sexta-feira, 14 de março de 2008

Tiago Bettencourt deixa Aveiro ao rubro!

As saudades para assistir a um concerto musical eram mais que muitas mas a indisponibilidade de tempo ao fim-de-semana, ou o gosto menor pelos artistas musicais enquanto disponível, não me permitiu realizar este desejo mais cedo. No entanto, valeu bem a pena o tempo de espera para assistir a mais um grande concerto protagonizado por Tiago Bettencourt, desta vez com a presença dos Mantha.

Passava pouco das 21h e, a menos de meia-hora do início do espectáculo, o Teatro Aveirense estava às moscas e sem sinais de TPM (tensão pré-musical) mas, como bons portugueses, o público apareceu de uma só vez às 21h30m. A sala de espera encheu tanto que quase me sentia impelido contra a parede, ou melhor, contra o conforto de um sofá que só dava vontade de saltar infantilmente sobre o mesmo, até que a campainha tocou e a malta deixou-se de roçar em mim e passou a roçar-se nas belas das cadeirinhas do Teatro...

Começa o concerto logo com um momento alto de Tiago Bettencourt ao piano, passando na música seguinte para a guitarra, mostrando assim que a noite seria de grandes emoções com a mistura entre a balada e o rock. Recordando velhos temas dos Toranja como “Carta”, “Fome” e “Laços”, Tiago Bettencourt presenteava-nos também com os mais recentes temas do seu novo álbum com os Mantha, criando momentos de cortar a respiração tal a intensidade vocal com que os interpretava, mostrando um registo tão afinado como natural, tanto nos graves como nos agudos, pese embora ter estado com febre na noite anterior e sob o risco de cancelamento do espectáculo!

De facto, Tiago Bettencourt não tinha de provar a sua qualidade artística a ninguém, pois acredito que todas as pessoas que encheram o Teatro Aveirense já conheciam verdadeiramente o seu talento e apenas confirmaram que há música portuguesa de grande qualidade! Como sabem, para mim o Tiago tem as características que destaco num cantor de sucesso, mostrando de novo a sua voz única, repleta de sentimento, intimismo e naturalidade, esfarrapando-se em palco se for preciso enquanto se diverte e faz divertir o público!

Para mim a revelação da noite passou pela descoberta de um Tiago tímido (como eu já o percebia) mas com um humor muito natural e castiço que desconhecia, chegando a provocar grande risada geral do público, quiçá a cereja no topo de um bolo recheado de açúcar para o coração dos espectadores:)

Em suma, uma noite de verdadeira cultura musical, uma noite em que mais uma vez a cultura mostrou em todo o seu esplendor a verdadeira mensagem da arte, a mensagem do amor, interpretada por um cantor especial que se destaca mais ao vivo do que nos seus álbuns em suporte informático! Aqui fica a sugestão!:)

segunda-feira, 10 de março de 2008

Brisa Da Música (em versão champô -> 3 em 1)



“...Amor, meu amor, a vida inteira não chega p’ra te amar assim...”

Em 1986, Dora brindava-nos com o conhecido tema “Não sejas mau para mim” no Eurofestival da Canção. Na altura tinha eu dois anos, sendo agora necessária uma sessão de hipnose (ou de uma visita ao Youtube) para me recordar da sua voz, pelo menos até este momento em que Dora apresenta o seu mais recente álbum, lançando o tema “Vida Inteira (não tem fim)” para a teia do sucesso. Um regresso feliz!



“Que a lua está longe e mesmo assim
Dançar podemos sempre, se quiseres
Ou então, se preferires, fica aí
Que ninguém há-de saber o que disseres”

Mais um regresso saudado pel’ “O Sabor da Palavra”, provando que “Anzol” e “Amanhã é sempre longe de mais” são apenas pequenas partes que formam um grande todo chamado “Rádio Macau”, um dos grupos da música portuguesa de qualidade que trazem agora “Cantiga de Amor”. Um tema para muitos interpretados como amor não-correspondido, para mim é o tema do meu presente, o tema da verdadeira vida e do verdadeiro amor. Porque o amor, tanto no sentido abrangente como restrito, nem sempre pode ser correspondido, e mesmo assim há sempre duas hipóteses consideradas naturais: a dança no palco da vida...ou o silêncio. Uma sugestão cheia de amor!



“Só Nós Dois”
(Poema de Joaquim Pimentel)

Só nós dois é que sabemos
O quanto nos queremos bem
Só nós dois é que sabemos
Só nós dois e mais ninguém
Só nós dois avaliamos
Este amor, forte, profundo...
Quando o amor acontece
Não pede licença ao mundo

Anda, abraça-me... beija-me
Encosta o teu peito ao meu
Esqueça o que vai na rua
Vem ser minha, eu serei teu
Que falem não nos interessa
O mundo não nos importa
O nosso mundo começa
Dentro da nossa porta.

Só nós dois é que sabemos
O calor dos nossos beijos
Só nós dois é que sofremos
As torturas dos desejos
Vamos viver o presente
Tal-qual a vida nos dá
O que reserva o futuro
Só Deus sabe o que será.

Para terminar a “injecção musical”, deixo-vos aqui uma pérola de antigamente interpretada por uma pérola do presente. O intemporal tema “Só Nós Dois” de Joaquim Pimentel e cantado por Tony de Matos, desta vez foi interpretado por uma lufada de ar fresco no panorama musical de seu nome “Tiago Bettencourt” (ex-vocalista dos Toranja), enquadrando-se nas características que revejo num bom cantor: sentimento e originalidade vocal, entrega, intimismo e uma grande naturalidade e amor pela arte musical. Já agora, Tiago Bettencourt actuará dia 13 de Março em Aveiro, no Teatro Aveirense, por sinal com a minha presença também:)

segunda-feira, 3 de março de 2008

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Palavra Puxa Palavra: "Conversas Com Deus"

"Imagine que podia fazer a Deus as perguntas que mais nos intrigam acerca da existência: as questões da vida e da morte, do bem e do mal, do amor e da fé. Imagine que Deus lhe dava respostas claras, compreensíveis e por vezes cheias de humor...
Neale Donald Walsh estava a passar uma fase má da sua vida quando resolveu escrever uma carta a Deus, a descarregar as suas frustrações. O que ele não esperava era uma resposta... Quando ia acabar a carta, sentiu-se "impelido" a continuar a escrever e començaram a surgir respostas extraordinárias às suas perguntas. Este livro é o registo das respostas que Walsh recebeu, que o ajudaram a modificar-se a si próprio, à sua vida e à forma como via o mundo."

In Contracapa de "Conversas com Deus (Livro 1)"

Hoje não vos venho apresentar um simples livro. “Conversas com Deus” não é um simples livro, é um tesouro que guarda respostas a intermináveis questões existenciais, sobre tudo aquilo que um dia gostaríamos de saber e que agora podemos encontrar, tanto no livro, como em tudo o que nos rodeia após a sua leitura.

Este primeiro de três livros da colecção “Conversas com Deus” poderá motivar associações de sintomas psicóticos ou de charlatanismo ao seu autor, no entanto, independentemente desta alusão, o mais importante para mim foi a mensagem e essa foi sentida como a verdade mais óbvia que alguma vez poderia ter encontrado.

De facto, este é mais um livro que exige lápis numa mão e livro na outra, a dificuldade na sua leitura prende-se com a selecção do sublinhado, porque para mim tudo foi importante e cada frase transportava em si uma ideia diferente e enriquecedora, chegando ao fim com um livro coberto de carvão, repleto de notas e por vezes com simples desenhos de um “smile”. Sim, porque cheguei passar por momentos de grande humor, com meros sorrisos ou até mesmo com gargalhadas estridentes, dando por mim a falar com o livro...

Arrisco mesmo dizer que este é provavelmente o livro mais marcante da minha vida até hoje, pela confirmação dos meus monólogos nestes últimos anos e pela revelação de ideias tão óbvias como ocultas até então, e que complementam esses mesmos monólogos...

Nada acontece por acaso! Não será por acaso que estarás a seguir atentamente esta sugestão, e muito menos será por acaso que aceitarás esta sugestão, apenas depende do teu momento e da preparação que possuis para receber agora esta mensagem, sabendo de antemão a inevitabilidade deste caminho!

Eu acredito!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Desafio!

O Blogue Sexualidades, Afectos e Máscaras fez-me um desafio...Que desse a minha definição acerca de doze itens.
Assim sendo, aqui ficam as minhas respostas...

AMIGOS

Amigos são os eternos amantes da vida e das relações humanas, são um dos maiores desafios da vida, revestem-se de grandes oportunidades para o crescimento espiritual e, em denominações precipitadas, pode provar-se que a amizade era um rótulo mal interpretado, em detrimento de uma realidade sustentada. Por isso, com ou sem classificações, com ou sem amizade, seja defendido o verdadeiro objectivo das relações humanas: o cumprimento do EU.

LUA

É o sol da noite, a companheira da madrugada, a confidente de longas horas de monólogos e diálogos, é a verdadeira luz do silêncio...

SINCERIDADE

Sou eu e as pessoas que vêm por bem, a transparência e a frontalidade são dois requisitos para uma relação promissora comigo, não será por acaso que me identifico mais facilmente com pessoas do Norte do país, porque também acredito que na sua grande maioria escolhem a verdade em vez do cinismo. Regionalismos à parte, a minha homenagem ao Norte do país e às pessoas que o compõem...:)
"As pessoas fazem os lugares" (Elisabete Rodrigues)

HUMILDADE

O princípio da sabedoria e redescoberta do EU, porque como disse há uns dias atrás, mesmo os mestres são seres limitados na redescoberta do seu EU, e o caminho para a perfeição está ainda tão longe...

RESPEITO PELO PRÓXIMO

A vida pressupõe liberdade individual e dos outros, e não há liberdade sem respeito pelo próximo, porque a imposição da nossa condição no próximo será sempre uma condicionante na liberdade e no reencontro de cada um. Logo, o respeito é a ponte mais próxima para a liberdade...

ANIMAIS

Somos todos nós, tanto os racionais como os irracionais, embora cada vez mais acredite que temos tanto, mas tanto a aprender com os irracionais, que por vezes até questiono a denominação de “irracional”...Pensem nisto!;)

HARMONIA

Acredito que a Harmonia seja uma das finalidades da vida humana, quando o amor for uma contante e o escudo que nos permite enfrentar qualquer situação, boa ou menos boa...Caminhamos para a Harmonia como a sensação do nível da perfeição e do bem-estar eterno, alguém duvida?

MAR

O mar...ai o mar...tantas foram as tardes de longas conversas com o mar, refrescado pela brisa suave do pôr do sol e confortado pelas areias quentes do Verão, que percebi que amar o mar é uma das maiores fontes de inspiração que posso ter! O mar começa e acaba, no mar o amor é uma realidade, no mar consigo ser EU!

FILHOS

Os filhos serão o sonho tornado real e quiçá uma das maiores criações do amor que poderei fazer integrado na grande criação do amor chamada VIDA!

INTELIGÊNCIA

Capacidade individual que permite compreender e trabalhar a ciência em prol da evolução. Inteligência é uma faculdade do conhecimento, mas como dizia Einstein “Imaginação é mais importante que o conhecimento”, portanto no mínimo sejam criativos, no máximo criem a mistura explosiva da imaginação com o conhecimento!

COBARDIA

Uma opção digna de quem teme, sendo tão importante como a importância que o medo tem para mim, ou seja, nula...Tal como com o medo, na cobardia percebo o que não quero ser, e realmente não sou, sou a verdade e o amor!

AMOR

No domínio do absoluto da criação humana há dois sentimentos possíveis: o amor e o medo. No amor realizo-me, no medo encobro-me, porque no amor sou Eu, sou livre, sou o líder da minha vida e nada mais quero que não seja amor...Amor está em tudo, e quanto mais percebo isso, mais amor quero e mais plenitude sinto...
”A coisa mais importante que descobrirás na vida é amar, ser amado e ser correspondido” (Filme Moulin Rouge)

Diz-me, também, para nomear outros actores para se pronunciarem.
Aqui ficam as vítimas...

AbelhaFerrona
Allô!Allô!
Alma de Montanhista

Anoitecendo
Blogalvo
Escrevo O Que Sinto
Isso Agora…:)
Reflexões Inconscientes
Roxx
Tempo Perdido…

The Reason
Um Rumo à Deriva

Uma Rapariga com um Garfo num Mundo de Sopa

...e ainda...todos aqueles que quiserem responder ao desafio sob a forma de comentário:)

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Parabéns Mamã!

Hoje é o dia em que a minha mãe é bebé, aquele dia em que a minha mãe é obrigada a dizer que tem 30 anos (mais X), e o melhor reconhecimento que lhe posso fazer n’ “O Sabor da Palavra” é simplesmente usar uma frase:

“MAMÃ, AMO-TE TANTO!...”

Poderia tentar traduzir esta frase, mas seria uma tarefa inglória e nunca conseguiriam perceber o amor que sinto pela minha mãe, sem dúvida e eternamente, a mulher mais bonita do mundo...

P.S.: A festa promete ser rija esta noite, comer e beber à pala junto das pessoas que mais amamos tem um gostinho especial:) Haja estômago!:)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Os Grandes Pormenores da Vida...

Até estava a ser um dia sensaborão quando decido aceitar as inúmeras sugestões literárias de várias pessoas para o mesmo livro “O Segredo”, e fui a uma das livrarias mais famosas do país (começa por F, acaba em C e pelo meio tem as letras N e A). Pronto, agora que já todos perceberam que não é a Bertrand, passemos aos grandes pormenores da vida...

Entrei na loja com o meu habitual passo de metro e meio, vi o livro que procurava logo à entrada, mas preferi embriagar-me ainda mais de cultura e fui a uma das secções que mais me agrada: Secção do Esoterismo! Ao longe já avistava uma rapariga de costas percorrendo as suas mãos pela prateleira dos livros, e quando me aproximei encontrei outra vez “O Segredo”, retirando-o da prateleira e pensando “este já ninguém me tira”. Continuei a percorrer a prateleira com os olhos, pegava num livro, encostava-o de novo, até que de repente a rapariga virou-se para mim, colocou-me um livro na mão e disse-me com uma voz trémula “Leve este que eu gostei muito...” Na altura fiquei bastante surpreendido, pois aquela rapariga loirinha fitava-me com os seus olhos claros e, apesar da timidez, percebi que sentia uma vontade enorme de partilhar a sua felicidade com um desconhecido. Olhei para a capa do livro e descobri um ramo de flores por baixo do título “O que sabem as pessoas felizes”, enquanto a loirinha de olhos claros afirmava, com uma voz emocionada, que o livro tinha sido fundamental para ultrapassar “uma fase em que estava muito em baixo...”. Respondi-lhe que eu não podia estar em baixo neste momento e expliquei-lhe a razão do meu bem-estar, apontando para um dos livros da prateleira, neste caso o meu actual livro de cabeceira cujo título será revelado em breve neste espaço. A conversa não durou muito mais, até ao momento em que a loirinha de olhos claros se afastou de mim e me disse antes de partir “Siga o seu instinto!”. Escusado será dizer que levei dois livros para casa, o desejado e a surpresa, fazendo questão de levar precisamente o exemplar escolhido pela loirinha de olhos claros...

A vida é tão simples quando aproveitamos as oportunidades que surgem a todo o momento, tal como a entrega de um livro por mãos desconhecidas, e interpretar essas oportunidades como uma mensagem para o crescimento pessoal...

A vida é tão simples como bonita! :)

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

O Dia do Amor

Para uns este é o Dia de São Valentim, para outros o Dia dos Namorados, para mim é o Dia do Amor...Não seria preciso destacar um dia para celebrar o Amor, Amor há e continuará a existir todos os dias, mas consideremos este como um dia especial para viver o Amor, principalmente para aqueles que neste momento gostariam de o sentir.
Ontem descobri esta pérola, afinal de contas já andava à procura há algum tempo de um texto que explicasse tudo o que sinto ao mesmo tempo, e naturalmente encontrei...
Este texto pode ser tudo o que vocês procuram ou nada do que vocês sentem, mas representa tudo o que eu tenho a dizer no Dia do Amor!

“Quando eu me amei de verdade, compreendi que, em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, à hora certa, no momento exacto. Então pude relaxar... Hoje, sei que isso tem um nome...auto-estima.
Quando eu me amei de verdade, pude perceber que a minha angústia, o meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou a ir contra as minhas verdades... Hoje, sei que isso é...autenticidade.
Quando eu me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento... Hoje, chamo a isso...amadurecimento.
Quando eu me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que eu desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusivé eu mesmo... Hoje, sei que o nome disso é...respeito.
Quando me amei de verdade, comecei a livrar-me de tudo o que não fosse saudável, pessoas, tarefas e qualquer coisa que me pudesse mandar abaixo. De início a minha razão chamou a essa atitude egoísmo... Hoje sei que isso se chama...amor-próprio. Quando eu me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projectos grandiosos de futuro. Agora, faço o que acho certo, o que gosto, estou com quem me faz sentir bem, quando quero e no meu próprio ritmo. Hoje sei que isso é...simplicidade.
Quando eu me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão e, com isso, errei menos vezes. Hoje, descobri a humildade.
Quando eu me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Agora mantenho-me no presente, que é quando a vida acontece e quando posso encontrar a felicidade. Hoje vivo um dia de cada vez... A isso se chama...plenitude.
Quando me amei de verdade, eu percebi que a minha consciência pode atormentar-me e decepcionar-me. Mas quando eu a coloco ao serviço do meu coração, ela torna-se uma grande e valiosa aliada. Tudo isto é...VIVER.”
(Charlie Chaplin)

“Alguém algum dia sentiu o mesmo que tu!” (Cátia Nabais)

O meu desejo de um Feliz Dia do Amor para todos:)
Já agora posso adiantar que o meu será passado junto de alguns dos meus amores pois, das 8 às 24 horas, vai haver muito amor com velhinhas indefesas e verrugas peludas...Afinal de contas, para um dia especial, teria que ser escolhido o “Enfermeiro do Amor”, aquele gajo com quase dois metros que espalha beijinhos como o Robin dos Bosques espalha a riqueza...Mi aguardem, hein! :)

P.S.: Qualquer tentativa de trocadilho com a expressão “Quando me amei de verdade...”, estará sujeito a levar com o odor axilar de duas moçambicanas e de um romeno, após um dia de trabalho. Considerem-se avisados!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Saudade: dor ou afago?

A ironia da vida mostra-nos que há sentimentos angustiantes e dolorosos justamente para com aquilo ou aqueles que mais amamos. Esta incoerência revela-se deveras interessante quando percebemos que um desses sentimentos, a saudade, é um estado de espírito tipicamente lusitano, a sua difícil tradução é prova disso. Desta forma, haverá alguma relação entre a palavra saudade e a depressão contagiante que une os portugueses? Acredito que sim, e a desmistificação da expressão ironia da vida e das palavras saudade e depressão, confirmarão a minha hipótese.

Assim, a ironia da vida é criada pela incoerência humana, como resultado de opções tomadas diferentes das desejadas e, principalmente, dependente de desejos alheios. Se o amor é um sentimento de paz e harmonia interior, qualquer coisa que se desvie desses efeitos desejáveis terá qualquer outro nome, mas amor não será, ironia talvez...E a diferença entre simplicidade e ironia está apenas na escolha individual de cada um.

Exactamente, a insuficiente decisão individual é o traço que une a saudade e a depressão, imbuídos num espírito de ironia de vida, na medida em que o sentimento saudade reveste-se neste caso de um desejo doentio, de uma dependência que espera e desespera, numa angústia da presença na ausência, transformando a capacidade em depressão.

Assim, consigo perceber dois tipos de saudade. A saudade doentia, que acumula sentimentos de dor e impotência, característica de pessoas que exigem o outro como o cerne do seu bem-estar interior, em detrimento do seu amor próprio. Neste caso, um sentimento tipicamente português, fruto de um povo que deixa o seu destino ao acaso e descrente das suas reais capacidades, tal e qual o princípio da depressão. Felizmente há a saudade saudável, digna de prazeres não-esquecidos e independentes de qualquer ausência, como resposta a sentimentos de bem-estar do passado, que se reflectem no presente com a tranquilidade de quem pode não ter nada, mas sente que tem tudo, é aquela que aquece o coração, mas que não arrefece o amor próprio...

Afinal de contas, qual a melhor saudade? A saudade que mata na ausência por inferioridade pessoal, ou a saudade que lembra a presença mas sem imperativo especial? A decisão é vossa!

Cumprimentos com saudade:)

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Blogosfera: espaço de engate espiritual!

Há uns tempos atrás confrontaram-me com a seguinte afirmação “O Hi5 é o verdadeiro site do engate!”. Na altura concordei, mas hoje acrescentaria que o Hi5 é o verdadeiro site do engate físico, mas a blogosfera é o verdadeiro espaço do engate espiritual, inserido num mundo virtual. Se no Hi5 a busca passa maioritariamente pela imagem perfeita, na blogosfera a busca passa pela sintonia da alma, num encontro de personalidades realizado através de uma das partes intrínsecas à essência humana: a palavra.

Este facto reveste-se de particular importância na medida em que cumpre um (ou o único) requisito fundamental para o sucesso das relações humanas, ou seja, a conceptualização do EU. Assim, em vez de existir uma aproximação aos ideais um do outro como acontece maioritariamente nas relações humanas, há uma identificação mútua de ideais através da palavra e sem os “ruídos” da imagem, o que permite que continue a ser redescoberto o Eu, sem necessidade de modificações para agrado do Outro. Isto porque o verdadeiro teste que tem de existir nas relações humanas é a continuidade da realização do EU, ao contrário do que se passa geralmente em que o teste passa pela correspondência que o outro teve sobre as tuas expectativas e a forma como consegues corresponder às expectativas do outro. Desta forma, o verdadeiro teste cumpre-se mais facilmente na blogosfera, pela maior liberdade e pelas menores interferências de sintonia.

Curioso, não?

E porque tenho sido “engatado” recentemente por autores de outros blogues, aproveito para dedicar-lhes estas palavras, acreditando que em conjunto conseguiremos expressar mais facilmente o nosso verdadeiro EU. Muito obrigado!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Tesouro do Vinyl (e não só)

“Quão maravilhosa a vida é, agora que estás no mundo...”



Your Song

It's a little bit funny this feeling inside
I'm not one of those who can easily hide
I don't have much money but boy if I did
I'd buy a big house where we both could live

If I was a sculptor, but then again, no
Or a man who makes potions in a travelling show
I know it's not much but it's the best I can do
My gift is my song and this one's for you

And you can tell everybody this is your song
It may be quite simple but now that it's done
I hope you don't mind
I hope you don't mind that I put down in words
How wonderful life is while you're in the world

I sat on the roof and kicked off the moss
Well a few of the verses well they've got me quite cross
But the sun's been quite kind while I wrote this song
It's for people like you that keep it turned on

So excuse me forgetting but these things I do
You see I've forgotten if they're green or they're blue
Anyway the thing is what I really mean
Yours are the sweetest eyes I've ever seen

“Aconteça o que acontecer, amar-te-ei até ao fim de todos os tempos...”



Come What May

Never knew I could feel like this
Like I've never seen the sky before
Want to vanish inside your kiss
Everyday I love you more and more
Listen to my heart, can you hear it sings
Telling me to give you everything
Seasons may change winter to spring
But I love you until the end of time

Come what may, come what may
I will love you until my dying day

Suddenly the world seems such a perfect place
Suddenly it moves with such a perfect grace
Suddenly my life doesn't seem such a waste
It all revolves around you

And there's no mountain too high no river too wide
Sing out this song and I'll be there by your side
Storm clouds may gather and stars may collide
But I love you until the end of time

Come what may, come what may
I will love you until my dying day
Oh come what may, come what may
I will love you

Suddenly the world seems such a perfect place...

Come what may, come what may
I will love you until my dying day

O primeiro “Tesouro do Vinyl” deste novo ano é mais do que um tesouro, são dois tesouros musicais e um tesouro cinematográfico, mas todos juntos formam um tesouro de valor incalculável chamado “Moulin Rouge”.

A primeira música “Your Song” é um original de Elton Jonh, mas interpretado de forma sublime, para mim até melhor que o original, por Nicole Kidman e Ewan McGregor, sendo daquelas músicas que além de musicalidade tem uma letra tão simples como brilhante. Um verdadeiro hino ao amor!

A segunda música “Come What May” é daquelas músicas que já permanecia na minha memória musical mas que foi redescoberta neste filme, com mais uma grande interpretação dos seus protagonistas. Uma música que me provoca alucinações visuais com estrelas, alucinações auditivas com a palavra “Amo-te”, mas com a certeza da magia que sinto com a mistura entre estas palavras e a sua melodia. A certeza de que o amor está presente em tudo, pensamentos, palavras e acções, porque o amor é muito mais do que uma relação amorosa. Porque “ a coisa mais importante que podes aprender no mundo é amar, ser amado e ser correspondido”, e para existir amor basta existir vida, basta existirmos.

O filme “Moulin Rouge” é mais um filme musical dedicado ao amor, provando mais uma vez que esta é a mensagem mais sublime que pode existir, e que contrapõe o materialismo com os sentimentos de uma maneira tão conseguida quanto a complementaridade entre o amor e a música.

Sugestões feitas, agora divirtam-se e amem-se:)

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Agir para Reflectir, Reflectir para Agir

“Duvide dos seus pensamentos perturbadores. Questione o seu sentimento de incapacidade, questione porque é que está programado para ser infeliz. Grite dentro de si. Critique a sua fuga. Critique as suas fantasias. Determine-se estrategicamente a conquistar as pessoas à sua volta. Retire o seu eu da plateia. Entre no palco da sua mente e treine ser líder de si mesmo. Faça-o todos os dias e em silêncio.”
Marco Polo In “A Saga de um Pensador”, de Augusto Cury

A solução para muitos dos problemas da existência humana é o...silêncio. No silêncio surgem os nossos pensamentos mais perturbadores, mas interpretado de formas díspares pela individualidade de cada um.

Uns acreditam na sua eterna incapacidade e na programação da infelicidade, imiscuindo-se ao seu papel de espectador no “palco da vida” e deixando que a “representação” os consuma.
Outros compreendem que, mais do que o sentido das questões inquietantes, há um sentido para a existência humana, vislumbram a sua imagem à semelhança do Criador, e assumem que os problemas são o efeito das opções tomadas e que o erro é a fonte do conhecimento experiencial.

Entre a passividade e a liberdade de acção, a escolha é tão óbvia como destemida, porque o medo oculta o único sentimento existente no domínio absoluto da Criação: o Amor! E, com amor, seremos protagonistas da nossa história, conquistaremos as personagens à nossa volta (nem que seja a conquista pela inveja de quem não compreende este sentido) e atingiremos o fim último da Criação: a redescoberta do Eu.

Sendo assim, usem o silêncio para ouvir a vossa voz interior (ou voz do coração) e descubram que as respostas para os nossos dilemas são intrínsecos ao ser humano, agindo pelas mudanças necessárias como fonte da redescoberta. Independentemente do nível de crença ou compreensão desta mensagem, a certeza de que somos sempre responsáveis pelo percurso de vida e pelas respectivas opções que tomamos, portanto não devemos lamentar-nos pelas suas consequências.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Tão insólito como real...



Por momentos pensei que seria a antecipação dos “Gato Fedorento” na Sic, num sketch interpretado por José Diogo Quintela (Operadora do INEM) e Ricardo Araújo Pereira (o bombeiro de Favaios), mas infelizmente a situação é verídica e já foi comentada pelo Ministro da Saúde.

Excepcionalmente ou regularmente, a situação é insólita e vale a pena prestar atenção do princípio ao fim, verificando na minha opinião três coisas: existe uma desarticulação entre o CODU, os bombeiros e a VMER, motivadora de atrasos com prejuízos para a vida humana, porque se a vítima não tinha falecido na altura do primeiro contacto, com esta demora provavelmente não teria sobrevivido, o que se confirmou mais tarde; os bombeiros necessitam de mais formação, mesmo que seja apenas para o transporte de doentes, porque são responsáveis na sua grande maioria pelo cuidado de vidas humanas, comprendendo-se as suas naturais inseguranças fruto da sua carência formativa, de directrizes pouco claras para o seu trabalho e da falta de recursos humanos; esta situação não pode ser associada ao fecho dos SAP’s, nomeadamente do SAP de Alijó, porque a questão aqui está na desarticulação entre os diversos elementos de emergência, e não no seu transporte para as Unidades de Saúde.

Sendo assim, o diagnóstico deste caso está completo, e independentemente de ser um caso excepcional ou frequente, o Ministro identifica-se com este problema e agora só há um caminho a seguir, a acção, porque em causa estão as vidas humanas de quem não merece ser prejudicado por questões alheias ao seu estado.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

O Beijo

Há vários tipos de beijos, mas os beijos que estou louquinho por dar são aqueles dois beijos (três, no caso da Lili Caneças estar por perto) em que a arcada zigomaticomalar normalmente se encosta, podendo pelo meio sentir o toque suave da verruga peluda da tia mais velha, ou, no caso de ser comigo, sentirem fortemente a minha arcada zigomaticomalar durante o verdadeiro impulso assustador que fazem para a conseguir atingir, tendo em conta o meu metro e noventa...mais uns pózinhos.
Ora bem, como já todos perceberam que os beijos que descrevo são os mais corriqueiros, peço-vos agora para que coloquem uma cara mais séria e partilhem da minha reflexão, procurando responder-me às questões que vos coloco.
Assim, recentemente fui confrontado com reacções diversas perante os meus beijos: um misto de indiferença com desprezo por um lado, a aceitação com agrado e com alguma dose de habituação, e a impulsividade desenfreada pela minha arcada zigomaticomalar (desta vez sem verruga pelo meio).

Porque razão há tanta diferença perante um beijo corriqueiro?

Qual a vantagem da troca entre a proximidade de dois beijos e a distância de um aperto de mão sensaborão?

Para mim a diferença está na personalidade de cada um, eu uso o beijo corriqueiro como a ponte mais próxima entre duas pessoas numa perspectiva de vida de cumplicidade e união ao próximo, e só vejo uma vantagem (no meu caso) na troca do beijo pelo aperto de mão: a prevenção de hérnias discais. De resto, seria apenas mais um instrumento de separação entre as pessoas no meu meio ambiente, principalmente profissional, sendo que sou a favor da integração de um bom ambiente pessoal no ambiente profissional, porque tudo o que é bom deve entrar nesse ambiente. Tenho dito! E vocês?

Ah, já agora, um beijinho para vocês:)

P.S.: Peço desculpa pela pouca expressividade da imagem, mas a pesquisa Google da palavra "beijo" apresentava maioritariamente beijos molhados e lambidelas artísticas...:P

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Humor Fedorento

Reparem bem nesta piada (ou qualquer coisa parecida) que tive hoje ao jantar (o meu pai não achou piada, quando envolve gases ele coloca na beira do prato):

Notícia TVI: "Lisboa passou hoje um dia com cheiro intenso a gás e ninguem percebia a sua causa..."

Sai-me disparada a seguinte frase "...de facto há dias em que também me cheira a gás sem perceber porquê, mas depois acordo e lembro-me que o almoço foi grão de bico..."

A isto chama-se humor flatulento (quase humor negro porque havia gente a comer).

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Tudo e Nada!

Hoje...hoje apetece-me escrever tudo e nada ao mesmo tempo, dizer que o dia sorri quando penso em mim, respirar fundo e abraçar a natureza, sentir que a minha maior liberdade sou eu, foi conquistada por mim e será sempre minha...
Hoje sei que a chave do sucesso está em mim, as leis da natureza estão do meu lado, e quem vier por bem será o sol de Inverno e a chuva de Verão, como se a vida fosse uma reacção química em constante mutação e à procura do seu equilíbrio...
Hoje sei que a vida não mudou em mim, sei que fui eu que mudei sobre a vida, deixando-me contaminar pela minha presença, iluminado pela luz da descoberta no caminho da evolução...
Hoje sou eu a dizer “Gosto tanto de mim!!” :)

P.S.: Depois da "Carta", "Eu Não Sei Quem Te Perdeu", mas "Waiting On An Angel" agora posso dizer que o "Beijo" é nosso...mais uma música que entra e aquece o coração, e só nós dois é que sabemos como é bom este regresso...

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Tesourinho Pertinente: Nova Lei do Tabaco

Estive tentado a editar novo texto sobre a aplicação da nova Lei do Tabaco, mas recordei o texto escrito a 3 de Maio de 2007 e verifiquei que a minha opinião não se alterou, apenas tenho de a citar, pela pertinência actual e pelo maior número de participações presentes neste espaço.

"Sou suspeito pelo facto de ser fumador passivo, no entanto esta é uma medida que só peca por tardia por impossibilidade de ser resolvida no plano moral, obrigando a uma resolução no plano legal.
De facto, se a consciência humana promovesse o respeito, liberdade e dignidade pelo próximo, moralmente o acto de fumar em locais públicos já teria sido ultrapassado ou bastante diminuído. Contudo, continuo a assistir a estabelecimentos públicos marcados por uma nuvem de fumo que incomoda as pessoas que por alguma razão foram mais fortes que o tabagismo, mas que ao mesmo tempo não são respeitadas por essa opção.
Sendo assim, concordo com a proposta sobre a nova Lei do Tabaco, permitindo um maior respeito pelos fumadores passivos e criando espaços reservados para os fumadores activos. Além disso, julgo que esta Lei terá que implicar uma maior aposta na prevenção anti-tabágica para prevenir cada vez mais o problema em vez de o censurar, investir mais nos tratamentos anti-tabágicos para que haja um maior número de opções viáveis e salutares além das probições antitabágicas, e, inevitavelmente, existir o controlo necessário para o cumprimento da Lei.
Acredito que esta Lei não deixará de ser polémica, assim como o meu comentário. No entanto, compreendendo as posições contrárias à minha posição que destacarão as dificuldades íntrinsecas ao controlo de uma dependência, adopto um princípio fundamental nesta questão: o respeito pela liberdade humana, tanto a minha, como a dos outros.
Aguardo por uma discussão saudável e construtiva, continuando a respeitar qualquer género de posição, porque todos os comentários são benvindos."

Sejamos justos e imparciais, e numa análise fria da realidade percebemos que no meio de incoerências e opções arriscadas e/ou erradas do Governo, há leis correctas e defensoras da sociedade, da saúde e do seu bem-estar. Apenas acrescentaria que a lei não me afastará de amigos fumadores, a lei ditará o respeito que faltava entre mim e os meus desconhecidos. Haja bom senso!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Palavra Puxa Palavra: Reiki Universal

“O Reiki é um processo que permite o encontro da essência cósmica (Rei) com a energia vital individual (ki) que circunda nossos corpos.
O Reiki ocorre após a pessoa ser submetida, como explica o Autor, a um processo de sintonização ou iniciação no método, o que é executado por um mestre habilitado.
Este livro, bastante ilustrado, é de caráter prático, fundamentando cada capítulo na base teórica do Sistema Usui de Cura Natural, nome que homenageia seu redescobridor, Mikao Usui. O número cada vez maior de praticantes do Reiki é a melhor prova de sua seriedade e eficiência, e este livro amplia os horizontes dos que encontram no Reiki a solução para muitos de seus problemas físicos e psicológicos.”

A poucos dias de completar dois anos sobre a minha iniciação ao Reiki, escolhi como a primeira sugestão literária para o novo ano o livro “Reiki Universal – Sistema Usui, Tibetano, Osho e Kahuna”, de Johnny De’ Carli.

Efectivamente, não escolhi apenas por mera comemoração de aniversário de iniciação, escolhi porque recordo-me bem da manhã de 22 de Janeiro de 2006 quando, de um momento para outro, a minha Mestre vira-se para os iniciandos e avisa que o Reiki será uma arma essencial para enfrentar os desafios no ano 2008. Reparem bem, estávamos no início de 2006, e poderia muito bem ter dito que o ano de grandes desafios seria em 2006, ou mesmo no ano seguinte em 2007, mas não, apontou o alvo das dificuldades como o ano...2008. Agora não me recordo se seria um ano “sui generis” ou se seria o início de um ciclo problemático, o que sei é que fiquei com este ano marcado na memória e, por isso, aproveito este momento para sugerir a leitura deste livro como auto-ajuda para o novo ano. No entanto, o livro por si só não é a solução, mas poderá ser o início do caminho da luz e do equilíbrio físico, mental e espiritual capaz de enfrentar os desafios do futuro, mostrando através de uma linguagem simples e acessível, o fundamento do Reiki e a motivação para a sua iniciação.

Em suma, sem negar à partida uma “ciência” que desconhecem, dêem oportunidade a vocês mesmos para encontrar a solução para muitos dos vossos problemas e, caso seja um desejo efectivo, estarei disponível para indicar os contactos da minha Mestre.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Brisa da Música: "Há Amores Assim"



DONNA MARIA
“Há amores assim”

Letra: Miguel Majer
Música: Miguel Majer e Ricardo Santos

Há amores assim
Que nunca têm início
Muito menos têm fim
Na esquina de uma rua
Ou num banco de jardim
Quando menos esperamos
Há amores assim

Não demores tanto assim
Enquanto espero o céu azul
Cai a chuva sobre mim
Não me importo com mais nada
Se és direito ou o avesso
Se tu fores o meu final
Eu serei o teu começo

Não vou ganhar
Nem perder
Nem me lamentar
Estou pronta a saltar
De cabeça contra o mar

Não vou medir
Nem julgar
Eu quero arriscar
Tenho encontro marcado
Sem tempo nem lugar

Je t’aime j’adore
Um amor nunca se escolhe
Mas sei que vais reparar em mim
Yo te quiero tanto
E converso com o meu santo
Eu rezo e até peço em latim

Quando te encontrar sei que tudo se iluminará
Reconhecerei em ti meu amor, a minha eternidade
É que na verdade a saudade já me invade
Mesmo antes de te alcançar
É a sede que me mata
Ao sentir o rio abraçar o mar

Sem lágrima caída
Sou dona da minha vida
Sem nada mais nada
De bem com a vida

"Depois do sucesso do seu álbum estreia “Tudo é para Sempre “ , os Donna Maria regressam com um novo trabalho de originais. Gravado e misturado no Estúdio Sonic State entre Maio e Julho deste ano e masterizado pelo engenheiro de som António Pinheiro da Silva e com produção de Miguel A. Majer e Ricardo Santos, o novo trabalho dos DONNA MARIA - “ Música Para Ser Humano” - conta com as participações de vários artistas nacionais, em destaque : Rui Veloso em “Amar Como te Amei” ( autor da música que abre o disco); Luis Represas em dueto com Marisa Pinto em “Nós Nunca Somos Iguais”, tema que conta também com a participação de Rão Kyao na Flauta; Raquel Tavares participa em “Anti-Repressivos “ e finalmente Julio Pereira em “Zé Lisboa“.

Os convites não ficaram por aqui e contam ainda com as participações dos seguintes músicos : Ricardo Parreira na Guitarra portuguesa; Pedro Santos no acordeão; Máximo Ciuro no baixo eléctrico, Ruca Rebordão na Percussão, Patrícia Antunes e Patrícia Silveira nos coros e o quarteto de cordas sob a direcção da violinista Viviena Toupikova ( Leonid Bykov- Violino; Avrora Vorokova - Viola; Abel Gomes - Violoncelo ).

O que não poderia faltar neste trabalho são as grandes versões, a exemplo do que aconteceu na estreia discográfica: “Bem Vindo ao Passado“ dos GNR e “Pomba Branca “ de Max são as contempladas.

Os Donna Maria são : Marisa Pinto (Voz) ; Miguel Angelo Majer (Samples, Bateria e Voz) e Ricardo Santos (Piano acústico , Sintetizadores e Voz)."
Fonte: http://donna-maria.blogspot.com

"Música Para Ser Humano" é o salto em frente que todos desejávamos testemunhar no caminho dos Donna Maria".
João Gobern in "Correio da Manhã".

"Os Donna Maria continuam a apontar novos rumos para a música portuguesa"...
"Música Para Ser Humano é mais uma aposta ganha."
Carlos Correia in revista "Focus".

"Ao segundo disco, os Donna Maria apuram o seu estilo difícil de definir".
Pedro Dias de Almeida in revista "Visão".

"Os Donna Maria são um género de pedrada no charco."
Susana Bento Ramos in "Cartaz das Artes".

“Os Donna Maria revelam-se como uma lufada de ar fresco na música portuguesa, mostrando que há qualidade em Portugal, sendo de destacar a selecção da língua-mãe para as suas músicas. “Há amores assim” é o primeiro single do álbum “Música Para Ser Humano”, ficando marcado por uma história particular no momento em que o descobri. Primeiramente, numa das minhas visitas ao Blog do Rapaz, tive a oportunidade de conhecer o novo álbum dos Donna Maria e não me agradou sobremaneira. Mais tarde, encontrei a referência à letra desta música no blog A Rapariga Com Um Garfo Num Mundo de Sopa e mais uma vez foi colocada para segundo plano. Até que na Gala de Natal da TVI, os Donna Maria foram convidados, interpretaram este tema e fiquei sem palavras para a magnífica actuação de Marisa Pinto, uma cantora com uma excelente presença em palco, uma belíssima voz e a provar que há interpretações musicais que valem mais do que mil letras. E não é que a Marisa Pinto é bem gira e a letra desta música está muito bem construída, principalmente porque entronca num dos meus desejos para o novo ano. Vocês sabem do que estou a falar...:)”
Gonçalo Cardoso
in “O Sabor Da Palavra”.

P.S.: Numa época rica em grandes novidades musicais, “Kiss Me, Oh Kiss Me”, de David Fonseca, bem podia ser a minha música de trabalho, tantos são os beijinhos distribuídos por mim na Unidade de Saúde...Eleito como o “Enfermeiro Mais Beijoqueiro da Unidade”, muitas seriam as pessoas que cantariam este refrão, é que nem as velhinhas conseguem escapar ao suave toque dos meus lábios...:P

sábado, 29 de dezembro de 2007

Balanços & Desejos

Se neste momento me pedissem para descrever o meu ano 2007 em poucas palavras eu diria: “Transição Tímida”. “Transição”, pelas mudanças que ocorreram na minha vida pessoal e profissional, “Tímida”, dada a evolução lenta (mas talvez ao ritmo ideal) na concretização das minhas ambições.

Profissionalmente, 2007 é o ano em que já não sou aluno, deixei o desemprego para trás, mas ainda não sou profissional. O paradigma da “Transição Tímida” está bem presente na minha vida profissional, porque passado ano e meio do términos do curso, previa ostentar o título profissional de Enfermeiro e ostento um estatuto pouco acima do simples aluno, previa trabalhar numa unidade hospitalar ou no máximo em Centro de Saúde, e trabalho numa Unidade de Cuidados Continuados, e acreditava que estaria estabelecido em Coimbra ou noutra cidade acolhedora do nosso país, e encontro-me entre Coimbra (cidade onde vivo) e V.N. Poiares (vila onde trabalho). Em 2008, continuarei a dar um tempo na minha relação com Portugal, o que muitas vezes é o princípio do fim, e caso não surja interesse do meu país no meu valor, esse valor abrirá novos horizontes, custe o que custar...

Pessoalmente, este foi o ano da confirmação das amizades reveladas em 2006, um ano em que a proximidade, mesmo que tímida, foi afago na distância que sentia, e em que concluí que tenho poucos verdadeiros amigos e alguns “bons conhecidos”. Mesmo ainda sem ter razões para pensar na construção de uma nova família na minha família, confio mais nessas razões e principalmente, confio mais em mim, acreditando que continuando a ser uma “pessoa apaixonável”, mais motivos terei para acreditar na paixão e no amor. Na minha família os laços fortes em 2006, sairam revigorados em 2007, percebendo indícios de uma união mais saudável em 2008.

Apesar de deixar a Saúde para último tema de balanço, tenho a Saúde como o meu principal desejo para o próximo ano, porque vozes sábias disseram um dia que “Quem tem saúde, tem tudo; quem não tem saúde, não tem nada...” e eu preciso de ter Saúde para conseguir os sucessos pessoais e profissionais ambicionados. E mais uma vez confirmei a tese de que as Unidades de Saúde criam-me anticorpos protectores das gripes anuais que me afligiam anteriormente, querendo acreditar que existiu uma época pré-enfermagem (Era Florzinha de Estufa) e uma época pós-enfermagem (Era Bifidus Activo), tal como referi no ano passado. Um ano sem uma gripe, nem uma mísera constipação que me lembre, mas por sua vez com problemas de saúde incomodativos como insónias, um alvo a abater em 2008, tal como o desejo da adopção de um estilo de vida mais saudável.

Finalmente, queria desejar que os sucessos que tiver em 2008 sejam também os vossos sucessos, esperando que o melhor deste ano seja o pior do próximo ano, para que o amor e a paz seja uma realidade mais presente na vida humana. Feliz Ano Novo :)

P.S.: Está confirmado, "O Sabor Da Palavra" vai continuar a crescer em 2008 :)