais para descoberta e formação de novos talentos. Ainda sou do tempo do mítico Chuva de Estrelas, que trouxe para o estrelato nomes como Sara Tavares e João Pedro Pais, gostei do formato da Academia de Estrelas, talvez o formato mais completo porque associava a música à representação, sou um apreciador da escola da Operação Triunfo (para tudo tem de existir aplicação!) e gosto imenso do programa “Ídolos”, tanto na versão inicial Stand-Up Comedy (vulgo “Cromos de Portugal”) como na fase final do talento em bruto!
Nesta última fase tenho acompanhado com atenção as prestações dos concorrentes e ainda não tenho um favorito. Julgo que esta edição é a mais forte de todos os tempos e há candidatos fortíssimos à partida que estagnaram a sua evolução, casos da Solange, Salvador e Inês, e outros que não brilhavam inicialmente mas que estão numa progressão com grande visibilidade do seu talento, como são os casos da Diana, Carlos e Carolina. A saída mais injusta até ao momento pertence à Catarina, uma intérprete que se “rasgava” em palco como eu gosto, e o concorrente mais consistente até ao momento é o Filipe. Falha no discurso mas vou ficar atento à sua evolução, sem ser ainda o meu favorito.
Na noite anterior existiram três actuações que mereceram o meu destaque. A Carolina, gira como sempre (será do nome?), trouxe-nos um tema dos “Boite Zuleika” que lançou a polémica entre o júri pela escolha musical.
Ainda conheço mal Boite Zuleika, mas parece-me mais um grupo na nova geração de boa música portuguesa como os “Deolinda” ou “Oquestrada”, dignos de serem revelados ao grande público português. Que melhor forma para a sua divulgação que um programa como o “Ídolos”? Boa Carolina, tens o meu apoio! Um Ídolo também se faz pela diversidade cultural que apresenta e pela sua unicidade, neste caso, de bom gosto! Pelo menos seduz-me a conhecer melhor este novo projecto da música portuguesa. Missão cumprida!
A polémica não ficou por aqui e o famoso Manuel Moura dos Santos partiu a louça toda quando criticou o repertório musical do Carlos.
O “Bruno Alves” do Ídolos tem escolhido temas tipicamente Pop Comercial, como Lady Gaga, Katy Perry e agora Anjos, e saiu-se muito bem com este último tema “Eu estou aqui” dos Anjos, sendo magnífica a sua prestação junto com o público. É isto que se pede a um Ídolo. Talvez haja melhores temas do que estes para um verdadeiro Ídolo, mas este é um programa Pop e o Carlos apenas se resume a seguir o formato do programa, ao contrário de outros concorrentes que seguem outros registos, como o Rock e até o Jazz.
O final da noite estava reservado para a actuação da Solange com o tema de passagem de ano do meu blogue “Ponto de Luz”.
Apesar de ser tema de passagem de ano, é um tema para a minha vida porque resume tudo aquilo que vivo neste momento. Um dia escrevi um texto com o título “ A tua pequena luz”. Mal sabia que uns anos mais tarde iria ouvir este tema de Sara Tavares e lembrar-me desta vez que a luz não tem tamanho, pode ser um simples ponto e representar o nosso pensamento. E representa! A actuação da Solange foi aquém do esperado, mas no meu pensamento estava o sorriso, o carinho, a generosidade, a inteligência e até o “apetite”… Deixa-me ser só ser!
Transição profissional porque aproveitei o balanço da curva ascendente nas minhas passagens, cronologicamente, pelo desemprego, Unidade de Cuidados Continuados em Vila Nova de Poiares e Hospital de Aveiro para atingir um patamar mais elevado e desejado no Hospital de referência do centro do país, o Hospital da Universidade de Coimbra. Na minha cidade e num serviço talhado para mim, o serviço de Cirurgia é possivelmente o local de trabalho mais adequado para a minha evolução hospitalar, porque funciona com diversas vertentes de Medicina e Cirurgia simultâneas, é um internamento e continuo a trabalhar com uma faixa etária com grande significado para mim, os idosos. Aqui vou ser feliz!
Por causa desta transição profissional, julgo que a transição pessoal e amorosa pretendida e esperada para este ano ficou aquém das expectativas. Acredito que o facto da transição profissional se ter reflectido sobretudo na época charneira do ano (meses de Junho, Julho e Agosto) quebraram a disponibilidade necessária para alimentar a minha vida pessoal. Lembro-me que nessa altura ainda sofri de uma conjuntivite severa que durou três semanas seguidas, o que em nada contribuiu para novas perspectivas pessoais. Nem vida pessoal tinha!
Por falar em conjuntivite, este ano senti-me menos imune do que o habitual. Já há muito tempo que não acordava com um olho mil vezes maior do que o outro, tive uma recidiva da varicela da infância chamada Zona, e se nos anos anteriores não me lembro de gripes nem constipações, este ano lembro-me de pelo menos uma constipação, muito próxima da conjuntivite. Estaria de certeza numa fase mais debilitada! Felizmente, num ano em que a grande revelação na saúde foi a Gripe A, não tive qualquer “conflito” com o H1N1.
Voltando ao período de transições, não posso esconder que existiu uma grande transição pessoal. Sem mudanças de estilo pessoal, com a postura que me caracteriza, mas com uma melhor afinidade entre o pensamento e a acção, sinto-me mais sintónico comigo e com os outros. Sinto-me um ser mais completo e este equilíbrio começa a trazer os seus resultados. Julgo que não foi apenas um feliz mês de Dezembro…E mais não digo, descubram…
Para 2010, vou aproveitar os resultados positivos da transição pessoal e profissional e apostar mais no detalhe. O detalhe do acessório, o detalhe da formação, o detalhe do equilíbrio “Zen”, o detalhe das relações humanas, o detalhe das viagens.
Acessório é tudo aquilo que existe sem necessidade aparente. Para mim, acessório já é tudo aquilo que existe porque tem de existir, distinguindo o mediano do soberbo. Vou apostar mais no detalhe, à minha imagem e semelhança!
Tenho alguma dificuldade na gestão do tempo, o que é bom para não cair na monotonia e no vazio, mas tem o seu revés na falta de tempo para satisfazer todos os projectos idealizados. A agenda continua a ser curta para tantos projectos, mas a formação profissional e pessoal tem de ser um ponto essencial para o próximo ano. Talvez mais profissional do que pessoal, porque a leitura em geral tem sido uma constante, mas confesso que me falta apostar mais nos meus conhecimentos em enfermagem, o que até poderá ser feito em casa. A minha biblioteca já se ri para mim!
E agora uma revelação. Em 2010 vou seguir mais uma terapia Zen. Depois de algumas observações pela Acupunctura e Shiatsu, e pela realidade presente do Reiki, surgirá o Yoga. É importante complementar a tradição com um leque alargado de conhecimentos, e todos os momentos são bons para o equilíbrio e a meditação. Os resultados surgirão, fiquem atentos!
Nas relações humanas, não vou deixar aqui qualquer promessa pessoal acerca do amor. A promessa fica comigo. Apenas assumo que tenho um forte desejo de continuar a alimentar o Amor, sem restrições, sem limites, com uma margem de progressão infinita e convicto de que este blogue e as próximas edições do Encontro Nacional de Blogueiros serão dois pontos essenciais. Sim, 2010 será mais um ano de Encontros! A primeira experiência foi muito positiva e vou voltar à carga muito em breve, deixem apenas passar as festas e enchermos de novo os bolsos… O blogue continuará, com o seu estilo próprio e de crescimento universal, e com a existência de novas rubricas apresentadas no seu devido tempo.
A blogosfera será um pequeno grande mundo no grande mundo que pretendo continuar a conhecer. Já tenho vários destinos possíveis para o novo ano. Não sei se os conseguirei concretizar todos, ou se concretizarei outros, mas aqui ficam alguns só para vos deixar a salivar. Amesterdão, Luxemburgo, Brasil, cruzeiro, Açores, Barcelona…
…mas a maior viagem que poderemos fazer é ao nosso mais íntimo ser. Sejam felizes, também em 2010!
Como um bem nunca vem só, a Sara volta a enviar-me postais de boas festas e pede-me em troca para que lhe mostre as cinco canções da minha vida. Não o farei, porque cada música tem uma história e tenho grandes dificuldades em escolher a nata da nata do meu fenómeno musical. Mas como cada música é um momento, revelo cinco dos grandes momentos da minha vida...em música!
Toranja - Carta
Kenny Rogers & Sheena Easton - We've Got Tonight
David Fonseca - I See The World Through You
Tiago Bettencourt - Só Nós Dois
Sarah Mclachlan - Angel
Passo o desafio às seguintes almas musicais:
Fragmentos Culturais EveryDayIsExactlyTheSame Apenas Momentos Sair das Palavras O Amor Acontece? Singularidades de uma Enfermeira LCego Carpe Diem Uma Rapariga com um Garfo num Mundo de Sopa Reflexões Inconscientes
A minha querida Sara do blogue Doce Sussurro acredita que o Natal é todos os dias e continua a distribuir sorrisos como se não houvesse amanhã. É isso miúda, continua! Desta vez enviou-me o selo dos blogues com qualidade que não têm preço. O meu é inegociável, mas espero que continue a ter crédito perante os seguidores. Acompanhem o crescimento da minha conta sem fundo!
“Há quem considere o perdão como o grau mais elevado do apreço. Mas os estudos revelam que há ainda uma forma de amor mais elevada e que conduz ainda mais à felicidade: o altruísmo. O altruísmo já foi considerado como o grande paradoxo: Quando se dá qualquer coisa a alguém, quem dá é que se sente melhor. Dar é receber. Os estudos mostram que as pessoas felizes são altruístas e que as pessoas altruístas são felizes. Mas nenhum estudioso conseguiu determinar qual das duas qualidades foi a primeira. Estão muito intimamente ligadas. Acredito que já tenham sentido isso. Na época do Natal, o que é que vos cria mais expectativa – os presentes que vão receber ou os presentes que vão oferecer?” (Dan BakerIn “O que sabem as pessoas felizes”)
Tenho sérias dúvidas que as pessoas tenham noção do real valor do altruísmo. Mais dúvidas tenho sobre a resposta aparentemente óbvia para o autor, no universo dos seus leitores em geral. Mas tenho a certeza que a resposta aparentemente óbvia para o autor é a mais acertada! O que me cria mais expectativa neste Natal é a oferta dos meus presentes para as pessoas que mais gosto ou que estão mais próximas de mim! Por incrível que possa parecer (para alguns!), há pessoas próximas que ainda nem compraram o meu presente, às quais eu respondi com um “Não te preocupes…”, e ainda nem me dei ao trabalho de imaginar os presentes já comprados pelas pessoas que certamente já o fizeram… Ao invés, tenho andado numa roda viva para encontrar o presente, aquele, o mais indicado para determinada pessoa, porque uma dádiva deverá ser personalizada e cuidada. Porque cada pessoa é uma pessoa, e cada momento é um momento…
Mas deixemos o tema dos presentes e reflectiremos sobre as palavras do Padre Anselmo na missa de Natal da Unidade de Saúde em Vila Nova de Poiares, na passada semana. Costumo dar raras disponibilidades mensais para este meu part-time, acima de tudo porque prezo imenso a minha vida pessoal e o meu equilíbrio, mas desta vez também cruzei, sem intenção prévia, o meu lado profissional com o lado festivo da Unidade. Nada acontece por acaso… E ouvi as seguintes palavras do Padre Anselmo:
“As pessoas quando pensam geralmente no Natal pensam normalmente no segundo, terceiro ou quarto ponto constituinte do Natal. E esquecem-se normalmente do primeiro: Nasceu Jesus Cristo!”
Assino por baixo, acrescentando apenas que o Natal não será apenas uma festa litúrgica, porque o Natal serve para os católicos, budistas, ateus, (e até para o Saramago :P), reflectirem sobre a sua missão de amor, esteja essa missão representada por um nome de sempre, Jesus Cristo, ou representada pelo seu próprio nome, pelo seu próprio Deus.
Para mim, como católico, o primeiro ponto é essencial e seguido literalmente à letra: “Nasceu Jesus Cristo!”. E aproveito a celebração do Seu nascimento para recordar e celebrar o amor natalício que vivo durante os restantes dias do ano, juntando a família, mostrando o amor pela atitude e até por símbolos chamados de presentes (segundo ponto do Natal), desfrutando de algumas iguarias com cheirinho a canela e polvilhadas com açúcar e carinho (terceiro ponto do Natal) e mobilizando o altruísmo e o perdão por um mundo melhor…
Este ano tenho a felicidade de juntar o útil ao agradável! Estou a trabalhar de manhã no dia 24 de Dezembro, regresso a casa para passar a consoada em família, para mim o momento mais alto do Natal, e regresso ao trabalho no dia seguinte às oito da manhã para alimentar o Natal dos Hospitais! Será o meu primeiro Natal num internamento hospitalar e sinto um sabor especial pela oportunidade que tenho de colocar a enfermagem, como uma das missões profissionais mais próximas do Amor Universal, em prol dos doentes que estarão impossibilitados de passar o Natal em família. Ser Enfermeiro é sentir o Natal todos os dias!
Faltou referir o quarto ponto constituinte do Natal. Mas esse fica à interpretação individual de cada um. Sejam felizes, também no Natal!
E se de repente “O Sabor Da Palavra” reunisse as suas rubricas culturais numa só rubrica alusiva ao Natal?
Gostavam? Eu também!
Por isso, como é Natal, esta rubrica vai ter muito mais de mim, vai ter a vossa presença e as vossas dádivas sugestivas para um Natal mais próspero e unido. As sugestões são: a música, o livro e o filme que representa o nosso actual Natal.
As minhas sugestões são as seguintes:
Música – “Pogues – Fairytale of New York”
It was christmas eve babe In the drunk tank An old man said to me: won't see another one And then they sang a song The rare old mountain dew I turned my face away and dreamed about you Got on a lucky one Came in eighteen to one I´ve got a feeling This year´s for me and you So happy christmas I love you baby I can see a better time Where all our dreams come true.
They got cars big as bars They got rivers of gold But the wind goes right through you It´s no place for the old When you first took my hand on a cold christmas eve You promised me broadway was waiting for me You were handsome you were pretty Queen of new york city when the band finished playing they yelled out for more Sinatra was swinging all the drunks they were singing We kissed on a corner Then danced through the night.
And the boys from the NYPD choir were singing Galway Bay And the bells were ringing out for christmas day.
You´re a bum you´re a punk You´re an old slut on junk Lying there almost dead on a drip in that bed You scumbag you maggot You cheap lousy faggot Happy christmas your arse I pray god it´s our last.
And the boys of the NYPD choir's still singing Galway Bay And the bells were ringing out For christmas day.
I could have been someone Well so could anyone You took my dreams from me When I first found you I kept them with me babe I put them with my own Can´t make it out alone I´ve built my dreams around you
And the boys of the NYPD choir's still singing Galway Bay And the bells are ringing out For christmas day.
Livro – “A Lei do Amor”, de Laura Esquivel
Filme – “A Cidade dos Anjos”
Quais as vossas sugestões? Vá lá, não custa nada, é apenas mais uma bola na árvore de Natal que no final será nossa!
O meu querido Lobinho e a doce Sara enviaram-me mais um selo, desta vez alusivo ao Natal. As regras são as seguintes:
1) Dizer o que desejo para este Natal:
Muito em breve existirá um texto dedicado à minha mensagem de Natal para este ano, mas enquanto não surge o texto, alinhavo os meus desejos numa manta colorida com as palavras “Amor”, “Saúde” e “Sucesso”, e que todos possamos recortar um pedaço dessa peça para mostrar as cores da vida ao mundo! Caso a manta seja curta, prometo que partilharei o meu pedaço de pano… Combinado? :)
2) Oferecer o selinho a 12 blogs:
Sebenta do Nando Diabo de Roupa Curta Pedacinhos de Mim AbelhaFerrona Allô? LCego Diário da Minha Vida Vivemos o que Aprendemos O meu Pau de Canela Terra de Encanto Walker Woman Liquor Cerebrospinalis
A Céu, autora do blogue Reflexões Inconscientes, teve uma feliz ideia que merece a sua divulgação imediata no meu blogue, como bom exemplo de serviço público e reflexão para um Natal constante. Prestem atenção:
“Correspondendo o humor ao estado de ânimo cuja intensidade representa o grau de disposição e de bem-estar psicológico e emocional de um indivíduo, e partindo do princípio de que cada um de nós tem a possibilidade de auto-induzir estados psíquicos que nos tragam bem-estar, considero que deve ser reclamado o bom-humor! Tudo depende então do paradigma em que nos baseamos para lidar com a vida, com a nossa grelha de leitura. Foi nesta sequência, que decidi hoje criar o Movimento Reclama o Teu Bom Humor! Que visa devolver a cada um de nós o poder que tem sobre o seu estado de ânimo :) A forma como nos sentimos, afecta claramente a nossa visão sobre o mundo e a relação com as outras pessoas, se assim é, podemos então mobilizar-nos para a obtenção do sucesso, em vez do sistemático reforço do fracasso, defendido por muitos de nós, de forma mais ou menos consciente. Estar bem implica também melhorar o nosso "pequeno mundo", assim, se cada um de nós procurar criar uma cadeia de Bom Humor, influenciando diariamente aqueles que nos rodeiam, sentir-se-á melhor e será simultâneamente afectado pelo estado de bem-estar que os outros experimentam. Vamos influenciar positivamente o humor de 2 pessoas que estejam perto de nós, em cada dia? A essas 2 pessoas passamos a palavra e assim sucessivamente... Lanço o desafio e aguardo os vossos comentários. Comecei hoje e já fiz sorrir algumas pessoas. Haverá melhor prenda de Natal? ;)” (Céu Gomes, 19/12/09)
Mais dois selos, mais dois Doces Sussurros da Sara!
Mais um desafio!
Desta vez terei de revelar cinco arrependimentos. Desde já aviso que dificilmente me arrependo do que faço, porque tudo o que faço tem um sentido positivo, mesmo que coberto de erros. Mas cá vai:
- Colocar a distância à frente do amor!
- Viver o início da adolescência com limites! (A vida é uma escola sempre aberta!)
- Desperdiçar a oportunidade de conhecer melhor o coração de um homem bom. O meu avô materno! Também tenho pena (sem possibilidade de arrependimento) de não ter conhecido de forma consciente os meus avôs paternos, mas a minha tenra idade não me permitiu. Apenas conheço as histórias que os meus pais me contam. Afinal de contas, o chapéu do meu avô paterno era um brinquedo para mim, enquanto estava sentado ao seu colo no banco do jardim. Também ouvi dizer que tinha um carinho especial por mim… Ainda tem, eu sinto-o!
- Magoar as pessoas que mais amo, mesmo que inconscientemente… No outro dia ouvi algo muito interessante. A vida é dura, por vezes, mas acabamos por descarregar a frieza da vida com as pessoas que mais amamos. Mais uma razão para reflectirmos e agirmos…
- Ter usado botas-mata-barata-no-canto-da-sala com apenas dez anos! O toc-toc das botas no chão era inconfundível e o meu mau gosto, indisfarçável :P
Passo o desafio aos seguintes blogues:
Carpe Diem Reflexões Inconscientes Liquor Cerebrospinalis AbelhaFerrona O Amor Acontece? Para Lá das Lentes Enfermeiro o Enfermo
A Sara do blogue Doce Sussurro enviou-me um selo alusivo a viagens. Gostaria imenso de viajar neste momento, já não tenho férias há seis meses e por vezes só me apetece largar tudo e fugir para o desconhecido, mas depois volto a encontrar-me mesmo por aqui e por mim! Uma boa solução para viajar para fora cá dentro são os livros, e os próximos livros de resposta ao desafio são do melhor que já pude ler. Encontrei-me!
O desafio é este:
1). Indicar 3 livros que nos marcaram:
- Conversas com Deus, de Neale Donald Walsch - A Saga de um Pensador, de Augusto Cury - Veronika Decide Morrer, de Paulo Coelho
2). Passar o selinho e o desafio a 5 blogues:
Fragmentos Culturais Singularidades de uma Enfermeira Sair das Palavras Ponderar Tout Sur Nathalie
Chamo-me Luís Miguel e tenho 21 anos. Como muitos jovens da minha idade, esta poderia ser mais uma daquelas castas com intenção de bens matérias te pedir. Mas não… Hoje resolvi escrever-te porque tenho uma doença que me preocupa, que me consome e se alimenta de mim. É triste eu sei, tenho 21 anos, não 21 dias nem 21 meses, acredita que já vivi do pior possível e imaginário. Não me considero uma pessoa que ao longo da vida tenha feito factos grandiosos dos quais me possa gabar, nem que tenha feito as melhores e mais puras acções de caridade para que deva ser sublinhado. Mas dizendo sem qualquer enaltecer, acredito ser uma pessoa com um bom coração. Já lá vão mais de 10 anos quando me foi diagnosticada esta penosa doença ao qual hoje, neste dia, gostaria de ter a tua ajuda Não quero brinquedos, carros, casas, neste natal, e mesmo recuperar de saúde o que já perdi, seria pedir de mais. Apenas te peço que por mim fales a Deus e sejas mais uma estrelinha brilhante a iluminar o meu caminho. Eu sei, estou a pedir te o que se calhar muito gente em situação pior não tem, mas como cada caso é um caso, hoje vim apenas falar-te do meu. Sabes… Poucas são aquelas pessoas que conhecem a minha dor, a minha angustia, os sentimentos de revolta que me chegam a tirar noites seguidas de sono. Mas para hoje estar aqui, a falar contigo, embora me custe imenso, é sinal que com a tua ajuda pretendo por um ponto final em tudo isto, e voltar a ter uma vida mais activa comigo mesmo. Curioso, até este ano, era o único caso conhecido e diagnosticado clinicamente em Portugal, mas ao que sei e segundo a equipa de Neurociências que me segue, hoje 2007, já somos 3 os casos detectados em Portugal. Mas é desanimador, era bom que me pudesses ajudar, foi e é essa a prenda que todos os anos peço aos meus pais, onde é com grande tristeza que os vejo dizer ‘Infelizmente dar-te a cura é algo que só Deus te pode colocar no sapatinho’. Todas as noites lhe peço, acredita, mas penso que pedir com a tua ajuda seria melhor, a união faz a força e juntos penso até que algo de positivo podemos obter.
Achas que me podes conceder esse desejo? Ficaria eternamente grato.
Bem penso que a minha carta está a chegar ao fim, sei que tens muito trabalho pela frente, mas desde já deixa-me agradecer-te pelos minutos que dispensas-te para ler a minha carta. Peço-te que não penses que é apenas mais uma, pois não é, é a minha, é real, tem o coração sobre ela.
A rubrica “Agir para Reflectir, Reflectir para Agir” foi desde sempre dedicada à partilha e reflexão sobre as palavras de grandes génios como Paulo Coelho, Neale Donald Walsch ou Augusto Cury, mas hoje, dia 16 de Dezembro de 2009, percebi que há um tributo a fazer a um grande génio: Luís Miguel Mesquita Martins! Segundo o próprio, o menino M&M’s!
A grande diferença que o distingue dos outros génios supracitados passa pelo facto de ter sido uma lenda viva para mim, e mais do que qualquer génio ou lenda viva, foi e continua a ser um amigo!
Hoje faria 24 anos… Ainda me lembro que há dois anos atrás celebrei o seu aniversário oferecendo-lhe a pulseira da amizade, o símbolo que uniria para sempre a nossa relação e a minha presença na sua presença, mas…pouco tempo depois, Deus voltou a chamar os que mais ama, e a sua herança ficou para sempre nos corações dos que mais o amavam, no meu coração também…
Na altura, cheguei a pensar fazer um tributo ao meu amigo Luís, mas senti que seria cedo demais e talvez um oportunismo desnecessário do momento, por isso deixei apenas uma frase e uma música. A frase será a última pontuação deste texto, a música é “Pássaro Azul”, de André Sardet.
Hoje sinto que é momento para um dos tributos ao legado que o Luís me deixou, e nada melhor do que aproveitar o seu dia de aniversário e o mês de Dezembro para presentear-vos com um dos seus magníficos textos alusivos ao Natal.
Não sei nem consigo imaginar a dor e coragem necessárias para escrever esta carta ao Pai Natal, apenas sei que a vida e o Luís mostram que a experiência deve ser vivida com a maior intensidade possível, sem limites, ultrapassando os obstáculos com o prazer e compreendendo que cada momento é uma oportunidade para ser feliz! O Luís interpretava com grande mestria a filosofia de bem-viver e mascarava a sua dor com o sorriso dos outros, recusando qualquer tipo de “coitadismo” e centrando-se apenas na felicidade dos outros que era também a sua! Esta última frase pode estar escrita no passado, mas eu sei e sinto que continuas a ser presente na minha vida e um anjo da minha felicidade actual e crescente! A mensagem da tua carta continua bem presente e merece ser partilhada: nos momentos bons e menos bons, o sorriso é sempre possível! Vale a pena pensar nisto...
Para sempre, amigo!
“O teu sorriso mesmo quando o mundo estava contra ti ficará para sempre guardado nos nossos corações...És Lindo, para sempre!” (Gonçalo Cardoso)
Remember those walls I built Well Baby they are tumbling down And they didn't even put up a fight They didn't even make a sound I found a way to let you in But I never really had a doubt Standing in the light of your halo I got my angel now
It's like I've been awaken Every rule I had to break It's the risk that I'm taking I ain't never gonna shut you out
Everywhere I'm looking now I'm surrounded by your embrace Baby I can see your halo You know you're my saving grace You're everything I need and more It's written all over your face Baby I can feel your halo Pray won't fade away
I can feel your halo I can see your halo I can feel your halo I can see your halo
Hit me like a ray of sun Burning through my darkness night You're the only one that I want I got addicted to your lie I swore I'd never fall again But this don't even feel like falling Gravity came again To pull me back to the ground again
It's like I've been awaken Every rule I had to break It's the risk that I'm taking I'm never gonna shut you out
Everywhere I'm looking now I'm surrounded by your embrace Baby I can see your halo You know you're my saving grace You're everything I need and more It's written all over your face Baby I can feel your halo Pray won't fade away
I can feel your halo I can see your halo I can feel your halo I can see your halo
“Beyoncé: das melhores pernas do mundo!” (Raquel)
A música de chamada em espera! (Eli)
“A melhor canção de 2009!” (Prémios MTV EMA)
Uma boa escolha musical, uma interpretação menos conseguida… (Mariline, ex-concorrente dos Ídolos)
Cada bloguista participante tem de enunciar 5 manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher 5 outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do recrutamento. Cada participante deve reproduzir este regulamento no seu blogue.
O meu Top Five das Manias:
1 – Tomar banho duas vezes por dia. Sou um menino muito “lavadinho”! E dizem que cheiro bem…
2 – Os sapatos, o cachecol e o relógio. O conjunto tem de ser impecável!
3 – Levar uma mala para um ano, mesmo que a viagem dure apenas um fim-de-semana.
4 – Beijar as mulheres e abraçar os homens. Não deveria ser mania, deveria ser um hábito, mas torna-se mania perante o contraste da distância…
5 – Deitar-me para lá da meia-noite…há sempre tanto por fazer depois da meia-noite!
Eu preciso te falar te encontrar de qualquer jeito pra sentar e conversar depois andar de encontro ao vento eu preciso respirar o mesmo ar que te rodeia e na pele quero ter o mesmo sol que te bronzeia eu preciso te tocar e outra vez te ver sorrindo e voltar num sonho lindo já não dá mais pra viver um sentimento sem sentido eu preciso descobrir a emoção de estar contigo ver o sol amanhecer e ver a vida acontecer como um dia de domingo Faz de conta que ainda é cedo tudo vai ficar por conta da emoção Faz de conta que ainda é cedo e deixar falar a voz do coração [Bis]
Ontem foi assim.
Apeteceu-me…
…chegar de mansinho, mostrar a luz dos duetos musicais, libertar um sussurro no teu ouvido, seguir o meu dedo indicador com o olhar, sentir a minha mão no teu coração, pintar a manta com as cores do arco-íris, e respirar-te…
We can do anything at all Just as long as we stand tall We can go anywhere from here Just as long as you're near
Whenever I'm around you It all seems so clear If I wasn't such a fool I'd kiss your lips, my dear
We could be the future and the past Just as long as we can make it last We could just let go, very slowly Cause right now you're filling my head
With so many silly questions About human chemistry They're making me uneasy And soft in my knees
When your heart is trying to tell you something Not that far from the truth... just do it And if you try to make the right decisions based on what you're made of... remember
We can do anything at all Just as long as we stand tall
We can do anything...
We can do anything...
We can go anywhere...
We can do anything...
O título desta sugestão bem podia ser “Liberdade Total”, mas apenas iria desvirtuar a rubrica musical e o essencial continuará a estar entre o olhar e o ouvido…
Também poderia escrever: “Ouvi e gostei.” Mas estaria a ser sintético demais para expressar a minha vontade e imaginação actual…
Portanto, digo-vos que ouvi esta música há uns dias atrás, enquanto desfazia a barba no quarto de banho e ouvia a música no rádio do quarto. Distante, sim. Logo aí, achei magnífica! Apaixonei-me, pronto! E, claro, senti um carinho especial porque o seu intérprete é Mikkel Solnado, um dos filhos do eterno Raul Solnado, o que prova que o talento deste grande senhor continua bem presente entre nós.
Hoje já passavam das 18 horas quando estava em viagem, sentindo as pinturas intermitentes do reflexo da luz dos postes eléctricos da rua (mais um dos meus “momentos-slow-motion”) e ouvindo esta música no sistema acústico do meu automóvel quando se fez luz na minha cabeça: esta música representa tudo aquilo que estou a viver neste momento!
Cansado de viver sob o signo da luta entre o clássico e o desalinho, decidi optar pela riqueza na diversidade, e hoje sinto-me um ser mais completo e com uma expressão exterior mais fiável do meu estado de espírito.
Hoje sou um ser autêntico, com os outros, e principalmente comigo próprio, mais preenchido e, como diz a música, sem qualquer limite! Estou cansado das amarras que me atormentaram durante largos anos da minha vida, cansado de ser “linhas direitas” e com princípios mais do que rígidos, hoje sou eu, sem as minhas barreiras!
Sem passados, sem futuros, mas vivendo intensamente o verdadeiro conceito do momento!
Hoje é tempo de lançar o lápis de carvão para o chão e viver o meu “momento-arco-íris” como uma folha vazia à espera de ser descoberta e pintada com as cores mais bonitas do universo, segundo a tua mão…
A minha mão, a tua mão, os meus olhos, os teus olhos…a menina dança?
Ainda hoje estive à conversa com um caro colega meu sobre colecção de selos. Já sabia que há gente com grande entusiasmo para a sua colecção, apenas não sabia que há gente a oferecer o triplo do meu ordenado por um pedacinho de papel. Bem, eu tenho outras loucuras, enquanto isso continuo a receber os meus selinhos...de borla! :)
Obrigada DoceSussurro, pelo miminho :)
Alimento a corrente e envio a distinção aos seguintes blogues: